quarta-feira, novembro 28, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
Sistema operacional
Coração, memória, imaginação, raciocínio, pensamento. Sinônimos de uma coisa só, ou melhor, partes de uma coisa só. Aquela coisa que realiza sinapses e dá piruetas, nuns mais, noutros menos. E que em mim, descobri, é extremamente fértil, sem excesso algum.
O (meu) coração é um mundo. Frenético, pulsante, quente. Capaz de se expandir e se retrair quilômetros em meros segundos, capaz de cultivar e matar com a mesma predisposição, bastando para isso a semente ou as primeiras horas de sol causticante. Capaz também de se recuperar de hecatombes com uma firmeza insuspeita, por se mostrar tão frágil em alguns momentos. Capaz de amar com loucura e de se declarar exausto com a mesma intensidade. Capaz de guardar em si uma tonelada de momentos e sensações.
A memória é autista. Guarda momentos inusitados, bons e ruins. Em determinadas situações, apenas o bons - com uma dose extra de saudade - e noutras, apenas os ruins - com um gosto amargo que não sai nem esfregando. Lembra o nome do personagem coadjuvante daquele filme que estava passando naquele dia com aquela fala daquele momento, mas esquece o cardápio do almoço de hoje. E funciona com conectivos insuspeitos, faz as ligações mais improváveis, associa as coisas mais díspares. E quando repassa alguns momentos, provoca ora suspiros e estremecimentos, ora caretas e alívio por aquilo não existir mais a não ser em seus próprios arquivos.
A imaginação é gigantesca e poderosa a ponto de plasmar concretamente criações nascidas do raciocínio, do pensamento e do coração. Capaz de criar mundos inteiros e personagens detalhados, até mesmo pra substituir os reais. Capaz de, partindo de uma palavra ou um som, produzir um show pirotécnico.
O raciocínio é rápido pra algumas coisas. Pra piadas infames e teorias mirabolantes, na maioria das vezes. (rá rá rá) E isso se explica pela sobrecarga provocada pelo coraçao e pela imaginação no sistema. Dois programinhas meio pesados, quando um está funcionando, o outro fica meio atordoado.
Por fim, o pensamento. Um vadio, que às vezes é acometido por idéias fixas.
(...)
To aqui imaginando uma cpu que caiba tudo isso. (hum)
O (meu) coração é um mundo. Frenético, pulsante, quente. Capaz de se expandir e se retrair quilômetros em meros segundos, capaz de cultivar e matar com a mesma predisposição, bastando para isso a semente ou as primeiras horas de sol causticante. Capaz também de se recuperar de hecatombes com uma firmeza insuspeita, por se mostrar tão frágil em alguns momentos. Capaz de amar com loucura e de se declarar exausto com a mesma intensidade. Capaz de guardar em si uma tonelada de momentos e sensações.
A memória é autista. Guarda momentos inusitados, bons e ruins. Em determinadas situações, apenas o bons - com uma dose extra de saudade - e noutras, apenas os ruins - com um gosto amargo que não sai nem esfregando. Lembra o nome do personagem coadjuvante daquele filme que estava passando naquele dia com aquela fala daquele momento, mas esquece o cardápio do almoço de hoje. E funciona com conectivos insuspeitos, faz as ligações mais improváveis, associa as coisas mais díspares. E quando repassa alguns momentos, provoca ora suspiros e estremecimentos, ora caretas e alívio por aquilo não existir mais a não ser em seus próprios arquivos.
A imaginação é gigantesca e poderosa a ponto de plasmar concretamente criações nascidas do raciocínio, do pensamento e do coração. Capaz de criar mundos inteiros e personagens detalhados, até mesmo pra substituir os reais. Capaz de, partindo de uma palavra ou um som, produzir um show pirotécnico.
O raciocínio é rápido pra algumas coisas. Pra piadas infames e teorias mirabolantes, na maioria das vezes. (rá rá rá) E isso se explica pela sobrecarga provocada pelo coraçao e pela imaginação no sistema. Dois programinhas meio pesados, quando um está funcionando, o outro fica meio atordoado.
Por fim, o pensamento. Um vadio, que às vezes é acometido por idéias fixas.
(...)
To aqui imaginando uma cpu que caiba tudo isso. (hum)
terça-feira, outubro 16, 2007
Ingrid
Morrer um filho deve ser uma coisa absurda.
Morreu minha enteada felina e meu coração ta partido.
:-(
Morreu minha enteada felina e meu coração ta partido.
:-(
segunda-feira, outubro 15, 2007
Notícias do Front
Eu tô com o saco TÃO cheio que tô quase acreditando que tenho um!
*atira em alguém*
Aí abri o email agora e dei de cara com o trânsito astral do Personare pra mim:
Com problemas de ordem fútil!
15/10 (hoje) às 15h12 a 31/10 às 9h13
Vênus em oposição à Lua natal
Entre os dias 15/10 (hoje) às 15h12 e 31/10 às 9h13, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Lívia. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Lívia. Auto-observação aqui é tudo, sobretudo porque os seres humanos costumam se observar muito pouco...
Emocionante, né? Será que isso significa que se eu tocar fogo em alguém nesse período serei acusada de homicídio qualificado por motivo FÚTIL??? ¬¬
*atira em alguém*
Aí abri o email agora e dei de cara com o trânsito astral do Personare pra mim:
Com problemas de ordem fútil!
15/10 (hoje) às 15h12 a 31/10 às 9h13
Vênus em oposição à Lua natal
Entre os dias 15/10 (hoje) às 15h12 e 31/10 às 9h13, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Lívia. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Lívia. Auto-observação aqui é tudo, sobretudo porque os seres humanos costumam se observar muito pouco...
Emocionante, né? Será que isso significa que se eu tocar fogo em alguém nesse período serei acusada de homicídio qualificado por motivo FÚTIL??? ¬¬
sexta-feira, outubro 05, 2007
Pouso

POUSO
Tornou-se recorrente
pousar os olhos em lugar nenhum
pra ver a imagem do seu rosto
que emana de não sei onde.
Talvez esteja gravada no fundo
da minha retina.
Ou quem sabe
meus olhos tenham aprendido a
desprezar espaço e tempo
à procura do seu sorriso.
O fato é que agora,
em todo lugar que eu olhe
existe um halo que não sei explicar,
embora reconheça muito bem:
é a mesma luz que vejo quando vejo
o seu olhar pousar em mim.
Lívia Santana.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Observações vestibulísticas
Hey, pessoas!
Primeiramente, pra quem andou perguntando, eu to prestando Comunicação Social (com habilitação em editoria), que já ta mais que na hora de eu mudar oficialmente de área e não ficar apenas suspirando pela mudança.
Segundamente, tenho alguns comentários a fazer:
1. Minhas antipatias germânica e norte americana aumentaram 500% depois dos últimos dias de estudo.
2. Incrível como estudar história é algo cinematográfico - ta bom, eu não sirvo de base, quando me mandam "pensar numa luz" nalgum exercício de meditação, eu imagino a luz sim, na ponta do dedo do ET. Mas, tirando o meu semi-autismo, impresionante como eu vou lendo, lendo e vão se sucedendo na minha cabeça o Rambo amarrando a faixa vermelha (ridícula) na cabeça, o Jude Law atirando na cabeça do Ed Harris (soviético X alemão) em Círculo de Fogo, o George Berger marchando com o exército americano rumo ao Vietnã e Let The Sunshine In em Hair, o Indiana Jones vestido de explorador com aquela roupinha tão ridícula quanto a faixa do Rambo, coordenando os trabalhadores hindus. Caaaaaaaara, a minha vida sempre esteve lotada de referências históricas e eu nunca me dei conta! Até o abominável Pearl Harbor das Neves, que eu FIZ QUESTÃO de nunca ver, me veio na cabeça, com as parcas chamadas que eu assisti!
3. Sabiam que os grandes nomes da literatura lusitana e brasileira eram todos bacharéis em Direito??? ahahahahahaha...que horror! Aliás, pasme: até o GANDHI ERA ADVOGADO!!! Affe, carambolas atômicas, esse mundo é torto demais!
4. Em 1956 Guimarães Rosa lançou o Grande Sertão Veredas, certo? Certo. Uma grande obra prima, inovações linguísticas, etc etc etc. O que eu não sabia e me pergunto se alguém já reparou nisso, é que no mesmo ano de 1956, Albert Camus publicou A QUEDA, um livro em que o interlocutor narra a história de sua vida e suas idéias em primeira pessoa, entabulando um diálogo com um interlocutor oculto, que não participa da história - só sabemos dele pelas referências que o narrador faz à ele e pelas perguntas subentendidas no texto. E o que tem isso? Tem que o Grande Sertão Veredas emprega EXATAMENTE o mesmo sistema narrativo, que até então era inédito. Explicação? Ah, o anjo da guarda do Camus e o do Guimarães Rosa deviam ser "mó trutas" e frequentar as mesmas festas, daí acabaram inspirando nos caras, na mesma época, a mesma idéia genial. (...) De quem será que o meu anjo da guarda é "mano", hein? (surta e toma remédio)
5. Acabou o intervalo de cinco minutos, volto agora para o meu quarto e os meus livros...ah, tem mais uma piada boa. Já viram um episódio de Seinfeld (referências, referências!!) em que o Geroge leva um livro gigante de arte pro banheiro numa livraria pra dar uma cagada, e na volta o livro ta marcado como "livro da bunda" pelos funcionários e ele tem que comprar o livro, caríssimo?? Alguém quer comprar as minhas 214.256 apostilas? Eu vendo baratinho. (heh)
6. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra um alguém, e esse alguém sabe quem... (não, não fiquei doida, vai ouvir Pedra Letícia, vai... O Meu Sangue Ferve Por Vocêeee!...Olé!)
PS acrescentado depois de uma leitura do acima redigido: nossa, alguém me interne e me esterilize pra num passar pra frente essa desgraça. ¬¬
Primeiramente, pra quem andou perguntando, eu to prestando Comunicação Social (com habilitação em editoria), que já ta mais que na hora de eu mudar oficialmente de área e não ficar apenas suspirando pela mudança.
Segundamente, tenho alguns comentários a fazer:
1. Minhas antipatias germânica e norte americana aumentaram 500% depois dos últimos dias de estudo.
2. Incrível como estudar história é algo cinematográfico - ta bom, eu não sirvo de base, quando me mandam "pensar numa luz" nalgum exercício de meditação, eu imagino a luz sim, na ponta do dedo do ET. Mas, tirando o meu semi-autismo, impresionante como eu vou lendo, lendo e vão se sucedendo na minha cabeça o Rambo amarrando a faixa vermelha (ridícula) na cabeça, o Jude Law atirando na cabeça do Ed Harris (soviético X alemão) em Círculo de Fogo, o George Berger marchando com o exército americano rumo ao Vietnã e Let The Sunshine In em Hair, o Indiana Jones vestido de explorador com aquela roupinha tão ridícula quanto a faixa do Rambo, coordenando os trabalhadores hindus. Caaaaaaaara, a minha vida sempre esteve lotada de referências históricas e eu nunca me dei conta! Até o abominável Pearl Harbor das Neves, que eu FIZ QUESTÃO de nunca ver, me veio na cabeça, com as parcas chamadas que eu assisti!
3. Sabiam que os grandes nomes da literatura lusitana e brasileira eram todos bacharéis em Direito??? ahahahahahaha...que horror! Aliás, pasme: até o GANDHI ERA ADVOGADO!!! Affe, carambolas atômicas, esse mundo é torto demais!
4. Em 1956 Guimarães Rosa lançou o Grande Sertão Veredas, certo? Certo. Uma grande obra prima, inovações linguísticas, etc etc etc. O que eu não sabia e me pergunto se alguém já reparou nisso, é que no mesmo ano de 1956, Albert Camus publicou A QUEDA, um livro em que o interlocutor narra a história de sua vida e suas idéias em primeira pessoa, entabulando um diálogo com um interlocutor oculto, que não participa da história - só sabemos dele pelas referências que o narrador faz à ele e pelas perguntas subentendidas no texto. E o que tem isso? Tem que o Grande Sertão Veredas emprega EXATAMENTE o mesmo sistema narrativo, que até então era inédito. Explicação? Ah, o anjo da guarda do Camus e o do Guimarães Rosa deviam ser "mó trutas" e frequentar as mesmas festas, daí acabaram inspirando nos caras, na mesma época, a mesma idéia genial. (...) De quem será que o meu anjo da guarda é "mano", hein? (surta e toma remédio)
5. Acabou o intervalo de cinco minutos, volto agora para o meu quarto e os meus livros...ah, tem mais uma piada boa. Já viram um episódio de Seinfeld (referências, referências!!) em que o Geroge leva um livro gigante de arte pro banheiro numa livraria pra dar uma cagada, e na volta o livro ta marcado como "livro da bunda" pelos funcionários e ele tem que comprar o livro, caríssimo?? Alguém quer comprar as minhas 214.256 apostilas? Eu vendo baratinho. (heh)
6. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra um alguém, e esse alguém sabe quem... (não, não fiquei doida, vai ouvir Pedra Letícia, vai... O Meu Sangue Ferve Por Vocêeee!...Olé!)
PS acrescentado depois de uma leitura do acima redigido: nossa, alguém me interne e me esterilize pra num passar pra frente essa desgraça. ¬¬
quarta-feira, setembro 12, 2007
Vestibular
Cara, nem acredito que sou eu. Se me contassem há algum tempo que aos vinte e quatro anos e o saco cheio de uma faculdade eu estaria ralando a bunda na cadeira pra prestar vestibular de novo, eu juraria que era piada.
Mas é fato. Eu, que até poucos dias estava às voltas com impostos e licitações, cá estou lendo sobre Revolução Francesa, Reino Monera, operações com potências, movimento circular, ligações covalentes, Romantismo, bacias hidrográficas, etc e tal.
Se por um lado biologia me dá sono e matemática me dá uma surra - afinal, advogado só sabe calcular 10% e 20%, que é o honorário, ora bolas! - estou amando estudar História e Literatura. Interessante como faz diferença o olhar do adolescente pro olhar do adulto quando se trata de aprender as coisas...naquela época - 15, 16, 17 - as coisas nos eram impingidas, por mais senso crítico que lutássemos pra desenvolver. E agora, tendo contato de novo com coisas deixadas há muito tempo, os pensamentos que me vêm à mente são cheios de contexto, claros, lógicos.
Engraçado, hoje eu até mesmo ouvi a voz de um professor de História que eu tive no colegial, perdida nos recônditos bifurcados (aqui uma expressão pra não aparecer nunca em nenhuma busca do google!...ahahahaha) da minha memória, recitando os filósofos do Iluminismo...nossa, que coisa espantosa, a nitidez com que ouvi. Acho que isso é sinal de que eu to ficando velha...os fantasmas já estão me visitando de corpo presente!! ahahahahahaha
Então até logo. No próximo post eu já estarei neurótica. Aqui jaz, etc etc etc.
Mas é fato. Eu, que até poucos dias estava às voltas com impostos e licitações, cá estou lendo sobre Revolução Francesa, Reino Monera, operações com potências, movimento circular, ligações covalentes, Romantismo, bacias hidrográficas, etc e tal.
Se por um lado biologia me dá sono e matemática me dá uma surra - afinal, advogado só sabe calcular 10% e 20%, que é o honorário, ora bolas! - estou amando estudar História e Literatura. Interessante como faz diferença o olhar do adolescente pro olhar do adulto quando se trata de aprender as coisas...naquela época - 15, 16, 17 - as coisas nos eram impingidas, por mais senso crítico que lutássemos pra desenvolver. E agora, tendo contato de novo com coisas deixadas há muito tempo, os pensamentos que me vêm à mente são cheios de contexto, claros, lógicos.
Engraçado, hoje eu até mesmo ouvi a voz de um professor de História que eu tive no colegial, perdida nos recônditos bifurcados (aqui uma expressão pra não aparecer nunca em nenhuma busca do google!...ahahahaha) da minha memória, recitando os filósofos do Iluminismo...nossa, que coisa espantosa, a nitidez com que ouvi. Acho que isso é sinal de que eu to ficando velha...os fantasmas já estão me visitando de corpo presente!! ahahahahahaha
Então até logo. No próximo post eu já estarei neurótica. Aqui jaz, etc etc etc.
sábado, agosto 18, 2007
Depois da loucura

Uuuufa!
Então, pessoas. Botei a revista no ar e agora respiro fundo durante um momento antes de começar a correr de novo. Querem saber da minha vida? Bem, mesmo que não queiram, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. :-P
Eu sarei da depressão. Sim, sarei mesmo. Depois de todos os estágios possíveis. Quis morrer, fiquei catatônica, chorei dias a fio, achei que eu não valia mais nada, me senti ridícula, um lixo, senti vergonha de tudo, lamentei a perda de tempo, senti raiva, fiquei amargurada, cínica, cética, insensível. Arrumei outra coisa pra fazer, porque eu precisava demais de algo que me fizesse sentir algum orgulho de mim. Precisava me sentir boa em alguma coisa, precisava criar. E foi aí que a revista entrou, ela foi meu instrumento de cura, de cauterização. Principalmente quando a terapeuta resolve sair de férias.
Agora já não me importa tanto. Eu continuo um pouco amarga e um tanto cética, mas esse é o meu normal, já há alguns anos. E eu to feliz com os desafios que me propus e também com as decisões que eu tomei nessas últimas duas semanas pra minha vida. Profissionais, acadêmicas e geográficas. Mas isso é só pra constar, deixa quieto. Conto quando estiver concretizado.
Eu tô legal. De verdade. Sinto saudades de algumas pessoas e de outras não. Penso mesmo que há pessoas que entram na vida da gente porque a gente procura encrenca de propósito. Sabe aquele tipo de coisa que se pensa assim, depois: "Eu precisava ter passado por isso?" e a resposta é um retumbante NÃO? Acho que é bem o caso. Mas, erros servem pra gente ir errar de outro jeito, né? Eu custo a tolerar figurinha repetida, que dirá erro repetido. Foi-se.
Agora eu quero no-vi-da-des. Que me agreguem algo em vez de me fazer buracos. Chega dessa coisa de ser queijo.
segunda-feira, agosto 13, 2007
terça-feira, julho 31, 2007
Satisfação
Queridos leitores,
o Bunda Furada está e estará em stand by pelos próximos dias.
Não, ninguém me convenceu a tirar nada do ar não...rs
É que eu to na maior pilha correndo com os ajustes finais do meu bebê:
WWW.LIVINROOOM.COM

O Livinrooom volta ao ar no dia 15 DE AGOSTO, depois de seis meses de seca.
Novos autores, novas colunas, novos ares, novas idéias.
Não percam!
o Bunda Furada está e estará em stand by pelos próximos dias.
Não, ninguém me convenceu a tirar nada do ar não...rs
É que eu to na maior pilha correndo com os ajustes finais do meu bebê:

O Livinrooom volta ao ar no dia 15 DE AGOSTO, depois de seis meses de seca.
Novos autores, novas colunas, novos ares, novas idéias.
Não percam!
terça-feira, julho 24, 2007
Uma história de amor

Roberta diz:
vou namorar uma mulher!
Lívia diz:
já escolheu qual?
se não, eu tô na fita
Roberta diz:
ainda não
ótimo, você é bonita e inteligente
Lívia diz:
e doida que nem você
credo
nós duas juntas é um negócio complicado
ahahahahah
Roberta diz:
é seria bem complicado...
mas ok, seria interessante
a gente namora, vc pega o primeiro vôo para cá e o avião cai quando chegar em congonhas. e eu penso: "mas que porra, até na única vez que dou sorte.. dou azar!"
hahahahahahahahahahahahahaha
Lívia diz:
kkkkkkkkkkkkk...e aí eu viro fantasma e vou assombrar o seu apartamento...uma linda história de amor mal resolvida.
segunda-feira, julho 23, 2007
A Rosa de Guardanapo
Há uns dez anos eu ganhei uma rosa de guardanapo. Uma coisa boba, prosaica, aparentemente sem valor. Mas que me foi dada por uma das pessoas mais especiais que eu já conheci. Hoje eu tô meio decepcionada com ele, mas não posso deixar de reconhecer o grande ser humano que sempre foi, o homem maravilhoso que costumava ser.
Era um homem que costumava fazer de tudo pra conseguir um sorriso ou um olhar de enlevo. Era expontâneo e nada do que fazia era estudado ou artificial. Um homem capaz de falar durante horas com paixão e entreter de maneira única. Uma grande companhia, um grande amigo, um grande amor.

Eu achei que esse homem era único, que as características que ele reunia eram intrínsecas apenas da sua personalidade, que o faziam um homem extremamente raro e distinto, de quem ninguém era sequer parecido.
No entanto, nesse final de semana, eu conheci outro. Totalmente diferente, mas exatamente assim, e me dei conta de que se trata de uma categoria, afinal. Um tipo de homem profundo, encantador e doce. Que usa camiseta larga com calça jeans, não se liga muito em fazer a barba e usa boné quando o cabelo tá precisando de corte. Um tipo de homem que oscila entre o menino e o adulto, que ri sem reservas, que é tão boa companhia que é capaz de fazer o dia voar sem que se veja.
Um homem que é inteligente, mas não arrogante. Que é crítico, mas não enjoado. Que é irreverente, mas não inconveniente. Que faz rir sem fazer força e ri de si mesmo com maestria, que não perde nenhum raciocínio e sempre dá um jeito de extrapolar com brilhantismo. Muito mais que completar: colorir.
Um cara que ficou comigo o dia todo no sábado e com quem poderia ficar horas mais. Que é um amigo fantástico e com quem eu pretendo contar daqui em diante. Que foi tirar o último dente do ciso hoje e diz que vai aproveitar pra perder o resto do juízo que ainda tem. Um cara que faz rosas de guardanapo. Essa da foto.
Menino, você é show. Valeu demais.
Era um homem que costumava fazer de tudo pra conseguir um sorriso ou um olhar de enlevo. Era expontâneo e nada do que fazia era estudado ou artificial. Um homem capaz de falar durante horas com paixão e entreter de maneira única. Uma grande companhia, um grande amigo, um grande amor.

Eu achei que esse homem era único, que as características que ele reunia eram intrínsecas apenas da sua personalidade, que o faziam um homem extremamente raro e distinto, de quem ninguém era sequer parecido.
No entanto, nesse final de semana, eu conheci outro. Totalmente diferente, mas exatamente assim, e me dei conta de que se trata de uma categoria, afinal. Um tipo de homem profundo, encantador e doce. Que usa camiseta larga com calça jeans, não se liga muito em fazer a barba e usa boné quando o cabelo tá precisando de corte. Um tipo de homem que oscila entre o menino e o adulto, que ri sem reservas, que é tão boa companhia que é capaz de fazer o dia voar sem que se veja.
Um homem que é inteligente, mas não arrogante. Que é crítico, mas não enjoado. Que é irreverente, mas não inconveniente. Que faz rir sem fazer força e ri de si mesmo com maestria, que não perde nenhum raciocínio e sempre dá um jeito de extrapolar com brilhantismo. Muito mais que completar: colorir.
Um cara que ficou comigo o dia todo no sábado e com quem poderia ficar horas mais. Que é um amigo fantástico e com quem eu pretendo contar daqui em diante. Que foi tirar o último dente do ciso hoje e diz que vai aproveitar pra perder o resto do juízo que ainda tem. Um cara que faz rosas de guardanapo. Essa da foto.
Menino, você é show. Valeu demais.
sábado, julho 21, 2007
Heavy Metal do Senhor na Via Láctea

Definitavamente eu não sou a pessoa mais indicada pra tentarem vender mapas astrais, sinastrias amorosas e notícias solares revolucionárias. Aliás, eu sou muito reservada sobre o que e em quem eu acredito. Mas um dia desses, sei lá por que eu me inscrevi no Personare. Achava uma graça as notícias de períodos astrais que eles me mandavam sempre. Claro, sempre tinham uma margem de acerto absurda e eu ficava admirada. Mas quando começam a repetir a mesma mensagem depois de um tempo, a gente cansa de brincar. E parei de ler os emails deles, até hoje, quando resolvi abrir e ler. Foi tão interessante o trânsito astral, que quis ler mais coisas...aí li um pedaço do meu mapa (porque o completo é pago), tirei uma "carta do dia" no tarot e só não fiz a sinastria amorosa porque não tem com quem fazer...rs
Saca só:
Inteligência emocional
21/07 (ontem) às 10h10 a 29/07 às 18h
Mercúrio em trigono com Lua natal
Nos próximos dias que vão de 21/07 (ontem) às 10h10 até 29/07 às 18h, o planeta Mercúrio estará se aspectando harmoniosamente com a Lua do seu mapa de nascimento, Lívia. Esta tende a ser uma fase bastante propícia para tomar decisões que se pautam tanto em processos racionais quanto em sua intuição. A sua percepção das coisas estará mais completa, e este aspecto favorece o entendimento, os estudos, os escritos e as trocas intelectuais.
Você perceberá que está mais eloqüente do que o usual, e neste momento podem ocorrer muitas conversas e notícias de pessoas que há muito tempo você não via. O estímulo positivo de Mercúrio lhe permitirá compreender coisas que você antes não entendia muito bem, sobretudo no que diz respeito a acontecimentos passados que você não processou legal. Esta é uma fase de insights e de esclarecimentos, Lívia.
Fala sério, né não? Horrorizei com o senso de oportunidade...rs
O PEDAÇO DO MAPA ASTRAL diz isso:
SOL EM GÊMEOS, ASCENDENTE EM CAPRICÓRNIO – A AUTORIDADE INTELECTUAL
Você, Lívia, nasceu no momento exato em que Capricórnio se levantava no horizonte, sendo portanto o seu signo ascendente que, combinado a Gêmeos, seu signo solar, cria uma personalidade rica, fascinante, ambivalente e misteriosa: à primeira vista, transmite a solidez e a força de alguém que tem muita idade, de alguém que já viu e viver muito, independentemente de sua idade física.
Sei lá se eu transmito solidez, mas as olheiras com certeza são de alguém que já viveu mais e dormiu menos!
Capricórnio é o ascendente das pessoas que se viram forçadas a um amadurecimento precoce, que perceberam que não tinham alternativa a não ser assumir a responsabilidade o mais rápido possível. Por outro lado, quem lhe conhece mais ao fundo percebe o quanto você tem um lado infantil e um tanto inseguro, que aprende a disfarçar como uma forma elaborada de sobrevivência.
hohoho...e tem gente que acha que não tem mais nada entre o céu e a terra do que poluição.
Mas uma coisa é certa, por detrás desta aparente contradição: as pessoas notam que você é uma pessoa que está perfeitamente atenta a tudo o que acontece em torno de si e que tem o poder de colocar na prática (ascendente Capricórnio) suas idéias brilhantes (ascendente em Gêmeos).
Espero que sim!...rs
E isso muitas vezes incomoda, pois nem sempre é confortável estar ao lado de alguém que aparentemente tem total consciência do que os outros estão pensando. As regras do jogo, quando expostas por você, deixam as pessoas nuas.
Você tende a acreditar que conhecimento é poder. De certa forma isso é verdade, pois de fato as pessoas que têm mais conhecimento são aquelas dotadas de maiores recursos para vencer na vida, e por isso mesmo você provavelmente será do tipo de pessoa que acumula saber e o guarda, querendo a todo custo desenvolver o máximo de know how possível dentro de sua área, e se tornando uma figura de alta competência em seu saber.
Oh, yes...
Por outro lado, Lívia, você corre o risco de supervalorizar o lado prático da vida, e pode terminar abdicando de muitos ideais por não lhe parecerem muito "racionais". Muitas vezes é preciso ouvir a voz do coração, ouvir a intuição, acreditar na loucura interior e atirar-se no vazio do desconhecido, sem tanta prudência em relação à vida.
Vou imprimir isso em letras garrafais e colar nas paredes pra ver se eu me convenço!
SAIBA O QUE OS ASTROS DIZEM SOBRE O SEU JEITO DE AMAR:
Quando você nasceu, Lívia, o planeta Vênus estava no signo de Câncer, um signo de Elemento Água, que sente grande necessidade de aprofundamento emocional nas relações. O afeto de Vênus em Câncer passa pela identificação emocional, que nem sempre é racional, e não se liga ao corpo, nem necessariamente ao que é "conveniente". Câncer não está preocupado se a relação é "lógica" ou não. Este é um signo regido pela Lua, que aprecia dar vazão aos instintos e à voz que fala em seu coração.
Ah, sim, claro. Agora me falta achar um outro do mesmo signo regido pelas mesmas coisas, pra ver se relacionamento e frustração param de ser sinônimos!...rs
Você, Lívia, com Vênus em Câncer, é provavelmente uma pessoa muitíssimo carinhosa e que aprecia pessoas de natureza afetiva, onde um possa cuidar do outro.
Viu, nem é tão difícil perceber isso. Até o Personare percebeu! ahahahahah
O processo de sedução parte do indireto, do sutil, como um caranguejo que anda de lado para conseguir a isca: quando o outro percebe, já está completamente envolvido. Mas, em geral, Vênus em Câncer seduz o outro a seduzi-lo. Isso também porque há uma insegurança natural nesta posição venusiana, em que a pessoa corre o risco d...
Aí eles interrompem pra eu ficar babando de vontade de saber o resto e colocar o número do meu cartão de crédito lá. Na na ni na não. Eu sei como eu sou, obrigada...rs
A CARTA DO DIA DO TAROT diz isso:
3 de Copas
Abra-se ao prazer!
Que tal se permitir ter mais prazer neste momento, Lívia? Há quanto tempo você não faz coisas de que gosta? Que tal relaxar e curtir mais a vida? O 3 de Copas surge aqui como arcano conselheiro, pedindo-lhe que permita abrir-se ao prazer, para que ele flua na direção do mundo e este lhe atenda, possibilitando situações felizes, festas, namoros (ainda que não necessariamente sérios), em suma, coisas que lhe distraiam e lhe permitam ter dias agradáveis, ao redor de quem você ama. Saia com os amigos, conheça novas pessoas, permita-se rir, conversar, conhecer os outros... estar no mundo! Você sentirá sua alma mais leve e perceberá as coisas a partir de uma perspectiva mais ampla.
Conselho: Deixe o prazer fluir!
Show de bola, né não? Pois é. E o mais engraçado disso tudo é que todas essas previsões vieram num momento em que de fato eu decidi me abrir pro mundo de novo, pra gente nova, pra gente que eu gosto. Foi o que eu fiz hoje, sábado. Ok, já é domingo, mas eu ainda não dormi, então...mas a programação do dia vai ficar pro próximo post, porque merece essa ênfase.
Então eu encerro com as seguintes conclusões:
1. Não é difícil me entender, até um site que só sabe o dia e a hora que eu nasci consegue.
2. A partir de agora quando conhecer alguém vou perguntar de cara: vc é geminiano com ascendente em capricórnio e uma estreita relação com câncer e vênus? Se não for, nem adianta, porque não vai conseguir me dar o tanto de carinho que eu preciso, pode ir embora...rs
3. Vou me tornar mais amiga do prazer. Um filme, um livro, uma música, um papo legal, um jogo, sol, lua e sereno, gente que me ama, gente que me faz rir. E orgasmos, só com quem valha a pena no resto do tempo.
4. Vou procurar colocar em prática as minhas idéias brilhantes pra ver se elas iluminam tudo ao meu redor, ando precisando...rs
5. E, por fim: vou anotar todos os insights de agora em diante, por via das dúvidas. Vai que eu vou parar no Jô mais cedo, né?
quinta-feira, julho 19, 2007
Primeiro Encontro
Aconteceu uma que só rindo mesmo.
No terceiro ano de faculdade (nos idos de 2003) eu tinha uma confessa queda por um professor meu. Mas ele era comprometido e não me dava bola. Logo em seguida, fiquei eu comprometida e o moço solteiro. Depois, invertemos de novo. E de novo.
A essas alturas a queda não era mais segredo, era um fato tácito sobre o qual não falávamos. Um dia ele quase me matou de susto quando eu fui chegando numa roda em que estavam ele e uma amiga. Lascou essa:
- Lívia, você quer namorar comigo?
Eu, nem preciso dizer, quase engoli o nariz de tanto susto. Balbuciei um "hein???" e começamos todos a rir. Ele explicou que tinha terminado com mais uma namorada e que estava descrente.
- Ninguém me ama, ninguém me quer. Vou é ficar sozinho mesmo. Tá vendo, Letícia - a amiga - ela também não quer me namorar!
Eu engasguei. Claro, era brincadeira, mas como eu sei bem, toda brincadeira com esse tipo de mote tem seu fundo de verdade. Um homem lindo daqueles me dizendo que ninguém o queria. Era demais pra minha pobre cabecinha.
Mas, como eu disse, estava comprometida, e se tem uma coisa que eu aprendi foi a ser fidelíssima. Nem cogitei, dei sorriso amarelo e falei algo do tipo "ah, não me leva a mal, se fosse em outro momento, etc".
Ficamos nisso, sem novidades até um churrasco de "cem dias" da formatura da turma. Só quem já viu churrasco de quase formatura é que sabe como funciona o clima da coisa. Eu, solteiríssima, tinha parado de beber e mesmo sóbria fiquei contaminada pelo espírito de "vamo quebrá tudo" que impregnava todo mundo. Lá pelas tantas, conversando com o dito cujo, olhei bem na cara dele e ataquei:

- Essa nossa enrolação vai até quando, hein?
Aí quem engasgou foi ele. Vi que ia vir uma desculpinha amarela que nem a minha há tempos atrás, e não esperei. Tasquei um beijo de leve na boca do moço, que só conseguiu balbuciar, por sua vez:
- Pelo amor de Deus, todo mundo aqui ou é meu aluno ou meu colega, não faz isso comigo!
Eu dei risada, daquele jeito inconsequente que só damos quando ainda somos "ninfetas perigosas". (gargalhada) Debochei um pouquinho do pudor dele e me despedi - o que causou grande inconformação da outra parte. Mas eu tinha feito a minha jogada, agora era esperar o oponente mexer alguma peça.
Recentemente, estou eu Lìvia formada, apaixonada, jurando que tinha achado o homem da minha vida, toca o telefone e é o cara, me convidando pra sair num contexto nada aluna-professor. Dispensei, claro, não tinha nada a ver. O que é uma paixão-verdadeira-pra-toda-vida perto de um flerte de faculdade, não é? (bah, como a gente se engana!)
Então, isso tudo eu contei pra chegar no seguinte: ontem eu tava no msn e o moço veio bater um papo. Patati patata (como diria o Júlio), estamos solteiros, acabamos combinando de sair hoje.
Minha melhor-amiga-próxima-de-mim-geograficamente me disse, entre risos:
- Amiga, eu falei pra você dar a volta por cima, mas não precisava ser tanto assim, né?
Em todo o caso, acabamos não saindo porque eu to tossindo que nem motor de carro enguiçado. Liguei pra adiar o passeio e ouvi o seguinte:
- E aí, pensou em algo inusitado?
- Ué, tinha que ser inusitado?
- Bom, de uma pessoa como você, capaz de imaginar as coisas que imagina, de escrever como escreve, esperar menos que isso é te subestimar.
- (gargalhando) Bom, então me lasquei, porque sem querer acabei elevando o nível demais e agora qualquer coisa aquém de inusitado é decepcionante!
- Ah, é mesmo.
Agora eu to com o seguinte problema: o que é uma idéia inusitada prum casto primeiro encontro???? Socorro!!!
No terceiro ano de faculdade (nos idos de 2003) eu tinha uma confessa queda por um professor meu. Mas ele era comprometido e não me dava bola. Logo em seguida, fiquei eu comprometida e o moço solteiro. Depois, invertemos de novo. E de novo.
A essas alturas a queda não era mais segredo, era um fato tácito sobre o qual não falávamos. Um dia ele quase me matou de susto quando eu fui chegando numa roda em que estavam ele e uma amiga. Lascou essa:
- Lívia, você quer namorar comigo?
Eu, nem preciso dizer, quase engoli o nariz de tanto susto. Balbuciei um "hein???" e começamos todos a rir. Ele explicou que tinha terminado com mais uma namorada e que estava descrente.
- Ninguém me ama, ninguém me quer. Vou é ficar sozinho mesmo. Tá vendo, Letícia - a amiga - ela também não quer me namorar!
Eu engasguei. Claro, era brincadeira, mas como eu sei bem, toda brincadeira com esse tipo de mote tem seu fundo de verdade. Um homem lindo daqueles me dizendo que ninguém o queria. Era demais pra minha pobre cabecinha.
Mas, como eu disse, estava comprometida, e se tem uma coisa que eu aprendi foi a ser fidelíssima. Nem cogitei, dei sorriso amarelo e falei algo do tipo "ah, não me leva a mal, se fosse em outro momento, etc".
Ficamos nisso, sem novidades até um churrasco de "cem dias" da formatura da turma. Só quem já viu churrasco de quase formatura é que sabe como funciona o clima da coisa. Eu, solteiríssima, tinha parado de beber e mesmo sóbria fiquei contaminada pelo espírito de "vamo quebrá tudo" que impregnava todo mundo. Lá pelas tantas, conversando com o dito cujo, olhei bem na cara dele e ataquei:

- Essa nossa enrolação vai até quando, hein?
Aí quem engasgou foi ele. Vi que ia vir uma desculpinha amarela que nem a minha há tempos atrás, e não esperei. Tasquei um beijo de leve na boca do moço, que só conseguiu balbuciar, por sua vez:
- Pelo amor de Deus, todo mundo aqui ou é meu aluno ou meu colega, não faz isso comigo!
Eu dei risada, daquele jeito inconsequente que só damos quando ainda somos "ninfetas perigosas". (gargalhada) Debochei um pouquinho do pudor dele e me despedi - o que causou grande inconformação da outra parte. Mas eu tinha feito a minha jogada, agora era esperar o oponente mexer alguma peça.
Recentemente, estou eu Lìvia formada, apaixonada, jurando que tinha achado o homem da minha vida, toca o telefone e é o cara, me convidando pra sair num contexto nada aluna-professor. Dispensei, claro, não tinha nada a ver. O que é uma paixão-verdadeira-pra-toda-vida perto de um flerte de faculdade, não é? (bah, como a gente se engana!)
Então, isso tudo eu contei pra chegar no seguinte: ontem eu tava no msn e o moço veio bater um papo. Patati patata (como diria o Júlio), estamos solteiros, acabamos combinando de sair hoje.
Minha melhor-amiga-próxima-de-mim-geograficamente me disse, entre risos:
- Amiga, eu falei pra você dar a volta por cima, mas não precisava ser tanto assim, né?
Em todo o caso, acabamos não saindo porque eu to tossindo que nem motor de carro enguiçado. Liguei pra adiar o passeio e ouvi o seguinte:
- E aí, pensou em algo inusitado?
- Ué, tinha que ser inusitado?
- Bom, de uma pessoa como você, capaz de imaginar as coisas que imagina, de escrever como escreve, esperar menos que isso é te subestimar.
- (gargalhando) Bom, então me lasquei, porque sem querer acabei elevando o nível demais e agora qualquer coisa aquém de inusitado é decepcionante!
- Ah, é mesmo.
Agora eu to com o seguinte problema: o que é uma idéia inusitada prum casto primeiro encontro???? Socorro!!!
terça-feira, julho 17, 2007
FOTO EXCLUSIVA!!!

Senhoras e senhores, aí vocês vêem uma foto do ERIC quando criança, cedida a mim por sua pobre mãe que foi refém desse monstrinho por anos e anos.
É o Bunda Furada entrando no jornalismo verdade!!!
Se cuida, Márcia Golshmith (sei lá como escreve isso!).
segunda-feira, julho 16, 2007
Estamos de Volta!

Depois da "Hora da Depressão", que na minha opinião se estendeu DEMAIS, voltamos agora com a programação normal, prezadíssimos leitores!!
Eu tava com uma idéia fodástica (palavreado do Outsider) pra postar aqui, mas eu escrevi a primeira frase e quinhentas pessoas me chamaram no msn. Agora foi-se...rs
Bom, o importante é: acabou o jejum de risadas por aqui. Volto mais tarde com a pena afiada.
Preparem-se!
terça-feira, julho 10, 2007
Dever de Casa II
A Lívia me deu o dever de casa mais ingrato de todos: ler um livrinho de argh...auto-ajuda. Tem um mês que ela me deu o livro. Tem 94 páginas. E eu não consigo passar da página 25 nem na base da porrada.
Aí, ontem ela me pediu o livro de volta e eu fiquei sem graça pra caramba de dizer que não tinha terminado ainda de ler. Falei um "estou terminando" descarado e prometi devolver na segunda. Ou seja: toca a pegar a bomba e tentar pelo menos passar os olhos no restante pra poder falar do assunto sem passar mais vergonha.
O título: Faça Diferente, Faça a Diferença. Que fique registrado que eu amaldiçôo do âmago do meu ser o senhor Rodrigo Cardoso, um desses gurus proferidores de palestras milagrosas que teve a maldita idéia de começar a escrever livros - esse é o segundo!
Constatei que o livro, contando a singela e subestimadora de intelectos história de Pedro, um engraxate que vira fazendeiro, pai de família e avô de uma porrada de netos e morre pilotando um avião daqueles do Barão Vermelho, tem a pretensão de ensinar 16 coisas: três lições iniciais, dez princípios de vida e três mensagens finais, o santo graal da vida.
(pára e vomita)
Vou transcrever aqui as 16 coisas pra todo mundo poder sofrer comigo. E tecerei meus comentários respectivos:
Lições:
1. Não espere que a vida lhe dê "fogo" se não dá "lenha" a ela. Trace metas claras e as escreva num papel: estará um passo mais perto de realizá-las.
Ah, é. Escrever o que se quer tem tanta força que todos os blogueiros do mundo estão fadados a se transformarem em Guimarães Rosa, Bill Gates, Michael Jordan ou Al Pacino.
2. A felicidade não está nos sonhos realizados, mas no processo de realização dos sonhos. Quando alcançar suas primeiras metas, trace novas e maiores.
Ou seja: você nunca terá sossego na sua vida e trate de se conformar e ficar contente com isso. E não se acanhe em escrever no papel que quer se mudar pra Lua, namorar a Angelina Jolie, ser herdeiro do Sílvio Santos. Quanto mais improvável, melhor. Aí você fica a vida inteira sem se sentir insatisfeito, porque nunca vai alcançar nada disso mesmo, logo sempre estará feliz.
3. O elefante do circo tentou muito fugir da corrente e da estaca que o prendiam quando era filhotinho. Como nunca conseguiu, cresceu convencido de que não pode fugir, mesmo que agora seja imenso e forte. Não acredite que não pode sem tentar de novo.
Nesse aqui eu fiquei tentada a meramente mandar tomar no cu. Mas me parece pouco elaborado, então: ah, eu devo estar mesmo quase do tamanho de um elefante. ¬¬
Princípios:
1. Constitua uma família.
Ah, sim, é a coisa mais fácil do mundo encontrar alguém que seja honesto, constante, confiável e não seja filho da puta no final das contas pra se ter um filho. Nossa, fácil demais!
2. Ajude seu semelhante.
E ainda copia Jesus Cristo descaradamente. Até eu escrevo livro assim!
3. Trabalhe em equipe.
QUE EQUIPE, cara pálida????
4. Aprenda a ser forte na adversidade.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco - já que é pra partir pra frase feita.
5. Dê o melhor de si em tudo que faz.
Inclusive cortar os pulsos?
6. Não seja preguiçoso.
Agora sim: vai tomar no cu.
7. Tenha coragem e arrisque-se.
Tá bom, vou me "converter" ao lesbianismo, então.
8. Tenha fé.
¬¬
9. Não se preocupe.
Não posso, sou Drama Queen, né?
10. Aprenda a perdoar.
Eu até sei perdoar. Mas agora não tô conseguindo. E mesmo que conseguisse, não sei se estou querendo. Sabe vontade de quebrar o carro alheio com um taco de baseball?
O Santo Graal - as três mensagens finais.
1. Associe-se a pessoas positivas.
Pessoas positivas são as culpadas por eu ter sido obrigada a ler esse livro. Prefiro gente solidária do que gente poliana.
2. Aprenda a usar o poder da palavra.
Será que se eu aprender e disser um MORRA bem caprichado, vai funcionar?
3. Seja um eterno aprendiz.
Preciso mesmo aprender um monte de coisas. Como a deixar de confiar em gente.
Aí, ontem ela me pediu o livro de volta e eu fiquei sem graça pra caramba de dizer que não tinha terminado ainda de ler. Falei um "estou terminando" descarado e prometi devolver na segunda. Ou seja: toca a pegar a bomba e tentar pelo menos passar os olhos no restante pra poder falar do assunto sem passar mais vergonha.
O título: Faça Diferente, Faça a Diferença. Que fique registrado que eu amaldiçôo do âmago do meu ser o senhor Rodrigo Cardoso, um desses gurus proferidores de palestras milagrosas que teve a maldita idéia de começar a escrever livros - esse é o segundo!
Constatei que o livro, contando a singela e subestimadora de intelectos história de Pedro, um engraxate que vira fazendeiro, pai de família e avô de uma porrada de netos e morre pilotando um avião daqueles do Barão Vermelho, tem a pretensão de ensinar 16 coisas: três lições iniciais, dez princípios de vida e três mensagens finais, o santo graal da vida.
(pára e vomita)
Vou transcrever aqui as 16 coisas pra todo mundo poder sofrer comigo. E tecerei meus comentários respectivos:
Lições:
1. Não espere que a vida lhe dê "fogo" se não dá "lenha" a ela. Trace metas claras e as escreva num papel: estará um passo mais perto de realizá-las.
Ah, é. Escrever o que se quer tem tanta força que todos os blogueiros do mundo estão fadados a se transformarem em Guimarães Rosa, Bill Gates, Michael Jordan ou Al Pacino.
2. A felicidade não está nos sonhos realizados, mas no processo de realização dos sonhos. Quando alcançar suas primeiras metas, trace novas e maiores.
Ou seja: você nunca terá sossego na sua vida e trate de se conformar e ficar contente com isso. E não se acanhe em escrever no papel que quer se mudar pra Lua, namorar a Angelina Jolie, ser herdeiro do Sílvio Santos. Quanto mais improvável, melhor. Aí você fica a vida inteira sem se sentir insatisfeito, porque nunca vai alcançar nada disso mesmo, logo sempre estará feliz.
3. O elefante do circo tentou muito fugir da corrente e da estaca que o prendiam quando era filhotinho. Como nunca conseguiu, cresceu convencido de que não pode fugir, mesmo que agora seja imenso e forte. Não acredite que não pode sem tentar de novo.
Nesse aqui eu fiquei tentada a meramente mandar tomar no cu. Mas me parece pouco elaborado, então: ah, eu devo estar mesmo quase do tamanho de um elefante. ¬¬
Princípios:
1. Constitua uma família.
Ah, sim, é a coisa mais fácil do mundo encontrar alguém que seja honesto, constante, confiável e não seja filho da puta no final das contas pra se ter um filho. Nossa, fácil demais!
2. Ajude seu semelhante.
E ainda copia Jesus Cristo descaradamente. Até eu escrevo livro assim!
3. Trabalhe em equipe.
QUE EQUIPE, cara pálida????
4. Aprenda a ser forte na adversidade.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco - já que é pra partir pra frase feita.
5. Dê o melhor de si em tudo que faz.
Inclusive cortar os pulsos?
6. Não seja preguiçoso.
Agora sim: vai tomar no cu.
7. Tenha coragem e arrisque-se.
Tá bom, vou me "converter" ao lesbianismo, então.
8. Tenha fé.
¬¬
9. Não se preocupe.
Não posso, sou Drama Queen, né?
10. Aprenda a perdoar.
Eu até sei perdoar. Mas agora não tô conseguindo. E mesmo que conseguisse, não sei se estou querendo. Sabe vontade de quebrar o carro alheio com um taco de baseball?
O Santo Graal - as três mensagens finais.
1. Associe-se a pessoas positivas.
Pessoas positivas são as culpadas por eu ter sido obrigada a ler esse livro. Prefiro gente solidária do que gente poliana.
2. Aprenda a usar o poder da palavra.
Será que se eu aprender e disser um MORRA bem caprichado, vai funcionar?
3. Seja um eterno aprendiz.
Preciso mesmo aprender um monte de coisas. Como a deixar de confiar em gente.
segunda-feira, julho 09, 2007
Mudança de time
Nos últimos cinco anos minha vida amorosa foi um caos. Pulei da brasa pro espeto um monte de vezes. E o engraçado é que eu sempre acreditei, sempre mantive a esperança de que uma hora eu ia conhecer alguém que fosse realmente um companheiro, que tivesse prazer em estar comigo, que me visse como amiga e não como adversária. Acho que finalmente eu cansei de acreditar nisso. Cansei de me sentir sozinha o tempo todo, principalmente quando acompanhada.
Ontem à noite eu assisti pela enésima vez a Tomates Verdes Fritos. Mas dizem que cada vez que vemos um filme, enxergamos coisas diferentes, né? Pois então. Ontem eu percebi que talvez eu deva desistir dos homens, não do amor. Pensando a respeito, percebi que realmente amor de mulher é uma coisa diferente e que geralmente homem nenhum sabe valorizar e entender. Mas outra mulher talvez saiba.
Eu não estou falando de sexo, mas de vínculo. De carinho, cumplicidade, respeito. Coisa que geralmente homem não sabe dar.
A Andréa me disse outro dia que pra "deixar de gostar de homem" precisa um trauma muito forte. Talvez ela tenha razão. Mas qual a medida do trauma?
Ontem à noite eu assisti pela enésima vez a Tomates Verdes Fritos. Mas dizem que cada vez que vemos um filme, enxergamos coisas diferentes, né? Pois então. Ontem eu percebi que talvez eu deva desistir dos homens, não do amor. Pensando a respeito, percebi que realmente amor de mulher é uma coisa diferente e que geralmente homem nenhum sabe valorizar e entender. Mas outra mulher talvez saiba.
Eu não estou falando de sexo, mas de vínculo. De carinho, cumplicidade, respeito. Coisa que geralmente homem não sabe dar.
A Andréa me disse outro dia que pra "deixar de gostar de homem" precisa um trauma muito forte. Talvez ela tenha razão. Mas qual a medida do trauma?
sábado, julho 07, 2007
Tea for Two
Esta tarde bateram à minha porta devagarinho. Um. Dois. Três. Era Tristeza, uma velha amiga. Talvez amiga seja a palavra errada, já que nem gosto muito dela. Mas quando alguém o conhece há tanto tempo e tão bem quanto ela, é difícil chamá-lo por outro nome que não amigo, ainda que impróprio. Acostumei-me à presença dela, é a verdade. Fica sendo amiga, pois. Bateu à porta e convidei-a a tomar chá. Sentamo-nos e houve um silêncio prolongado. Sem constrangimento, sem desconforto. Apenas intimidade, entendimento. Ela sabia que eu não queria falar. Somente fez-me companhia. A noite foi caindo e ela acendeu os abajoures. Sentia-se em casa, tão assídua era naquela sala. Escolheu um disco de blues azul e ofereceu-me o colo, sem dizer palavra. Deixei-a acariciar-me os cabelos por longas horas, até que bateram novamente à porta. Tristeza beijou-me em despedida e abriu a porta, dando passagem a Solidão, meu fiel companheiro noturno, com quem divido a minha insônia.
Lívia Santana.
julho/2005
Acho que a minha vida é cíclica.
Os meus acompanhantes de dois anos atrás estão novamente aqui.
Até que eu consiga sorrir de novo sem nenhum traço de amargura.
Aí estarei curada.
Lívia Santana.
julho/2005
Acho que a minha vida é cíclica.
Os meus acompanhantes de dois anos atrás estão novamente aqui.
Até que eu consiga sorrir de novo sem nenhum traço de amargura.
Aí estarei curada.
sexta-feira, julho 06, 2007
Não Pise nos Mumerats
A quem porventura tenha essa dúvida ou essa esperança: não, eu não vou deletar o blog. E nem vou fazer censura nenhuma ao que está escrito aqui, porque eu que adoro criar personagen e contar suas histórias, não estou disposta a vestir um deles e escrever coisas pensadas cuidadosamente para entreter leitores. Aqui não. Esse aqui é MEU blog, pode ser uma bunda furada - como aliás, é - mas é meu. E fala de mim. E eu não sei não ser eu, não supitar de sentimentos, não rir com o corpo todo, não uivar de dor. Eu sou assim.
E eu to saindo da merda, aos poucos. Chega uma hora que a gente cansa de quem não gosta da gente, né? Cansa de remoer o que deu errado, cansa de sentir saudade dos momentos de êxtase que contribuem ainda mais pra gente se sentir ridículo, cansa de ter esperança. Cansa.
Mas também percebe que há muitas coisas que poderiam significar alívio, alegria e até salvação, e na verdade não são nada disso. Ontem, por exemplo, eu fui prum coquetel de formatura de um amigo muito querido, onde reencontrei minha turma de faculdade. Todas aquelas lembranças, piadas internas, intimidades foram fantásticas durante duas horas e meia. Depois disso eu voltei a me sentir deslocada, desconfortável, melancólica e louca pra ir pra casa. E fui.
A saída não está lá. Assim como não está nos pretensos amigos que se oferecem pra ajudar a superar, esquecer. Não está naquele confidente de todas as horas que acaba por falhar num determinado momento. Não está nesta internet - que foi em grande parte a causadora dos meus tormentos. Não está em lugar nenhum. E este é o ponto do raciocínio em que eu deveria dizer que a resposta esta dentro de mim mesma, que eu preciso encontrá-la. Mas não tenho essa ilusão. Já vasculhei aqui e não achei nada, só teias de aranha e coisas quebradas.
Diane Lane diz isso em Sob o Sol da Toscana:
- Sabe o que é mais surpreendente no divórcio? Ele não mata como uma bala no coração ou um acidente de carro. Deveria. Quando alguém que lhe jura ser fiel até que a morte os separe diz: "eu nunca te amei", isso devia matar na hora. Você não devia acordar dia após dia depois disso tentando entender como você não percebeu. A ficha não caiu, entende? Eu devia ter visto. É claro, mas eu tinha medo de dizer a verdade. E o medo nos torna idiotas.
Ai ai.
Quanto será que está custando uma passagem de ida pra Toscana, hein?
PS: alguém conhece a referência do título? Acho que vou fazer um concurso...rs
E eu to saindo da merda, aos poucos. Chega uma hora que a gente cansa de quem não gosta da gente, né? Cansa de remoer o que deu errado, cansa de sentir saudade dos momentos de êxtase que contribuem ainda mais pra gente se sentir ridículo, cansa de ter esperança. Cansa.
Mas também percebe que há muitas coisas que poderiam significar alívio, alegria e até salvação, e na verdade não são nada disso. Ontem, por exemplo, eu fui prum coquetel de formatura de um amigo muito querido, onde reencontrei minha turma de faculdade. Todas aquelas lembranças, piadas internas, intimidades foram fantásticas durante duas horas e meia. Depois disso eu voltei a me sentir deslocada, desconfortável, melancólica e louca pra ir pra casa. E fui.
A saída não está lá. Assim como não está nos pretensos amigos que se oferecem pra ajudar a superar, esquecer. Não está naquele confidente de todas as horas que acaba por falhar num determinado momento. Não está nesta internet - que foi em grande parte a causadora dos meus tormentos. Não está em lugar nenhum. E este é o ponto do raciocínio em que eu deveria dizer que a resposta esta dentro de mim mesma, que eu preciso encontrá-la. Mas não tenho essa ilusão. Já vasculhei aqui e não achei nada, só teias de aranha e coisas quebradas.
Diane Lane diz isso em Sob o Sol da Toscana:
- Sabe o que é mais surpreendente no divórcio? Ele não mata como uma bala no coração ou um acidente de carro. Deveria. Quando alguém que lhe jura ser fiel até que a morte os separe diz: "eu nunca te amei", isso devia matar na hora. Você não devia acordar dia após dia depois disso tentando entender como você não percebeu. A ficha não caiu, entende? Eu devia ter visto. É claro, mas eu tinha medo de dizer a verdade. E o medo nos torna idiotas.
Ai ai.
Quanto será que está custando uma passagem de ida pra Toscana, hein?
PS: alguém conhece a referência do título? Acho que vou fazer um concurso...rs
Assinar:
Postagens (Atom)