quarta-feira, setembro 17, 2008
Esquentando a barriga no fogão
Desde que essa etapa nova da minha vida começou, eu tenho cozinhado sempre e tem sido extremamente gratificante. O digníssimo consorte e eu temos gostos muito parecidos (não apenas no que se refere a comida) e isso torna divertida até a atividade normalmente enfadonha de fazer supermercado (não, não é paixão besta, é verdade).
Mas tudo tem seus poréns, né? Ainda mais quando o Fabrício mete o dedo torto dele no meio.
Nesse fim de semana fomos visitar minha família em Uberlândia. Pais, irmãos, tios e tias, primos, avô, avó, bebês, cachorro, papagaio, uma zona, uma beleza. No domingo, churrascão no almoço. Minha mãe cobriu o sacripantas de mimos, fez a saladinha de batatas que ele gosta, comprou pãozinho especial pra ele, fez pudim de leite condensado, se preocupou que ele tava bebendo no copo de plástico e não de vidro como devia e blá blá blá. Acha que isso ela intuiu sozinha??? Se não fosse por MIM que reparo nos mínimos detalhes do que diz respeito a ele e dei TODAS AS COORDENADAS, ela teria feito farofa de abobrinha pro almoço com pavê de banana de sobremesa!! (detalhe: ele odeia ambas as coisas)
Mas adivinha se ele reconhece a minha dedicação irrestrita?? Claro que não! Depois de passar dois meses comendo da minha comida em casa, lambendo os beiços, elogiando, fazendo pedidos especiais pra "chef", quando finalmente minha tia se virou pra mim e perguntou: "E então, querida, tá cozinhando em casa?" e eu, ingenuamente disse que ele poderia responder melhor do que eu, o miserável solta essa: "Nossa, Dona Fafa, ela esquenta uma lasanha da Sadia no microondas como ninguém! E a pipoca, então? Ô, beleza!"
***Pausa pra dar um piti só de lembrar da cena. Eu maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaato!!!!***
Depois, quando eu jurei pra ele que a partir de agora ele ia passar a bolacha cream cracker e água, ainda fez a maior cara de inocente do mundo e disse: "Ué, o que eu fiz?"
EU POSSO COM ISSO??????????
Está de castigo. Nem miojo eu faço mais pra ele, palavra de honra. E sorte dele que não tenho mais firmeza pra fazer greves de outras naturezas. Humpf.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Bronqueie, se puder
Ontem, o safadinho entrou em casa esbaforido depois do trabalho. Tirou a camisa, me deu um beijo, lavou as mãos e foi passear na cozinha, daquele jeitinho que diz "to morto de fome".
- Ta com fome?
- Eu to, Morena! Morto!
- Ok, eu arrumo algo pra você comer. Mas quero dizer uma coisa muito séria pro senhor antes.
Coloquei a mão na cintura, muito severa. Ele fez aqueeeela carinha de inocente.
- Que foi, Morena?
Como se não bastasse a cara de filhote de cachorro, a voz cheia de dengo.
- Quero dizer que o senhor colocou a máquina de pão no chão...
(ele veio andando no meu rumo com aqueeeela cara)
- ...com a tampa suja de massa e ali, meu amor, ela não vai se limpar sozinha...
(e ele vindo)
- ...e se eu não pegasse e limpasse ela ia ficar lá, né?
- Ô, Morena, perdão...eu to tão arrependido... (digno de Oscar, só faltou bater os dedinhos um no outro) ...imagine se eu ia querer aborrecer a minha morena...eu só quis liberar espaço na pia, meu amor, a máquina estava atrapalhando você e...
Eu caí na gargalhada. Ele deu um sorrisinho safado antes de me estalar um beijo.
- Confessa, isso é estratégia, não é?
E com a cara mais lambida do mundo:
- A gente faz o que pode, né??
terça-feira, setembro 02, 2008
domingo, agosto 31, 2008
Romantismo
segunda-feira, agosto 25, 2008
Rapidinha
Calma, não é pra tanto. Respira no saco, vai. Um, dois. Pronto... Então, casei. Embora haja uns efeitos suspensivos e condições inerentes ao contrato intensamente discutido- piada interna mode on - e eu suspeite que a minha vida nunca vai ser muito convencional e certinha, ainda mais tendo em vista a minha cara metade politicamente incorreta até o último fio de cabelo.
Outro dia, estava eu colocando em prática meus dotes culinários, enquanto meu consorte planejava uma aula de Direito Islâmico. De repente, ele começou:
- Caaaaralho, vou virar mulçumano!
- HEIN?
- O mulçumano pode ter quantas mulheres ele quiser!! Ora, Mohammed, o profeta, podia ter quantas esposas ele quisesse e aguentasse! Se Mohammed pode, eu também posso!
- Ah, sei...
- E olha que legal... - ele ia lendo os trechos - a mulher deve ser obediente, deve andar coberta, deve ficar sempre em casa e nunca sair sem a companhia do marido, deve cuidar da casa e servir o marido, que deve sustentá-la...
- Ué, por mim tá ótimo...eu páro HOJE de estudar pro concurso, coloco meu burro na sombra e fico só cuidando das suas coisas...tem algum botão aí pra pregar?
Ele continuava lendo e continuou:
- Ihh, mas eu não quero mais ter muitas mulheres não...aqui diz que eu tenho que sustentar TODAS igualmente! Aí eu vou à bancarrota!
Não aguentei, caí na gargalhada.
- Dou o maior apoio. Sustente só a mim e tá bom demais.
- Epa, achei a solução! Se não puder sustentar duas ou mais esposas igualmente, o mulçumano pode ter UMA esposa e tomar para si quantas ESCRAVAS ele quiser! Pra essas só precisa prover a alimentação!
- Aaaahhh, sei...perfeito, né? E o seu seguro de saúde cobre esse tipo de acidente que você está querendo sofrer?? - com a colher de pau na mão.
- Mas meu amor... eu só ia amar você, olha que beleza!
A cara mais cínica do mundo. Eu mereço. Minha mãe já dizia: olha aonde eu vim amarrar o meu burro.
Fazendo côro com o Hitler
terça-feira, julho 15, 2008
Tempo de Crescer
segunda-feira, junho 30, 2008
Fragmentos de Alcova
Recebi essa mensagem partida em fragmentos no dia 18 de março desse ano, escrita pelo homem mais incrível que eu conheço.Lista de Exigências
Um beijo, um cheiro
uma lambida,
uma mordida,
uma assoprada,
um olhar, um sorriso
e uma piscada de olho.
Um pensamento lascivo
uma oração, uma bênção.
Um dia, uma noite, uma hora.
Um copo d'água,
uma gota no seu corpo,
seu gosto em minha boca.
Meu corpo cansado...
Um olhar de quero mais,
um pedido velado,
um gosto explícito,
um lugar sem sol.
Uma cama grande,
uma tarde chuvosa,
roupas íntimas sem fechos,
sutians sem botões,
vestidos amassados no chão.
Seu olhar me chamando pro quarto.
Acho que com isso, eu passo o feriado em paz.
quarta-feira, junho 25, 2008
AHAHAHAHAHA...
Life is Short
Yeah the cookie crumbles but in who's hand?
All things said and all things done
Life is short
Oh I am young but have aged
Waited long to seize the day
All things said and plenty done...life is short
Ooooh could this be....
Ooooh could this be the day I've waited for?
Another door to peek in through
The floor is filthy
But the couch is clean
At the end of the day
That's another day gone
Life is short....Ooo life is short
Ooooh Could this be....
Ooooh Could the be the day I've waited for?
Waited long to seize the day
All things said and plently done
Oh I am young but I have a past
Travelled for to find the start
Yes I am scared and I've been burnt
But life is to short
Ooooh Could this be...
Ooooh Could this be the day I've waited for?
quinta-feira, junho 19, 2008
Tempo
Mas sabe quando a sua cabeça está invadida demais pelas coisas dos outros e dos problemas dos outros, a ponto de você não ter mais paz nem pra lembrar de comprar absorvente, quanto mais pra contar histórias e ser espirituosa?
Pois é.
Me dá um tempinho pra me livrar dos grilhões e me desintoxicar. Vou ali e volto já.
quinta-feira, junho 12, 2008
Update
You Raise Me Up
Josh Groban
When I am down and, oh my soul, so weary;
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.
There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.
Dia dos Namorados. Mimimimi.
Então eu acho que deveria haver uma gradação pra palavra saudade. Que nem pra palavra amor. Ama-se de tantos jeitos possíveis! Um amigo, um irmão, um filho, um companheiro, uma história, um animal, um sabor. Amamos tudo isso e de diversos jeitos diferentes. Daí eu só posso concluir que também sentimos saudade de muitos e muitos jeitos e que esses jeitos devem ser diferenciados, reconhecidos, justiçados.
Eu tenho saudade da menina que um dia fui. Tenho saudade de alguns amigos que se perderam no meu caminho, de algumas situações que já vivi, de gente que não vejo há muito tempo, de sentimentos que um dia tive. Mas isso é apenas saudade. Do tipo convencional, aquele apertozinho láááá no fundo quando pensamos em algumas coisas. Mas um apertozinho com o qual podemos conviver e do qual muitas vezes nem tomamos conhecimento.
Mas tem um outro tipo de saudade e esse sim merece justiça. Aliás, mereceria um outro nome até, para ser realmente diferenciado. É aquele tipo de sentimento que dói. Dói a ponto de se sentir dor física. A ponto de não se conseguir respirar às vezes, a ponto do mundo inteiro rodar e ficar escuro, a ponto de sentir frio, por fora e por dentro. É uma falta absurda. Que dilacera, que desorienta. Que deixa a gente infeliz.
Sabe, às vezes temos total consciência de algumas coisas. Racionalmente. E aí fazemos listas de prioridades e tentamos nos convencer de conveniências e necessidades. E tentamos, de verdade, todo dia, a todo momento, ignorar o grito surdo que brota de cada inspiração, de cada piscar de olhos, de cada gesto. Tentamos tocar a vida. Mas às vezes acordamos no meio da noite com a certeza de que aquilo é impossível e que não dá mais pra fazer de conta que não dói, simplesmente não conseguimos lidar com aquilo de um jeito "racional" e "razoável".
E nessas horas, por mais que não dê pra apagar a tristeza dos olhos, tentamos sorrir e fazer de conta que estamos bem. E quando nos perguntam o que temos, respondemos modestamente: "ah, é saudade", daquele jeito prosaico. E temos vontade de morrer em seguida, porque calamos mais uma vez o que tinha que ser dito.
sábado, junho 07, 2008
Verborragia
terça-feira, junho 03, 2008
Will I Ever Make It Home?
From the words that I heard I had no choice
They told me I had to turn around
My assurance slowly faded down
And I wonder
Will I ever make it home
Will I ever leave the ground
Leave this place so far behind
The plans that I had were quickly destroyed
The problem was one I couldn't avoid
They welcomed me to stay overnight
I'm too tired to complain so i just might
And I wonder
Will I ever make it home
To the place I recognize
Far from here and where I've been
And all the places that I've been shown
Will I ever make it home
Can they keep me here for good
Where I hardly know a soul
And my fear keeps going on
My weariness keeps growing inside
My patience is starting to subside
And I hope I'll be there soon
It can't be long or I'll fall through
Will I ever make it home
Will I ever leave the ground
Leave this place so far behind
Till there is no turning back
Will I ever make it home
Get to where I wanna be
Find the ones who wait for me
To the place where I belong
Will I ever make it home
Aviso aos navegantes
E não necessariamente um dia bom.
Mas agradeço a lembrança e os cumprimentos. Mesmo.
Abraços.
segunda-feira, junho 02, 2008
Contos da Carochinha Bêbada
(pausa pra risadas)
Bom, tirando a maluquice toda, o que sobra é o seguinte: ele me propôs um desafio. Eu aceitei. E de quebra ainda enfiei a Dehynha e o Eric no meio. E pretendo enfiar mais gente. O fato é que a brincadeira está lançada e promete ser divertidíssima. Criamos o CONTOS DA CAROCHINHA BÊBADA exclusivamente pra contar histórias tortas, mancas e caolhas. E, claro, pro mundo inteiro saber das pirações que acontecem em Liviolândia. Seja lá onde essa porra for.
sexta-feira, maio 30, 2008
Anywhere
Anywhere
Avantasia
Composição: Tobias Sammet
Gabriel:
I remember it was long ago
But when I think of her I fell it grow
Something begs me to come home again
Something I can hardly stand
But I'm to defy, I have to ignore her cry
I don't know what to do, I'm missing you so bad
Waiting for tomorrow, for a little ray of light
Waiting for tomorrow just to see your smile again
Take away my sorrow from a blistered heart of mine
Where are you now if you are there anywhere
Please forgive me for how I decide
But before I can come with rapid strides
Don't expect you'll have to understand
Jakob needs my helping hand
First I have to go one out of two ways
Which both are wrong and I'm to go
So afraid, so ashamed
So deranged - but I know...
Waiting for tomorrow, for a little ray of light
Waiting for tomorrow just to see your smile again
Take away my sorrow from a blistered heart of mine
Where are you now if you are there anywhere
Waiting for tomorrow, for a little ray of light...
I can't wait for you - Are you there - anywhere
quinta-feira, maio 29, 2008
Nó
segunda-feira, maio 26, 2008
O Mundo, o sábio e o leão.
sexta-feira, maio 23, 2008
Pavor
Acho que um pouco deve ter a ver com o meu medo recorrente e indelével de não ser boa o suficiente, em todos os sentidos.
Eu sempre me envolvo com pessoas acima da média, com inteligências notáveis, extremamente competentes e capazes. Porque não dá pra se apaixonar por alguém que não se admire, esse é o pressuposto mais básico e imprescindível. E este fator cria alguns efeitos colaterais muito irritantes, como hesitar em ser expontânea e pensar duas vezes antes de dizer algo por medo de parecer boba. Ou como o medo de que aquela pessoa se dê conta de que você tem grandes limitações, se canse e vá embora. Ou o pânico de não conseguir alcançar o ritmo, de ficar pra trás, de falhar.
Por outro lado, eu fiz um curso superior que me trouxe muito sofrimento e do qual gostei muito poucas vezes. Assim, sempre tive consciência de que as minhas deficiências nesse campo eram grandes. Aí tentei rechaçar essa formação e começar de novo, mas percebi que as malhas jurídicas que me envolviam eram mais fortes do que eu tinha pensado e davam mostras de que não me deixariam em paz nunca, ou pelo menos não tão facilmente, não sem lutar. E foi então que em vez de lutar com essa coisa viscosa, eu resolvi abraçá-la, pra ver se eu me sentia melhor comigo mesma. Deu certo durante um tempinho bem curto, porque mediocridade me apavora, me sufoca, e o simples vislumbre dela me deixa desesperada. E é assim que eu tenho me sentido de uns tempos pra cá. Medíocre. Insuficiente.
As pessoas me dizem que eu preciso de tempo, que preciso caminhar e conseguir as coisas gradativamente. MAS EU NÃO SEI FAZER ISSO! Aí me rasgo procurando uma saída em vão, fico que nem naquelas noites em que a gente levanta da cama no escuro e fica tateando no quarto fechado, desorientada, procurando o interruptor de luz sem achar nada. E dá uma vontade doida de gritar pra alguém parar o mundo que a gente quer descer. E parece passar uma eternidade até que a gente consiga acender a luz.
Ultimamente o que mais tem me angustiado e me ferido é a necessidade de encontrar um rumo, um jeito de construir alguma coisa palpável. Eu preciso estudar, desesperadamente. Mas não sei direito o que, nem como. E quando me ponho a pensar ou discutir com alguém sobre isso, me vem de novo o pavor de não dar conta, de não ser boa o suficiente, de fracassar e ter que me conformar em ser uma "zinha" qualquer.
Ai, caceta, nessas horas nem respirar no saco adianta.