segunda-feira, novembro 24, 2008
Um blog de utilidade pública
quarta-feira, novembro 19, 2008
Abri u olhu amigaaaaa!
assunto leia com atenção
enviado por erde.ibone.ch
Olá, Desculpe-me pela minha fraqueza! Sinto muito em não poder te falar pessoalmente, fico até meia constrangida em te falar por e-mail, mais me sinto na obrigação de te avisar, abra os olhos, estão traindo você. Eu sei que é difícil de acreditar mais como as imagens valem mais do que as palavras, estou te enviando essas fotos para que você veja com seus próprios olhos. Se cuida... um grande abraço. --> De um amiga que te quer bem!.Ver Aqui as fotos !!!
data 19 de novembro de 2008 14:21 (53 minutos atrás)
Olá, Desculpe-me pela minha fraqueza! Sinto muito em não poder te falar pessoalmente, fico até meia constrangida em te falar por e-mail, mais me sinto na obrigação de te avisar, abra os olhos, estão traindo você. Eu sei que é difícil de acreditar mais como as imagens valem mais do que as palavras, estou te enviando essas fotos para que você veja com seus próprios olhos. Se cuida... um grande abraço. --> De um amiga que te quer bem!.Ver Aqui as fotos !!!
terça-feira, novembro 18, 2008
quarta-feira, novembro 05, 2008
Noites com Sol.

Há alguns anos – quantos mesmo, hein? Parece outra vida, nossa! – eu me vi chorando com uma sensação parecida com a de agora. Uma coisa meio irracional que faz subir um travo na garganta e não permite maiores questionamentos. Não é pra analisar, é só pra sentir. Há alguns anos, eu me lembro de uma noite em que eu vi acontecer algo que parecia sem precedentes, que parecia uma transformação, que deixou não só a mim, mas a muita gente, esperançosa. Eu me lembro da noite. Muita gente chorava e festejava ao mesmo tempo, até aqueles que eu conhecia bem e sabia serem os mais céticos do mundo. Até esses se permitiram vibrar de esperança, porque há alguns anos, naquela noite, o Lula foi eleito no Brasil pela primeira vez, depois de anos, depois do Collor, depois que tanta coisa tinha acontecido.
Ok, no final nem foi tão transformadora assim, mas naquele dia parecia algo tão especial, uma conquista tão grande. Eu olhava em volta e via todo mundo cantando, rindo e chorando. As pessoas se abraçavam e não precisavam dizer nada – era um sentimento partilhado, o outro entendia muito bem. Aquela coisa esquisita no peito, uma vontade de pular e de cair no chão, de rir e de chorar ainda mais...e eu chorei bastante naquela noite. Não me envergonho de dizer, embora hoje o ceticismo esteja de volta à maioria dos lábios, olhos e corações. Naquele dia eu senti muita esperança e foi bom. Talvez por isso eu me lembre daquilo com tanta nitidez.
Hoje de manhã eu acordei, liguei a televisão e desatei a chorar de novo. Embora eu viesse torcendo por isso há dias, eu realmente não acreditava totalmente que algo tão incrível pudesse acontecer. Cara, Barack Obama é o presidente dos Estados Unidos. DOS ESTADOS UNIDOS!!!! Um país onde mora uma gente – assim eu sempre pensei – arraigada e preconceituosa sem remédio, capaz de atos de ódio incríveis em nome da moral e da respeitabilidade, capaz de apoiar guerras e matar seus jovens por orgulho, presunção e ignorância, capaz de segregar quem é diferente sem dó nem piedade e com requintes de crueldade. Você aí talvez me diga que nem só disso é feito os Estados Unidos, e depois de hoje eu tenho até que concordar. Mas grande parte é sim, e cada vez que entrevistavam alguma daquelas carolas do sul sobre a eleição presidencial e ela discursava sobre Obama não ser um homem de Deus e sobre como a união homossexual é errada e suja, eu sentia um arrepio na espinha. “Meu Deus, não permita que tipos como esse decidam o que será da nação mais poderosa do mundo nos próximos anos”, eu orava em silêncio.
E hoje de manhã, quando ouvi o Renato Machado dizer que o Obama ERA o presidente dos Estados Unidos, eu senti até as pernas fracas. Tinha, afinal, sido uma noite com sol em solo norte americano. Um homem negro!!! O PRIMEIRO HOMEM NEGRO!! Agora, só de escrever isso eu já comecei a chorar de novo. Puxa, isso parece bom demais pra acreditar. Ô, meu Deus, parece que estamos mesmo fadados a evoluir, mesmo quando permanecemos renitentes. Eu me sinto tão feliz em pensar nisso. O país não é meu, o presidente não é meu, mas a emoção por ver que até os casos mais difíceis do mundo são passíveis de melhora, que as idéias (melhores) podem ter tanta força e provocar tantas mudanças, é universal, é inestimável. E agora minha prece muda é que o Obama possa ser o melhor. Pra mostrar pra todos aqueles que votaram no McCain, que a capacidade de um negro é tão grande quanto a de um “branco”. E muitas vezes, até maior.
sexta-feira, outubro 31, 2008
Calor
Bom, aqui em Brasília isso geralmente não acontece. Ou não acontecia. O calor que faz aqui é uma coisa árida, muito parecida com deserto, que você sente que vai morrer afogado no seco. Tem horas que eu chego a sentir a areia escaldante sob os meus pés e o sol torrando a minha cabeça mal escondida por aqueles panos dos beduínos (...gente, a coisa hoje tá séria!) Enfim. Nos últimos dias temos enfrentado aqui temperatura de Rio-de-Janeiro-em-pleno-verão somada à umidade variando em torno de 13%. Ou seja: ta todo mundo desesperado. Só daria pra piorar se estivéssemos MESMO cercados por cariocas (embora aqui tenha mais dessa raça do que eu gostaria).
Mas mesmo tendo começado falando dessas alterações loucas do clima e do aperto que temos passado por isso, não pretendo agora falar do degelo das calotas, do Happy Feet, nem de nada politicamente correto assim. Quero mais é contar duas passagens ensejadas pela altíssima temperatura dos últimos dias.
cena 01
Domingo à tarde, um casal morto de calor e sem coragem pra fazer nada naquele sol de rachar, está deitado imóvel na frente do ventilador, rezando pra cair uma chuvinha e jogando conversa fora pra matar o tempo.
- Sabe, Morena...quando eu morrer eu quero ir pro inferno...
- É? E posso saber por que?
- Ah, é que lá está cheio de diabinhas de biquini com o fio dental enfiado na bunda...
- Humm, sei...mas não acho que seja uma boa idéia, sabe?
- E por que?
- Pensa bem: o inferno é quente, né?
- Aqui também é.
- Tá, mas lá é quente MESMO. E nem tem um ventinho pra aliviar, sabe? É quente E abafado.
- Que nem Belém?
- Muito pior. Lá nem chove, nem nada.
- Eita...
- Pois é. Aí, imagina só...a mulherada semi-nua em volta de você e você suaaaaando, a pulsação aumentando, todo pregando de suor, nojeeeento...
- Creeedo!
- Ta vendo, amor? Melhor ir pro céu...
- No céu tem ar condicionado?
- Não sei, mas deve ser bem fresquinho lá no meio das nuvenzinhas, né?
- Mas o céu é sem graça, vai estar todo mundo vestido!
- Ué, e o seu charme avassalador, fica onde? E a sua capacidade de convencimento, fica como?
- Ah, dá muito trabalho...
- Ih, você não gosta de desafios, não, é?
- To com muita preguiça pra isso...quer saber? Capaz de no purgatório eu achar gatinhas de biquini E bater um ventinho! Pronto, ta resolvido!
- ¬¬...
cena 02
Meio de semana, depois do almoço. A rua movimentadíssima e o calor absurdamente sem noção. Um casal está dentro do carro, no meio do trânsito. Ele de terno e gravata, suando e reclamando do calor, apesar do ar condicionado ligado, de repente se lembra de que tem que parar no banco pra tirar dinheiro. Encosta o carro na porta do Banco do Brasil e sai, deixando-a esperando no carro, com o motor e o ar condicionado ligados. Alguns minutos depois ele volta e coloca o carro em movimento.
- Sabe, querido? Eu cheguei à conclusão de que você é uma pessoa boa...
- É? E como você chegou a essa conclusão?
- Eu tava aqui distraída e percebi que você deixou o carro ligado quando saiu...
- Hum-hum...
- Aí eu pensei: será que é por que ele ia voltar rápido? Não, mesmo pruma parada rápida não seria razoável deixar o carro ligado...
- Hã-hã...
- Aí eu me dei conta de que o ar condicionado é que tinha ficado ligado...então percebi que você pensou "a Morena vai ficar com calor se eu deixá-la fechada aqui me esperando sem o ar"...
- Correção: eu pensei "a Morena vai derreter e vai estar mortinha da silva quando eu voltar se deixar ela esperando aqui no carro sem o ar".
- Então...aí eu pensei: "puxa, esse homem realmente me ama, se preocupa tanto comigo!"...
- Iiisso...muito bom, reconhecimento!
- Mas aí eu fui além!
- É?
- É! Eu me dei conta que, conhecendo você, se eu colocasse qualquer outra pessoa no meu lugar, seu impulso seria o mesmo: o de deixar o ar condicionado ligado pra que alguém te esperando no carro não morresse de calor. Então concluí que você é uma pessoa boa!
- ... Pô, eu gostei mais da conclusão que era porque eu te amava muito!
- Fabríciô...alô-ou...eu concluí que você me ama muito E é uma pessoa boa! É muito melhor, oras!
- Hum...sei não...mas ok, eu sou uma pessoa boa...
Ficam em silêncio durante dois minutos e ele começa a rir.
- Que foi?
- Na verdade...
- ...você deixou o ar condicionado ligado pro carro continuar geladinho pra quando você voltasse, né?
- É! Mas eu só pensei isso agora! - gargalhando.
- Acha que eu não pensei nisso, meu filho?
- Pensou, é?
- Claro! Mas eu prefiro achar que você me ama muito...
- E amo.
- E que é uma pessoa boa...
- Bom...
- Porque do contrário eu vou esconder os controles do Wii durante uma semana!!!!
- Ô, Morena...imagina...é CLARO que eu pensei no seu bem estar, meu amor! Aliás, eu penso no bem estar do mundo inteiro!...
(ele aproveita que parou no sinal vermelho e olha pra ela com o maior cinismo)
- Colou?
quinta-feira, outubro 16, 2008
Menos do que eu pensei, na verdade
You Act Like You Are 29 Years Old |
You are a twenty-something at heart. You feel like an adult, and you're optimistic about life. You feel excited about what's to come... love, work, and new experiences. You're still figuring out your place in the world and how you want your life to shape up. The world is full of possibilities, and you can't wait to explore many of them. |
Mas eu JURAVA que ia dar uns cinquenta!!!
quarta-feira, outubro 15, 2008
Rapidinhas
SUTILEZA MINEIRA
O cumpadi, há muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia dearguma coisa...Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós…falaram sobre o tempo…
- Será qui chove?
- Pois é…
Ficô um grande silêncio. Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:
- Cumadi….qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?
- Ah, cumpadi…cê mi pegô sem pó…
E como se não bastasse, arrematou:
CUNVERSA DE MINEIRIM
- Cumpadi, muié é bicho estranho, num é mêsss??? Num gosta di pescá….Num gosta di futebor… Num sabi contá piada… Num toma umas pinguinha…
- Óia, cumpadi…si num tivesse xoxota, eu nem cumprimentava.
Agora me diz: ELA TA PEDINDO, NÃO TA NÃO???????
quinta-feira, outubro 02, 2008
Superfície Líquida
Aí, como não podia deixar de ser, ontem eu tive um insight desses. Meu amigo RODRIGO NOVAES DE ALMEIDA, um dos brilhantes escritores da nova geração e integrante do Livinrooom (não, o site não morreu, só está de recesso!!!) me mandou um email anunciando a estréia do novo blog dele, o SUPERFÍCIE LÍQUIDA. Eu adorei o nome sem ver nada. Mas antes que eu pudesse me controlar, a mente literária ensandecida pôs-se a divagar. O que me lembra essa expressão, hein?
Superfície Líquida. Um copo de cerveja tombado sobre uma mesa de botequim, a pequena e rasa poça do líquido amarelado de cheiro pungente e enjoativo refletindo as luzes do poste e do par de faróis mais próximo, durante apenas cinco segundos antes de ser engolida pelo guardanapo retirado às pressas e lançado atabalhoadamente sobre o líquido que se espalhava. Superfície Líquida. A água de uma torneira aberta há tanto tempo que se derrama pia abaixo e vai avançando lentamente pelo piso branco do banheiro, alcançando o corpo atingido por algum mal súbito que jaz inerte ali ao lado, sem que ninguém saiba o que aconteceu até que a água ultrapasse a porta de entrada e comece a ser vista pelo corredor. Superfície Líquida. A água do Lago Sul refletindo o ceu absurdamente azul que se estende sobre o planalto central, turvada pelos barcos e lanchas que aceleram e rugem sob o sol de calor absurdo, esturricando até mesmo os jardins pujantes e verdes das imensas casas luxuosas que margeiam placidamente a movimentação do fim de semana. Superficie Líquida. A criança que acorda gritando no meio da noite, suando frio de medo e terror causados pela fera escura e sombria que a persegue no pesadelo, transtornando-a a ponto de perder o controle e se ver em meio a uma grande poça amarela que inunda lençol e colchão, denunciando-lhe a fraqueza e deixando uma marca indelével de vergonha e aviltamento. Superfície Líquida. É o que sente a mão trêmula que apalpa a testa suja de sangue depois do acidente que fez o carro sair da estrada e capotar duas vezes, minutos antes de perder a consciência, ser socorrido e morrer na ambulância a caminho do hospital.
Superfície Líquida. Eu podia continuar indefinidamente, a tarde toda, principalmente se eu soubesse que você, amado leitor, teria paciência de chegar até o fim do post gigante. Ontem, brincando, eu falei pro Rodrigo da história da cerveja e ele me disse que eu o deixei traumatizado, porque conspurquei algo que era uma metáfora pra vida.
Ah, escritores! Bando de malucos. Mas eu sou feliz, ta? Mais louco é quem me diz.
quarta-feira, setembro 17, 2008
Esquentando a barriga no fogão
Desde que essa etapa nova da minha vida começou, eu tenho cozinhado sempre e tem sido extremamente gratificante. O digníssimo consorte e eu temos gostos muito parecidos (não apenas no que se refere a comida) e isso torna divertida até a atividade normalmente enfadonha de fazer supermercado (não, não é paixão besta, é verdade).
Mas tudo tem seus poréns, né? Ainda mais quando o Fabrício mete o dedo torto dele no meio.
Nesse fim de semana fomos visitar minha família em Uberlândia. Pais, irmãos, tios e tias, primos, avô, avó, bebês, cachorro, papagaio, uma zona, uma beleza. No domingo, churrascão no almoço. Minha mãe cobriu o sacripantas de mimos, fez a saladinha de batatas que ele gosta, comprou pãozinho especial pra ele, fez pudim de leite condensado, se preocupou que ele tava bebendo no copo de plástico e não de vidro como devia e blá blá blá. Acha que isso ela intuiu sozinha??? Se não fosse por MIM que reparo nos mínimos detalhes do que diz respeito a ele e dei TODAS AS COORDENADAS, ela teria feito farofa de abobrinha pro almoço com pavê de banana de sobremesa!! (detalhe: ele odeia ambas as coisas)
Mas adivinha se ele reconhece a minha dedicação irrestrita?? Claro que não! Depois de passar dois meses comendo da minha comida em casa, lambendo os beiços, elogiando, fazendo pedidos especiais pra "chef", quando finalmente minha tia se virou pra mim e perguntou: "E então, querida, tá cozinhando em casa?" e eu, ingenuamente disse que ele poderia responder melhor do que eu, o miserável solta essa: "Nossa, Dona Fafa, ela esquenta uma lasanha da Sadia no microondas como ninguém! E a pipoca, então? Ô, beleza!"
***Pausa pra dar um piti só de lembrar da cena. Eu maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaato!!!!***
Depois, quando eu jurei pra ele que a partir de agora ele ia passar a bolacha cream cracker e água, ainda fez a maior cara de inocente do mundo e disse: "Ué, o que eu fiz?"
EU POSSO COM ISSO??????????
Está de castigo. Nem miojo eu faço mais pra ele, palavra de honra. E sorte dele que não tenho mais firmeza pra fazer greves de outras naturezas. Humpf.
sexta-feira, setembro 05, 2008
Bronqueie, se puder
Ontem, o safadinho entrou em casa esbaforido depois do trabalho. Tirou a camisa, me deu um beijo, lavou as mãos e foi passear na cozinha, daquele jeitinho que diz "to morto de fome".
- Ta com fome?
- Eu to, Morena! Morto!
- Ok, eu arrumo algo pra você comer. Mas quero dizer uma coisa muito séria pro senhor antes.
Coloquei a mão na cintura, muito severa. Ele fez aqueeeela carinha de inocente.
- Que foi, Morena?
Como se não bastasse a cara de filhote de cachorro, a voz cheia de dengo.
- Quero dizer que o senhor colocou a máquina de pão no chão...
(ele veio andando no meu rumo com aqueeeela cara)
- ...com a tampa suja de massa e ali, meu amor, ela não vai se limpar sozinha...
(e ele vindo)
- ...e se eu não pegasse e limpasse ela ia ficar lá, né?
- Ô, Morena, perdão...eu to tão arrependido... (digno de Oscar, só faltou bater os dedinhos um no outro) ...imagine se eu ia querer aborrecer a minha morena...eu só quis liberar espaço na pia, meu amor, a máquina estava atrapalhando você e...
Eu caí na gargalhada. Ele deu um sorrisinho safado antes de me estalar um beijo.
- Confessa, isso é estratégia, não é?
E com a cara mais lambida do mundo:
- A gente faz o que pode, né??
terça-feira, setembro 02, 2008
domingo, agosto 31, 2008
Romantismo
segunda-feira, agosto 25, 2008
Rapidinha
Calma, não é pra tanto. Respira no saco, vai. Um, dois. Pronto... Então, casei. Embora haja uns efeitos suspensivos e condições inerentes ao contrato intensamente discutido- piada interna mode on - e eu suspeite que a minha vida nunca vai ser muito convencional e certinha, ainda mais tendo em vista a minha cara metade politicamente incorreta até o último fio de cabelo.
Outro dia, estava eu colocando em prática meus dotes culinários, enquanto meu consorte planejava uma aula de Direito Islâmico. De repente, ele começou:
- Caaaaralho, vou virar mulçumano!
- HEIN?
- O mulçumano pode ter quantas mulheres ele quiser!! Ora, Mohammed, o profeta, podia ter quantas esposas ele quisesse e aguentasse! Se Mohammed pode, eu também posso!
- Ah, sei...
- E olha que legal... - ele ia lendo os trechos - a mulher deve ser obediente, deve andar coberta, deve ficar sempre em casa e nunca sair sem a companhia do marido, deve cuidar da casa e servir o marido, que deve sustentá-la...
- Ué, por mim tá ótimo...eu páro HOJE de estudar pro concurso, coloco meu burro na sombra e fico só cuidando das suas coisas...tem algum botão aí pra pregar?
Ele continuava lendo e continuou:
- Ihh, mas eu não quero mais ter muitas mulheres não...aqui diz que eu tenho que sustentar TODAS igualmente! Aí eu vou à bancarrota!
Não aguentei, caí na gargalhada.
- Dou o maior apoio. Sustente só a mim e tá bom demais.
- Epa, achei a solução! Se não puder sustentar duas ou mais esposas igualmente, o mulçumano pode ter UMA esposa e tomar para si quantas ESCRAVAS ele quiser! Pra essas só precisa prover a alimentação!
- Aaaahhh, sei...perfeito, né? E o seu seguro de saúde cobre esse tipo de acidente que você está querendo sofrer?? - com a colher de pau na mão.
- Mas meu amor... eu só ia amar você, olha que beleza!
A cara mais cínica do mundo. Eu mereço. Minha mãe já dizia: olha aonde eu vim amarrar o meu burro.
Fazendo côro com o Hitler
terça-feira, julho 15, 2008
Tempo de Crescer
segunda-feira, junho 30, 2008
Fragmentos de Alcova
Recebi essa mensagem partida em fragmentos no dia 18 de março desse ano, escrita pelo homem mais incrível que eu conheço.Lista de Exigências
Um beijo, um cheiro
uma lambida,
uma mordida,
uma assoprada,
um olhar, um sorriso
e uma piscada de olho.
Um pensamento lascivo
uma oração, uma bênção.
Um dia, uma noite, uma hora.
Um copo d'água,
uma gota no seu corpo,
seu gosto em minha boca.
Meu corpo cansado...
Um olhar de quero mais,
um pedido velado,
um gosto explícito,
um lugar sem sol.
Uma cama grande,
uma tarde chuvosa,
roupas íntimas sem fechos,
sutians sem botões,
vestidos amassados no chão.
Seu olhar me chamando pro quarto.
Acho que com isso, eu passo o feriado em paz.
quarta-feira, junho 25, 2008
AHAHAHAHAHA...
Life is Short
Yeah the cookie crumbles but in who's hand?
All things said and all things done
Life is short
Oh I am young but have aged
Waited long to seize the day
All things said and plenty done...life is short
Ooooh could this be....
Ooooh could this be the day I've waited for?
Another door to peek in through
The floor is filthy
But the couch is clean
At the end of the day
That's another day gone
Life is short....Ooo life is short
Ooooh Could this be....
Ooooh Could the be the day I've waited for?
Waited long to seize the day
All things said and plently done
Oh I am young but I have a past
Travelled for to find the start
Yes I am scared and I've been burnt
But life is to short
Ooooh Could this be...
Ooooh Could this be the day I've waited for?
quinta-feira, junho 19, 2008
Tempo
Mas sabe quando a sua cabeça está invadida demais pelas coisas dos outros e dos problemas dos outros, a ponto de você não ter mais paz nem pra lembrar de comprar absorvente, quanto mais pra contar histórias e ser espirituosa?
Pois é.
Me dá um tempinho pra me livrar dos grilhões e me desintoxicar. Vou ali e volto já.
quinta-feira, junho 12, 2008
Update
You Raise Me Up
Josh Groban
When I am down and, oh my soul, so weary;
When troubles come and my heart burdened be;
Then, I am still and wait here in the silence,
Until you come and sit awhile with me.
You raise me up, so I can stand on mountains;
You raise me up, to walk on stormy seas;
I am strong, when I am on your shoulders;
You raise me up: To more than I can be.
There is no life - no life without its hunger;
Each restless heart beats so imperfectly;
But when you come and I am filled with wonder,
Sometimes, I think I glimpse eternity.
Dia dos Namorados. Mimimimi.
Então eu acho que deveria haver uma gradação pra palavra saudade. Que nem pra palavra amor. Ama-se de tantos jeitos possíveis! Um amigo, um irmão, um filho, um companheiro, uma história, um animal, um sabor. Amamos tudo isso e de diversos jeitos diferentes. Daí eu só posso concluir que também sentimos saudade de muitos e muitos jeitos e que esses jeitos devem ser diferenciados, reconhecidos, justiçados.
Eu tenho saudade da menina que um dia fui. Tenho saudade de alguns amigos que se perderam no meu caminho, de algumas situações que já vivi, de gente que não vejo há muito tempo, de sentimentos que um dia tive. Mas isso é apenas saudade. Do tipo convencional, aquele apertozinho láááá no fundo quando pensamos em algumas coisas. Mas um apertozinho com o qual podemos conviver e do qual muitas vezes nem tomamos conhecimento.
Mas tem um outro tipo de saudade e esse sim merece justiça. Aliás, mereceria um outro nome até, para ser realmente diferenciado. É aquele tipo de sentimento que dói. Dói a ponto de se sentir dor física. A ponto de não se conseguir respirar às vezes, a ponto do mundo inteiro rodar e ficar escuro, a ponto de sentir frio, por fora e por dentro. É uma falta absurda. Que dilacera, que desorienta. Que deixa a gente infeliz.
Sabe, às vezes temos total consciência de algumas coisas. Racionalmente. E aí fazemos listas de prioridades e tentamos nos convencer de conveniências e necessidades. E tentamos, de verdade, todo dia, a todo momento, ignorar o grito surdo que brota de cada inspiração, de cada piscar de olhos, de cada gesto. Tentamos tocar a vida. Mas às vezes acordamos no meio da noite com a certeza de que aquilo é impossível e que não dá mais pra fazer de conta que não dói, simplesmente não conseguimos lidar com aquilo de um jeito "racional" e "razoável".
E nessas horas, por mais que não dê pra apagar a tristeza dos olhos, tentamos sorrir e fazer de conta que estamos bem. E quando nos perguntam o que temos, respondemos modestamente: "ah, é saudade", daquele jeito prosaico. E temos vontade de morrer em seguida, porque calamos mais uma vez o que tinha que ser dito.