quarta-feira, março 28, 2007

My Celebrity Look-alikes

My cool celebrity look-alike collage from MyHeritage.com. Get one for yourself.

segunda-feira, março 26, 2007

Lógica II

Depois de comer um prato de azeitonas, chupei os dedos e pensei em voz alta:

- Hummm...será que o vidro já tá vazio?

Ao que uma prima responde, espantada:

- Por que, você quer beber o caldo também???

quarta-feira, março 21, 2007

Dúvida existencial

Alguém me diz, pelamordedeus, o que a gente faz com um vizinho maldito que tem a capacidade de passar dez horas seguidas ouvindo O MESMO cd da LAURA PAUSINI??????????????

segunda-feira, março 19, 2007

Estado de Espírito



Ok, o vídeo não é novo. Mas quem disse que o que a gente sente é original?

Aviso aos navegantes: se alguém vier me falar em limerência ou algo parecido dessa vez, eu vou perder a classe.

domingo, março 11, 2007

Loosing my Religion

Muito antes de ela chegar a esta Terra seu povo já adorava os deuses. Durante muitos sóis eles entoaram cânticos e realizaram rituais envolvendo banhos em água gelada, oferendas de rosas vermelhas, sacrifícios de lágrimas e suor em nome daqueles que adoravam. Os deuses ficavam felizes e falavam com eles através de seus oráculos. O povo ouvia os conselhos e os seguia sem hesitar. E, ao contrário de muitos outros deuses que os precederam, estes não foram esquecidos ou perderam influência. Não. Estes deuses se tornaram cada vez mais fortes, arrebanhando cada vez mais seguidores, seus mandamentos fazendo cada vez mais prosélitos. Havia rituais iniciados ainda no escuro, antes mesmo de o sol dourar o horizonte e outros que começavam quando o astro se punha, arrastando-se noite adentro. Nunca era demais, nem mesmo suficiente.

Cresceu em meio à adoração e aos oráculos. Sempre acreditou que ali estava a verdade e que eram abençoados em conhecê-la, desfrutar de seus privilégios. Sempre viveu de acordo com a sabedoria de seu povo, fiel aos seus ensinamentos e à sua fé.

Ironicamente, jamais conseguiu se interessar pelos guerreiros do próprio povo e sempre que se enamorava, era do filho de outra raça e outra crença. No entanto, o comportamento dos anciãos quanto a isso jamais era taxativo - preferiam deixar a cargo dos oráculos a tarefa de solapar qualquer sentimento desaconselhável. E eles sempre o faziam, eram invejáveis na tarefa.

Então um dia, ao acordar, sentiu o coração cheio de uma sensação morna. A voz que lhe desejara bons sonhos na noite anterior ainda ecoava em seus ouvidos e ela passou os dias que seguiram sorrindo pra si mesma e pra nada específico. A sensação cresceu e ela desejou dedicar-se por inteiro ao sentimento. Foi quando os oráculos entraram em ação.

Disseram-lhe que era um erro, pois aquele que era contemplado por seu amor não nutria os mesmos sentimentos. Que se tratava apenas de atração física, superficial e falsa. Que não unisse a vida ao guerreiro do outro povo, eis que seria irremediavelmente infeliz.

Durante muitos dias ela chorou, inconsolável, dividida entre suas crenças e algo que gritava que aquilo não podia ser falso. E durante todo este tempo, os anciãos tentaram consolá-la e convencê-la de que os oráculos sempre tinham tido razão e que o mais lógico seria acatar-lhes as orientações.

Então houve a mudança. O brilho ingênuo que antes iluminava os olhos pisados de chorar, deu lugar a fria determinação. Ela reuniu os anciãos e anunciou sua partida. Não acreditava mais nos oráculos e estava decidida a fazer seu próprio caminho.

Não haveria mais rituais pra ela.

quinta-feira, março 08, 2007

Rátománocu.

Hoje foi um senhor dia de bunda.
Eu quero dinheiro.
Eu quero um emprego.
Eu quero tirar carteira de motorista.
Eu quero sexo.
Eu quero colo.

Diabo. Mimimi dia das mulheres. Flor é o caraleo.

domingo, março 04, 2007

Relacionamento à distância

Junior diz: 10 desvantagens de um namoro a distância:

1) Vc não tem sexo na hora que quiser.
2) Sai caro (e vc não tem sexo na hora que quiser)
3) É cansativo (e vc não tem sexo na hora que quiser)
4) A logística é complicada (e vc não tem sexo na hora que quiser)
5) Casar as agendas é quase impossível (e vc não tem sexo na hora que quiser)

6) Vc passa a se comunicar melhor por telefone e teclas e acaba esquecendo como é o convívio humano (e vc não tem sexo na hora que quiser)

7) Vc vira uma mulherzinha porque passa a valorizar demais o diálogo (e vc não tem sexo na hora que quiser)

8) Fica muito mais difícil contornar as crises de ciúmes e, acredite, elas virão com o tempo (e vc não tem sexo na hora que quiser)

9) Discussões virtuais são chatas e as reconciliações bem menos intensas (e vc não tem sexo na hora que quiser)
10) Vc não tem sexo na hora que quiser (e vc não tem sexo na hora que quiser)

Junior diz: Como podemos ver, todas as desvantagens são pequenas e totalmente ultrapassáveis sem grandes obstáculos. Praticamente inócuas e simples, apesar de vc não ter sexo na hora que quiser.

quinta-feira, março 01, 2007

Lógica

Ele: - Você é carente.
Ela: - Você sempre soube disso.
Ele: - É.
Ela: - Você é ausente.
Ele: - Você também sempre soube disso.
Ela: - É.
(...)
Ela: - Será que a gente é masoquista?

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Desequilíbrio

- Alô?
- Oi!
- Oi... quem tá falando?
- Ah, você não me conhece, eu disquei esse número aleatoriamente!
- Então boa noite, eu tô desligando.
- Não, espera, por favor!
- Espera o que, cara, eu nem te conheço e...
- Eu preciso de ajuda!
- E eu com isso?
- Você não tem compaixão, caramba?
- Não muita. Qual o seu problema?
- Tem dois dias que o meu celular só apita e não acaba a bateria!
- Quê????
- Dois dias, cara! Sabe lá o que é jogar Snake durante dois dias????
- Você não tá falando sério...
- Tô sim! Conversa um pouco comigo, pelamordedeus!
- ...
- Alô?
- tutututu...
(...)
- CVV, boa noite...

domingo, fevereiro 25, 2007

Mesmo que lá esteja chovendo, é pra lá que eu quero ir.

EXÍLIO: O exílio é o estado de estar longe da própria casa e pode ser definido como a expatriação, voluntária ou forçada de um indivíduo. (Wikipédia)

CASA: Uma casa ou uma residência é, no seu sentido mais comum, uma estrutura artificial construída pelo ser humano cuja função é constituir-se de um espaço de moradia para um indivíduo ou conjunto de indivíduos, de tal forma que eles estejam protegidos dos fenômenos naturais exteriores (como a precipitação, o vento, o calor, o frio), além de servir de refúgio contra ataques de terceiros. Abrigo, refúgio, lar. (Wikipédia)

LAR: Ainda que possa ser considerado um sinônimo de casa, o termo lar apresenta uma conotação mais afectiva e pessoal. É a casa vista como o lugar próprio de um indivíduo, onde este tem a sua privacidade e onde a parte mais significativa da sua vida pessoal se desenrola. (wikipédia)


Estou longe do meu lar por tempo indefinido, a sensação é a pior possível. Inadequação, desconforto, angústia. Sinto falta das minhas gatas-enteadas, da cara-metade resmungando de manhã, do caminhão de gás com aquela musiquinha nojenta, do beijo de boa noite antes de dormir. Eu quero voltar. Mesmo que esteja chovendo, é lá que eu quero estar. Aqui não é mais meu lugar. Não tenho paz de espírito pra ler, nem televisão eu consigo assistir aqui. E tenho que me controlar pra não voltar correndo, agora mesmo.

Se alguém souber de um emprego, me coloca na fita.

sábado, fevereiro 24, 2007

Lalalalatuba

Eis que chega a minha vez de fazer o fatídico post de carnaval. Inevitável, mas nem por isso, simples. Seria muito mais fácil se tivessem me carregado prum lugar intragável e eu pudesse fazer um post inteiro reclamando contra a estupidez e o mau gosto da humanidade. Algo assim, hilariante. Mas, não. Fui parar numa casa com cinco outros blogueiros, num lugar que tinha mar, sol, camarão e quase nenhuma música característica de carnaval. Ou seja, pra virar o paraíso, só se tivesse ar condicionado na casa e a gente ainda estivesse lá. Por causa disso, terei que fazer esforço pra evitar o mimimi. Whatever.

Na sexta-feira à meia noite, meus tios passaram pra me pegar. Como eu tô acostumada a ir pra SP de ônibus, mal acomodada, fazendo milagres pra dormir, meus olhos se encheram: um Corola novinho, com ar condicionado e bancos de couro com bastante espaço pra eu me esticar, sem ter que me preocupar se algum maníaco ia me apalpar no escuro ou roubar a minha bolsa. Acomodei a mala no porta malas e tomei o banco traseiro. Tirei os tênis, abracei o travesseiro, dei um sorrisinho e fechei os olhos, pronta pra dormir horrores. E de repente, um susto: assim que o carro começou a rodar, começou a tocar BRUNO E MARRONE no som, num volume que passava muito longe da decência.

Cara, fala sério, né? Quem em sã consciência e de cara limpa consegue dormir ao som de "eu vou fazer um leilão, quem dá mais pelo meu coração"? Ou "do jeito que você me olha, vai dar namoro"? Putaquemepariuderodinhas, viu. A minha noite de sono foi por água abaixo, já que a coisa tocou até às quatro e eu devo ter cochilado no máximo uma meia hora.

Cheguei em São Paulo meio catatônica, sensação que o Junior compartilhou, já que teve que levantar às seis da madrugada pra ir me buscar. Mas nem deu tempo de descansar, porque tinha um monte de coisas pra arrumar antes de pegar a estrada e não eram onze e meia, o Júlio apareceu porta adentro. Toca carregar o carro e bóra pro...EXTRA. Que foi até rápido, segundo o Junior porque eram DOIS homens e UMA mulher. Cretino.

Finalmente pegamos a estrada, ao som do celular do Júlio que apitava toda hora com mensagem da Mônica querendo saber aonde a gente tava. Pegamos a rodovia e surgiu a questão, suscitada pelo Junior: "Vocês querem ir pelo caminho mais longo que tem uma vista muuuuuito bonita ou pelo caminho mais curto, que não tem vista nenhuma"? Que pergunta, né? Eu e o Júlio respondemos em uníssono: O MAIS CURTO!!!! Ele fez uma cara de "como vocês são sem graça!" e acabou se confundindo - esta é a versão do réu - e pegando, adivinhem, o caminho mais longo.

O tal caminho longo tinha mesmo umas praias lindas pra ver do alto. E tantas curvas que eu lamentei não ter dado remédio anti-enjôo de cachorro pro Júlio, quase levei um "hugo" na nuca. Passamos por Caraguatatuba, Ubatuba, Paraty e, por fim, Tarituba. Pelo caminho, o axé e o forró dominavam, revoltantemente altos, com direito a mulherada seminua dançando em cima de mesas e carros e homens estranhos com bermudões imensos que cobriam o joelho e mostravam o cofrinho. Cruz credo.

O caminho foi proveitoso pra cunhar duas teorias brilhantes, as duas do Junior, é claro. A primeira, "dignidade está em conseguir limpar a própria bunda" - o Júlio foi ao delírio ao ouvir isso, até anotou, o Platãozinho. Não me perguntem o contexto, afinal de contas, já tomei muito sol na cabeça, umas doses de pinga, cerveja e até uma margarita depois disso. A segunda teoria, e essa sim eu lembro da onde saiu, é: "todo proprietário de Honda é um bosta". Explico: toda vez que tinha um maldito carro segurando o trânsito, não dando passagem e fazendo merda, dito e feito, era um Honda Civic. A regra admitiu as seguintes observações: "ah, que merda, o sonho do motorista daquele Tipo ali na frente é ter um Honda!!" e "o único carro da Honda que constitui exceção à regra é o FIT, que é carro de pobre".

A viagem transcorreu sem incidentes, afora o fato de o Júlio quase ter sido expulso do carro quando perguntou pro Junior se a gente tava andando em círculos porque a praia que ele tava vendo lá embaixo parecia a mesma vista por ângulos diferentes. Foi um custo defender o Cabeça. Finalmente (eu já me sentia desfalecer), chegamos. Vilarejo de pescadores com uns dois barezinhos, restaurante do Fran's, mercadinho, duas igrejas e nada mais. Casa pé na areia, finzinho de tarde, sem axé nem forró e uma ducha fresquinha me esperando. Quase chorei. A noite chegou rápida, eu bati na cama e só acordei às sete do dia seguinte. Passei pela sala tentando não fazer barulho, afinal a Gabi e o Eric tinham chegado às duas madrugada e estavam lá, estirados, babando. Ah, minto, o Eric tava babando, a doida da Gabi tava acordada, pulou do colchão e me deu um super abraço de Felícia. Tinha começado o carnaval.

Agora, pra não virar querido diário de carnaval, cito apenas os casos mais interessantes:

  1. Alguém já viu a Gabi acordando o Eric? (aqui uma pausa pela crise de riso que me deu só de lembrar da cena) Ela é uma pentelha de marca maior e ele é um comerciário preguiçoso de gabarito. Ou seja, o embate é feio, mas ela SEMPRE ganha, mesmo ele gritando, se debatendo, grunhindo ameaças, se fazendo de morto. Nada adianta. Aliás, eles são o casal perfeito: o Calvin e o Haroldo. Claro, ele é o Calvin, ela o Haroldo.
  2. Tentamos de todo jeito enterrar o Júlio na areia, eu e o Eric até cavamos o buraco, mas ele se recusou terminantemente a deitar dentro dele. Mesmo com ameaça da Gabi e do Junior, nada surtiu efeito. Mas ele nadou, minha gente. Eu juro. Em vez de ficar gritando que nem menininha na margem quando a água pegava no tornozelo dele, a Mônica foi levando o moço cada vez mais pra frente e, com beijinhos ele não se importou com a água pegando no peito. Incompreensível, né?
  3. Fomos pra Almada, a praia no fim da ladeira - em território paulista. Petiscos ótimos, borrachudos vorazes (ai) e obra da Odebrecht na areia. Eu e Eric cuidamos do fosso e dos dutos de escoamento de água, Gabi e Júlio construíram as torres. E o tempo todo tivemos que proteger o castelinho do Godzilla de Sunga que ameaçava pisar nele de dez em dez minutos.
  4. Um siri mordeu no pé da Gabi.
  5. A Mônica fez um jellyshot de pinga com gelatina de cereja que envenenou todo mundo.
  6. Tivemos menu caprichado do Chef e da Sous-Chef oficiais da Blogagi.
  7. Perdemos a Gabi em Paraty, porque a Porpeta foi servir de intérprete pruma turista numa loja de artesanato.
  8. Eu e o Ju comemos parrillada de frutos do mar...ai que lagosta boa!
  9. Comemos todos os porcaritos (ruffles, doritos, cheetos, etc) possíveis.
  10. Nadamos no escuro na última noite e os camarões ferroaram todo mundo.
  11. Acordamos na quarta feira de madrugada pra voltar antes da hora por causa do Júlio.

E o mimimi, pra encerrar: pessoal, amo vocês. Tô com saudades.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

Progressão

15: sorriso fácil, sensação de invencibilidade e um metabolismo fantástico.

16: olhos tristes, confusão mental, medo e impulsos autodestrutivos.

17: expressão de deboche, baixa auto-estima, frustração e... vodca.

18: ausência de expressão, alienação, sensualidade e... cigarro.

19: olheiras, instabilidade, cansaço, desespero e... silêncio.

20: sorrisos fugidios, idéias mirabolantes, esperanças, ilusão e... vazio.

21: expressão radiante, criatividade, velocidade, imprudência e... angústia.

22: olhar sereno, autoconhecimento, trabalho, amizade e... resignação.

23: sobrancelhas franzidas, preocupação, esperança, apoio, luta e... bacharelado.

Hoje.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Enquete

Aconteceu há algum tempo já, acho que terceiro ou quarto ano de faculdade. Intervalo entre aulas, a turma reunida em torno do nosso sagrado banco de concreto em frente ao bloco do Direito. Mulherada aglomerada e alguns homens, os que permitíamos no nosso convívio. Mulher junta só sai besteira e da grossa, isso é fato sabido. Mas aqueles caras em particular conseguiam piorar a coisa toda, embora houvesse os que ficassem encabulados com a putaria.

Foi idéia do D2 a enquete que agitou o pessoal de um jeito sem precedentes. Com aquele jeito marrento e debochado característico dele, disparou à queima roupa: Engole, cospe ou esfrega na cara?

Primeiro o choque, ninguém acreditava que ele tinha dito aquilo. Depois as gargalhadas, inevitáveis. E por fim, as respostas insólitas.

- Cuspo.
- Engulo.
- Depende do dia.
- Nem um, nem outro: eu uso camisinha!

A esta última resposta a assistência foi ao delírio. Chegou mais gente, a pergunta foi repetida aos quatro cantos e de repente estávamos todas teorizando a respeito do assunto. Técnicas, preferências, práticas inaceitáveis, situações inusitadas, teorias mirabolantes.

Nesse dia descobrimos uma virgem que queria deixar de ser, outra que só dava casando, uma que colecionava desastres hilariantes, outra que pensava que sexo tinha que ser limpinho ou era pecado, uma que tinha mania de transar de meias e várias chegadas numa sacanagem. Os meninos mantinham os olhos arregalados, nunca tinham ouvido tanta confissão junta.

Sei lá por que a mulherada resolveu abrir o jogo nesse dia. E sei lá por que TODAS entraram na brincadeira, tinha algo perverso no ar que estimulava as confidências. E eu lembro que poucas vezes ri tanto durante os meus anos de faculdade.

Taí. Responda à enquete você também: engole, cospe ou esfrega na cara?

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Feliz

Tô aqui às voltas com livros, apostilas, papéis, provas, uma garrafinha de Ninho Soleil de banana e maçã, duas gatas - uma dela é gorda e quer comer minha sandália novinha, já tirei a fofa de cima delas três vezes! - e uma ruazinha fora de mão ENGARRAFADA (é o Apocalipse!) com um monte de gente doida e mal educada BUZINANDO como se disso dependesse a paz no Oriente Médio ou como se fosse adiantar alguma coisa pra desintegrar o caminhão que tá prensado ali no meio da rua, atravancando o fluxo.

Então, pessoas. Estou em São Paulo desde o dia 03 de fevereiro. Desde então eu já tomei sol de biquini na laje - pasmem, apesar da chuva vou voltar pra casa mais preta do que cheguei! - já joguei RPG com o Eric, a Gabi, o Zé e o Zander (sem links, estou sem saco agora), já assisti ao filme pornô da Gretchen com uma turma imensa, todo mundo dividido entre o riso e o nojo, assisti House pela primeira vez, comi uma tonelada de sushi de uma só vez e fiquei perdida na volta pra casa com Júlio e Alê no carro debaixo de chuva, conheci a Lelê e o Santini, dormi no cinema também pela primeira vez "assistindo" Flag of Your Fathers, que o amado namorado queria MUUUITO ver, mas que acabou decepcionando um pouco. Fui num restaurante Vegan com a Gabi, que me deixou uma hora plantada esperando por ela no Pão de Açúcar e fiz as unhas num salão que parecia casa de bonecas. E o que mais?... Ah, comi Confit de Frango com Chutney de manga (chique demais, né não?) que o Ju fez pra mim...Fala sério, aquele homem na cozinha é um charme só, ele nem sabe o tanto e ficava fazendo caretas pra mim porque eu o estava observando.

Estudei também. Menos do que eu devia e mais do que eu queria. Essa rua tá batendo recorde de barulho essa semana, puta que pariu. Depois de quebrarem a rua inteira com britadeiras pra arrumar o esgoto durante a semana, agora as buzinas. E a Cida tá passando o aspirador de pó. Deixa ver do que mais eu posso reclamar...ah, o sol ainda não saiu pra eu dar um up no bronzeado. Mas só de não chover eu tô descendo a escada de joelhos em agradecimento.

Mas, falando sério, tem nada do que reclamar não. Eu tô feliz pra caramba de estar aqui. E não estar de férias. Porque mesmo que fosse maravilhoso estar de férias e dominar o "love is in the air" ou "abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim", também é bom conhecer a realidade além do encantamento. Serve pra saber que não é só encantamento, porque quando há alguém do seu lado que é capaz de provocar tristeza e irritação profundas e ainda assim despertar amor e enternecimento, sabe-se que aquilo é de verdade. E é isso o que eu mais quero: ser capaz de sobreviver aos estremecimentos diários sem deixar nada quebrar.

PS: este post era só pra dizer porque eu fiquei um tempo sem atualizar e porque vou continuar mais um tempo sem atualizar. Sim, porque voltando pra casa dia 12 de fevereiro, começa a contagem regressiva pra formatura com mil coisas pra fazer, e depois o carnaval e...sabe como é. Até lá, então.

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Exame Ginecológico

Pessoas, hoje eu cheguei a uma conclusão tenebrosa: felizes eram as mulheres de antigamente.

Não, calma, isto não é um manifesto nem machista e nem feminista. Eu odeio feminismo (aliás, odeio quase toda manifestação de radicalismo - o que não deixa de ser a minha própria maneira de ser radical) e também odeio machismo, embora tenha uma leve tendência pra este último - tem piada melhor do que as que satirizam o universo feminino, principalmente carregada de maldade, de chauvinismo? Sei lá se tem, sei que essa é uma maneira garantida de me fazer rir, a menos que eu esteja puta com algum ente do sexo masculino. Aí...

Anyway. Este não é uma defesa a nenhum direito, dever, garantia e o caraleo que se possa pensar pela introdução. Não. Isto é apenas uma coisa: uma expressão da meu mais novo hobby: RECLAMAR. Não dizer: oh, vida, oh azar. Não, isso não é comigo, reclamação é uma coisa, lamúria é outra. O que eu gosto é de elaborar construções mentais baseadas em argumentos mirabolantes por causa de...nada.

Retomando minha tese: mulheres felizes eram as de antigamente. Provavelmente você já está imaginando que é porque não trabalhavam fora, não tinham que pagar as contas, não tinham que ser auto-suficientes, tinham cintura e curvas em vez de barriga reta e quadril esquelético e mais uma penca dos motivos tão alardeados todos os dias por aí. Mas não, não se trata de nada disso. Não estou com o menor saco de elaborar nada tão complexo como a situação da mulher no mercado de trabalho, a solidão de ter que se virar antes de ter sossego pra constituir uma família, a frustração com o próprio corpo, e etc. Aliás, o motivo da minha constatação é muito simples: antigamente, as únicas coisas que passavam pelas vaginas das mulheres eram pênis e filhos. E nada mais.

Não, eu não fiquei louca. Ou pelo menos não piorei. Explico o porquê dessa declaração bombástica: hoje eu fui ao ginecologista.

Desde os doze anos eu vou ao ginecologista. O primeiro era um médico muito bonito, de voz agradável, olhos azuis e grandes mãos brancas manicuradas. Falávamos horas, sobre tudo, era quase uma espécie de terapeuta, aliás, ele sacava tudo de universo feminino e falava com toda a propriedade. Totalmente gay, é claro. Ele preferia plantar bananeira no chão do que fazer exame de lâmina, o que era muito compreensível e desejável. Fiquei com ele durante muito tempo e acabei mudando pro pior tipo de médico do mundo: aquele que é seu parente. Uma prima, uma tosca. Mas parecia competente, daquela que falava tudo olhando na sua cara, sem metáforas, sem delicadeza, sem pudores. Acabou sendo uma intervenção muito positiva na minha vida, mas eu não reclamarei se nunca mais tiver que ver a megera.

Hoje fui na minha nova médica. Oi, tudo bem, como é que vai, histórico de doenças, remédios que toma, dores, intestino, anticoncepcional, ok, vai no banheiro, tira toda a roupa e veste o avental.

Senhores, o avental. O que é aquela coisa, eu pergunto. O de hoje tinha listras azuis, totalmente adorável. Imagina só, entrar num banheiro estranho, tirar toda a roupa, vestir um pedacinho de algodão frágil aberto nas costas e se encaminhar pra outra sala do consultório, onde fica uma cadeira que mais parece instrumento de tortura. Ah, mas antes da cadeira, a balança, o temido ser que sempre nos dá más notícias e suga a nossa auto estima. Maldita.

Depois da balança, não tem mais o que escapar, o jeito é subir na cadeira mesmo. Mas antes de deitar - todos os requintes de crueldade - ela manda você tirar a parte de cima do avental pra examinar os seios. A mão fria, pega daqui, apalpa dali, cutuca, aperta e anuncia que tá tudo bem com "eles". Aí é chegado o momento tenebroso. A cadeira. Reclinada que nem cama, com dois estribos altos pra colocar as pernas. Você dá um jeito de subir naquilo, coloca as pernas no lugar indicado e olha pro teto. Mas não é suficiente a humilhação até ali, você tem que escutar isso: "chega o bumbum mais pra frente, pra abrir mais, senão eu não enxergo". Você contém um suspiro e obedece. Aí ela volta à carga: "não faça movimentos de fechar as pernas nem contraia o bumbum, senão fecha a parede da vagina e vamos ser duas forças opostas brigando uma contra a outra". Oh, céus, eu mereço.

Até ali está bem ruim e você pensa que não pode piorar. Mas piora. Ela enfia um espéculo de metal frio lá embaixo e você tem que lutar firmemente pra não contrair TUDO. E segue piorando. Ela liga um monitorzinho e anuncia que vai fazer um exame chamado colposcopia, que nada mais é que enfiar uma mini câmera dentro da vagina pra examinar o colo do útero de perto. Que prosaico, não? E como se não bastasse ela ficar vendo o cólo do útero pela camerazinha, ainda te coloca pra ver também e vai explicando cada bolinha vermelha que aparece.

PORRA, SE EU QUISESSE SABER QUE CARA TINHA UM COLO DE ÚTERO, EU TINHA FEITO MEDICINA, CARALEO!!!!

Depois daquilo tudo, descer da cadeira, voltar pro banheiro, se vestir, encerrar a consulta. E sai de lá sentindo ainda o ressentimento por causa do espéculo de metal e da camerazinha. Pô, será que é pedir demais querer que apenas CARNE passe por ali, seja saindo ou seja entrando? Ok, alguém vai me dizer que é importante, que previne o câncer, cuida de doenças, se vive mais tempo. E eu respondo: antigamente, as mulheres morriam quando tinham que morrer depois de ter sentido ao longo da vida entre as pernas apenas pênis e filhos, que são as coisas naturais. O resto é invenção humana moderna. E eu não gosto nada nada de objetos não identificados e muito menos não queridos se esgueirando pra dentro de mim, ora bolas. Dá pra entender?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Lilhá Saiu do Orkut.

Então, pessoas. Eu sei que o Orkut é uma merda, eu mesma já coloquei o mouse em cima do botão de deletar um monte de vezes. Já deletei metade dos amigos, já coloquei descrição antipática pra ver se as pessoas me deixavam em paz, e nada adiantou: amigos proliferaram de novo e pessoas continuam a me adicionar.

Eu vivo reclamando daquela merda, mas no fim das contas, ela me proporciona mais coisas boas do que ruins. Veja só: eu NUNCA lembro o aniversário de ninguém, e tirando uns espíritos de porco que nem o Fhéo, a maioria coloca mesmo a data certa no perfil e me salva da vergonha de deixar passar batido o aniversário de alguém que eu gosto. Sim, porque dos que me são indiferentes, nem com aviso do orkut eu me dou ao trabalho de falar nada.

Mais: acaba servindo pra manter contato com algumas pessoas com quem só falo por lá mesmo, serve de divulgação dos meus textos e da minha revista e ainda me dá alegria, porque só quem não conhece a Blogagi nem nunca visitou a comunidade dela no orkut é que pode subestimar a capacidade de produção de besteiras dessa turma amada.

Agora, a Lilhá deletou a conta dela no Orkut. Pô, não posso me conformar com isso! Tá bom, eu sei que tem dia que dá vontade de deletar tudo e sumir do mapa, mas peralá. Cara, eu fui parar na Blogagi por intermédio do perfil do orkut da Lilhá! Antes mesmo do Outsider me apresentar pro Fhéo, foi no scrapbook dela que eu deixei o primeiro recado convidando os membros da Blogagi pra escreverem pro Livinrooom. E tá todo mundo careca de saber que ela é a alma da comunidade! Ninguém lá, por mais que se esforce consegue alcançar o nível de autismo dela, ninguém tem tantos logs de msn quanto ela e nunca tão insanos!

Eu vim aqui reivindicar a volta da Lilhá pro Orkut. Nem me venha com xorumelas, começa deletando o Orkut e se bobear qualquer dia tá apagando a Casa da Ovelha! Na na ni na não! Estamos todos revoltados com o acontecido! Uma emoção no peito e um brado preso na garganta: VOLTA, LILHÁ!!


terça-feira, janeiro 30, 2007

Dia da Saudade

Calendário é o troço mais esquisito do mundo. Afinal, não deveria ter diferença entre o que eu sou hoje quando vou pra cama à noite e o que sou quando acordo no dia seguinte. Mas tem. E nem é questão de pesadelo, insônia, azia, nem nada disso. Por incrível que pareça faz toda diferença na nossa vida qual dia da semana e do mês é hoje.

Do dia do mês depende se eu tenho grana (eu não, que tô desempregada, né, mas da maioria das pessoas sim) porque o salário acaba muito antes do fim do mês. Depende se vou ficar uns dias de molho ou não, porque tô menstruada (eu? bem, whatever) e se passo um pequeno (muuuito pequenino, nem dá pra notar, tá?) período de insanidade por causa da TPM. Depende se tenho que comprar presente pra alguém porque tá chegando o aniversário-páscoa-dia-dos-namorados-dia-das-mães-dia-dos-pais-natal e o caraleo de asa. Depende se tem aula na faculdade, se tá em época de tirar férias no trabalho (anyway), se é mês das noivas (crise de riso, ai que idiotice sem tamanho) e portanto o casório TEM que ser durante aqueles trinta dias, se tá rolando campeonato brasileiro, Copa do Mundo, Olimpíadas. Etc.

Do dia da semana depende se eu tô puta da vida ou com preguiça porque é segunda feira, se eu tô meio morta porque é terça-feira, se eu posso ir no cinema porque quarta é mais barato, se eu começo a receber mensagens e telefonemas (rá-rá-rá, até parece mesmo) pra começar a agitar o fim de semana porque é quinta feira.

Antes da sexta, uma observação de cunho particular: SE eu recebo alguma mensagem-telefonema-email-convite de qualquer natureza a esta altura da semana - quinta-feira - com certeza é de alguém que eu não tô com a menor vontade de ver. Os meus amigos têm um timing incrível pra me ligar quando eu não posso atender por...ãh...motivos de força maior (heh) e quando eu não tô na cidade. A não ser que seja a Nayra, das poucas que é interessada de verdade em saber da minha vida e na opinião que eu tiver sobre a dela (Ah, estou me referindo a pessoas da minha cidade, é claro).

Voltando. Sexta-feira. E daí, né? Bora me preparar pra dois dias de ócio e de passar vontade, porque todo mundo que eu quero ver tá longe. Mas isso é a minha semana. A semana das pessoas normais é um pouco diferente.

Passam cinco dias correndo que nem uns condenados, de um jeito que relaxamento é ir no banheiro, caem na cama semi-comatosos à noite depois de assistir meia hora de televisão. Não tem amigo, não tem família, não tem namorado(a), tudo que se quer é o travesseiro. Isso de segunda a sexta-feira. Porque basta abrir os olhos e ser sábado, pra começar um ritual de estupor absoluto durante dois dias, em que só se deseja respirar, bem devagar, dormir no sofá com a televisão ligada. Talvez até sair, tomar uma com os amigos de leve, porque segunda tem que começar tudo de novo. E tudo isso depende da semana.

Por que mesmo eu escrevi isso tudo? "Porque você é uma maldita prolixa, Lívia", alguém poderia dizer. Mas eu só queria comemorar um dia esquisito no calendário, que até hoje cedo eu não sabia que existia: Dia 30 de janeiro é DIA DA SAUDADE.

E hoje é terça feira. Ainda falta muito pra saudade finalmente passar.

domingo, janeiro 28, 2007

Top 10

Essa lista ninguém me mandou fazer, é iniciativa própria de quem coloca a casa em ordem pra começar de novo na segunda-feira. Lista de fim de semana, que foi sui generis. Dias de:
  1. colocar em pratos limpos merdas feitas;
  2. ganhar presente que eu não mereço muito;
  3. me enfurecer aparentemente sem motivo;
  4. jogar videogame (PS2) pra desligar da realidade;
  5. ficar muito em silêncio;
  6. não usar a internet;
  7. dormir doze horas seguidas;
  8. comer muito doce e a necessidade não passar;
  9. ficar mais sozinha que de costume.
  10. me fantasiar de "Celebridade em noite de Oscar" pruma festa;
Ok, isso é pouco usual? Não, na realidade não. Só tem que eu não fazia nada disso e muito menos tudo isso junto há muito tempo. Cabem algumas considerações sobre os tópicos - e pra isso mesmo eu os fiz assim, pro corte ser cirúrgico e fazer pouca sujeira.
  1. Fazer merda é uma especialidade que eu tenho. Às vezes de propósito sem imaginar que vai dar em algo daquele tamanho. Às vezes de propósito e disposta a encarar o que vier. Às vezes sem querer pra só desejar me enfiar debaixo da terra quando o resultado aparece. Um dia me disseram que crescer, amadurecer, não é deixar de fazer merdas, é se tornar consciente delas e passar a estar melhor preparado pra encarar a sujeira que ela fizer. É saber por que se faz aquilo e que na verdade não é sem querer coisa nenhuma. Sei lá. Não consigo deixar de sentir que eu devia parar de fazer uma merda atrás da outra, mesmo estando careca de saber do porquê delas acontecerem. Ou talvez por isso mesmo. F.M., hoje você me ajudou a ver algo importante demais: que eu tenho sistematicamente estragado as coisas por ansiedade, por pressa, por estabanamento, por vontade desmedida de abraçar o mundo com as pernas. E essa é uma merda que eu não preciso repetir. Ah, meu amigo querido. Palavras se tornam vãs e nem sequer chegam perto de abranger o que eu queria mesmo que você soubesse. Fica o meu desejo que você saiba.
  2. Ainda pra F.M. Não mereço presente algum e ainda assim devo dizer que me sensibiliza que você sempre ouça tanto as coisas que eu lhe digo, ainda que por muitas vezes sejam apenas besteiras. Obrigada, cara.
  3. Quantas vezes isso já aconteceu e quantas mais irá acontecer? Interpretações equivocadas., comunicação truncada, conclusões erradas. O Direito tem uma máxima, "in dubio pro reu" (em dúvida, em prol do réu) que preciso adaptar à minha vida, porque estou cansada de me defender, de julgar que as coisas mais escabrosas estão sempre acontecendo comigo. O buraco que eu trago no peito me faz sempre esperar pela próxima estocada e, quando ela não vem, eu as vejo nas entrelinhas, como criança deitada no escuro vê monstros nas sombras provocadas pelas roupas penduradas e pelas cortinas. Cansei de agir assim e não vou mais. Não pedirei desculpas a você que se viu sujeito à minha fúria desarrazoada mais uma vez, embora deseje ardentemente que saiba o quanto finalmente eu entendi o meu engano.
  4. Joguei, horas a fio. O jogo? The Sims 2. Simulador de vida. Acho que estou precisando treinar.
  5. Não tinha o que dizer. E nem pra quem.
  6. Não tinha o que dizer. E nem pra quem.
  7. Cansaço físico e mental atingiram níveis insuportáveis.
  8. Isso não sei. Pode ser ansiedade manifesta do jeito mais triste que alguém com propensão a engordar pode enfrentar, ou posso estar com alguma deficiência no organismo. Prefiro achar que é a segunda.
  9. Necessidade de pensar em todas as merdas recentes e recorrentes, no presente e na crise desarrazoada.
  10. Por fim, a fantasia, que ficou um estouro, me rendeu o trabalho de explicar detalhadamente a um moço que eu tenho namorado e ainda vai render post exclusivo, assim que eu puser as mãos nas fotos. Aguardem.

Alguém já reparou que eu tenho mania de listas?

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Escova Progressiva

Sim, eu sei que devia fazer um post que se prezasse, ainda mais depois dos últimos meia-boca que eu fiz, mas o choque pelo qual passei recentemente - ontem, pra ser mais exata - não permite que eu consiga fazer nada mais elaborado. Acho que todos sabem a que me refiro... (fica com a voz embargada)...

Ontem, depois de tanta exposição na piscina, de tanto esforço pra contar histórias mirabolantes e cretinas pra besta do Maurício Ricardo ganhar dinheiro às minhas custas, depois de aturar aquela gente burra e chata que juntaram dentro daquela casa e até um idiota cantando Ave Maria em cima da minha barriga dentro da sauna, eu fui... (derrama algumas lágrimas de crocodilo) eliminada do BBB 7.

Sim, meus amigos - todos vocês que já eram meus amigos antes e também os que só ficaram meus amigos depois de saber que eu estava concorrendo a um milhão de reais. Ontem puseram abaixo todos os meus sonhos de fama, riqueza e nudez na Playboy. Tomei uma senhora bica e fui cair fora da casa do BBB com o joelho ralado e o orgulho ferido. (tira um lenço e assoa o nariz ruidosamente).

Eu, que bebi e rebolei tanto, que fiz das tripas coração pra não deixar transaparecer o sotaque arrastado que nem aquela outra lá, eu que... (funga). É, foi-se. Dinheiro, investimentos, novela, minissérie, Ilha de Caras, tudo. Agora só me resta o meu pobre e cínico diploma de Direito e meus rotos sonhos de alcançar a magistratura, pra ser chamada de Doutora, viver resolvendo os problemas alheios e nunca os meus, me acabar de trabalhar, não ter alegria alguma na vida e morrer sozinha usando taileurs bege. Oh, vida, oh, azar.

Mas depois dessa experiência, posso dizer que cresci muito, estou muito mais madura, sou uma outra pessoa. Aquela casa, aquelas pessoas, me ensinaram tanto! Eu diria que foi quase uma peregrinação pelo Sagrado Caminho de Santiago de Compostela. Quase como ficar fechada num monastério no Tibet com todos aqueles monges carecas. Quase como trocar de corpo com a minha mãe numa sexta feira depois das duas terem desejado isso ardentemente.

Aprendi muito, e não só coisas boas. Aprendi que as pessoas mentem, que os rapazes dizem que nos amam e que somos maravilhosas, mas só querem nos levar pra baixo do edredon e no dia seguinte... (enxuga uma lágrima solitária, os olhos azuis perdidos no infinito, totalmente cara de diva). Descobri que pra viver neste mundo carrasco eu tenho que ser forte, a mais forte de todas. Uma pena que eu entendi isso um pouco tarde demais e as loiras acabaram sendo mais fortes que eu.

Mas não há de ser isso que vai me abater. Enquanto eu ouvia o Pedro Bial chamando o meu nome, os holofotes brilhando sobre mim e ia caminhando por aquela passarela infame, tive uma epifania. Uma voz cristalina, detentora da sabedoria do Universo, soprou em meus ouvidos: "Li, pinta o cabelo de loiro e faz uma escova progressiva!".

Eu confesso que fiquei realmente abalada. Então esse foi todo o problema! Não adiantaram os olhos azuis e nem meus cachos de boneca, os homens e o público preferem as loiras! Mais ainda, os cabelos lisos! Tendo o cabelo liso, pode ser loira, morena, negra, japonesa (que é o fetiche de muitos), ruiva (e se for ruiva então, meu filho, sai debaixo), que tá arrasando. E eu que sempre tive tanto orgulho dos meus cachos... (cai no choro de novo)...

(Cinco minutos depois, enxuga o rosto com decisão, pega o telefone e disca)

- Alô? Neide? Sou eu. Que nada, menina, o Pedro Bial é um velho babaca metido a garotão, tudo marketing...É, um horror. Mas não comenta com ninguém que eu disse isso, senão rola um processo pra cima de mim por quebra de contrato, hein?...Tá bom. Escuta, Neide, marca uma hora pra mim? Sobrancelha, querida. Virilha, unhas, limpeza de pele, tintura e...escova progressiva!...É, resolvi experimentar e...NEIDE SE VOCÊ TIVER A CORAGEM DE ME DIZER "EU DISSE" EU JURO QUE TOCO FOGO NESSE SALÃO!!!!!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Update

Atualização urgente!
Novas palavras-chave que geraram acessos no blog:

  • BIG BUNDAS AZL

  • GOSTO DE BUNDA

  • AMO BUNDA


  • ahahahahhahahahhahahahahahahahhaha...

    Essa história de bunda ainda vai render...e eu nem tinha pensado nisso quando escolhi o nome do blog.

    Ah, em tempo! Adicionei a Rapha (Whatever) nos meus links ali do lado. Ainda não conheço a doida, mas já gostei. O carnaval promete...rs