Fabrício: Morena, tirei minha licença de pescador amador e vou pescar de barco!!
Livia: Ah, é? E quem vai com você?
Fabrício: O Filisbino*, um "personal pesqueitor" que eu descobri na internet.
Livia: E mais ninguém? Nem um amigo? Só você e Deus?
Fabrício: e o Filisbino!
Livia: Ah, não gosto dessa história, não, vai que esse tal de Filisbino é um pervertido molestador de turistas incautos?
Fabrício: Mas Morena, eu não sou gatinho...
Livia: Não quero saber, Fabrício, você tem uma bundinha gostosa, ó, ele vai querer te pegar!
Fabrício: MORENA LARGA A MINHA BUNDA!!!
*nome fictício pra proteger a identidade dos envolvidos.
segunda-feira, março 05, 2012
sábado, outubro 08, 2011
Rapidíssima
Fabrício diz: Ei, eu não te autorizei a me zoar desse jeito, não!!
Lívia replica: Ah, autorizou sim! Cê não lembra? Quando o juiz de paz perguntou: "você autoriza essa mulher a tirar sarro da sua cara na saúde e na doença??", você respondeu: SIIIIIMMMM!
Lívia replica: Ah, autorizou sim! Cê não lembra? Quando o juiz de paz perguntou: "você autoriza essa mulher a tirar sarro da sua cara na saúde e na doença??", você respondeu: SIIIIIMMMM!
quarta-feira, junho 15, 2011
O Barbeiro e o Marido de Aluguel
Acabei de ouvir uma que justifica encerrar o prolongado jejum de posts por aqui.
Por vários fatores combinados (visita da cunhada chocólatra, marido chateadinho por causa de assuntos sérios essa semana e dieta que me impõe o jugo das porções exíguas), convidei uns amigos para virem aqui em casa comer um bolo mousse de chocolate. Preparei o bolo sob os olhares atentos da platéia, assei, servi, recebi os elogios e, quando estávamos no "papo do depois"...
Adisson: Poxa, meu cabelo tá ficando muito branco...acho que vou ter que passar Grecin 2000.
Lívia: Pois eu tenho tentado convencer o Fabrício a passar Grecin, mas ele fica repetindo que um homem precisa manter a sua dignidade...
Fabrício: Claro, ora, e não tem?
Lívia: Bom, eu pessoalmente acho que essa tal de "dignidade do homem" é superestimada!
Adisson: Olha, eu não vou virar o Papai Noel. Quando o cabelo começar a ficar todo branco, eu pinto e pronto!
Lívia: Melhor se você começasse a passar logo, ora, ninguém ia nem perceber. E daqui uns anos ia todo mundo começar a comentar "nossa, como a genética do Adisson é boa, já viu? 50 anos e nenhum cabelo branco ainda!"
Fabrício: Nossa, meu cabelo tá muito branco...
Maria Alice: Ué, Fabrício? Cadê cabelo branco, que eu não to vendo?
Fabrício: Ih, tá cheio, aqui, ó! É que a Morena corta o meu cabelo bem curtinho e aí o cabelo branco aparece menos...
Adisson: É a Lívia que corta seu cabelo?
Fabrício: É.
Adisson: Tá vendo, Maria Alice? Eu fico dizendo: Maria Alice, corte meu cabelo, corte meu cabelo, corte meu cabelo!...mas ela nunca corta.
Maria Alice: Eu, hein? Do jeito que você é fresco pra cortar o cabelo?
Adisson: Fresco, não! Eu só preciso de cuidado!
Maria Alice: Ele demorou um tempão pra encontrar alguém em Brasília pra cortar o cabelo dele...
Adisson: Aí eu conheci o Paulo...
Maria Alice: Noooossa! O Paulo demora meeeia hora pra cortar o cabelo dele...e ele alisa a costeleta e tira um pouquinho...aí ele puxa no alto e retoca mais um centímetro...
Adisson: E fica perfeito! Aí ele meleca tudo com cera de carnaúba-andiroba-mel-de-abelha-e-o-escambau e pronto! O cara é bom!
Fabrício: Agora que o STF autorizou, cê tá no céu, né?
Adisson: Que isso, rapaz, o Paulo é macho! E mudou a minha vida! Aliás, duas coisas que eu descobri recentemente mudaram a minha vida: o Paulo e o MARIDO DE ALUGUEL que eu contratei outro dia!
Lívia: HEIN?
Adisson: O cara era super simpático e cuidou da casa todinha enquanto eu só fiquei lá sentado, no twitter!
(preciso dizer que nesse momento as gargalhadas eram gerais e ninguém achava forças pra interromper?)
Fabrício: Tá vendo, Morena? Isso é que é homem bem resolvido do século XXI! Um homem pra cuidar da casa e outro pra cuidar do cabelo...
Lívia: Tá querendo imitar?
Fabrício: Mulher, tome tento, hein?! Tá querendo ser demitida por justa causa???
sexta-feira, abril 08, 2011
Foda frustrada de sexta à noite
Sexta feira à noite. O fim de uma semana interminável e totalmente exaustiva, certo? Aquele momento a partir do qual as pessoas sentem que têm que aproveitar cada minuto do almejado fim de semana como se fossem náufragos sôfregos chegando na nascente de água doce. Cada pequeno momento conta, ao relógio está girando alucinadamente, é agora ou nunca, coooooorra! Beba todas, dance tudo, fume algum, pegue alguém - qualquer um - porque antes que você se dê conta, o Zeca Camargo está dizendo "boa noite" pra Patrícia Poeta e já era, chegou a segunda feira de novo.
Se bem que nessa ânsia, podem acontecer uns incidentes de percurso...
Agora há pouco o meu telefone tocou. Era um número de celular totalmente estranho. Atendi e do outro lado, uma voz masculina digna de "Tele-Amizade" ou radialista que apresenta aqueles programas "Mariposa Apaixonada de Guadalupe", lascou um:
- Ooooooooi, Laís...
Eu levei um segundo pra entender o que estava acontecendo.
- Hein?
Ele repetiu, com a entonação ligeiramente diferente:
- Oooooooooi...Laís?

Eu visualizei tudo. O sujeito pilhado, sentindo os preciosos minutos da sexta feira à noite passarem, catando aquele infame caderninho cheio de números e nomes perdidos num borrão de lembranças mal guardadas, começa na letra A e vai ligando. A Ana já tem programa, a Bia se casou, a Camila virou lésbica, a Denise virou evangélica, a Elisa morreu, a Fabíola tá grávida de gêmeos, a Grazzi mudou pro exterior, a Helena tem que acordar cedo pro grupo de estudos no sábado, a Isadora o odeia porque a chamou de Juliana na última vez em que saíram, a Juliana está namorando um PM, a Kátia só sai do trabalho às 4:00 da matina e a Laís...
- NÃO-VOCÊ-LIGOU-PRO-NÚMERO-ERRADO! - ríspida, eu metralhei.
Quase não deu pra ouvir as desculpas que ele balbuciou apressado antes de desligar. Bem, a Laís te deu o número errado, meu filho. Boa sorte com a próxima letra.
quinta-feira, março 31, 2011
Abrindo uma exceção
Nunca publiquei neste blog um texto que não fosse meu. Mas esse eu recebi por email agora da Mell e vale a pena ser lido e guardado.
Vocabulário feminino
Leila Ferreira
Se eu tivesse que escolher uma palavra - apenas uma - para ser item obrigatório no vocabulário da mulher de hoje, essa palavra seria um verbo de quatro sílabas: DESCOMPLICAR. Depois de infinitas (e imensas) conquistas, acho que está passando da hora de aprendermos a viver com mais leveza: exigir menos dos outros e de nós próprias, cobrar menos, reclamar menos, carregar menos culpa, olhar menos para o espelho. Descomplicar talvez seja o atalho mais seguro para chegarmos à tão falada qualidade de vida que queremos - e merecemos - ter.
Mas há outras palavras que não podem faltar no kit existencial da mulher moderna. AMIZADE, por exemplo. Acostumadas a concentrar nossos sentimentos (e nossa energia...) nas relações amorosas, acabamos eixando as amigas em segundo plano. E nada, mas nada mesmo, faz tão bem para uma mulher quanto a convivência com as amigas. Ir ao cinema com elas (que gostam dos mesmos filmes que a gente), sair sem ter hora para voltar, compartilhar uma caipivodca de morango e repetir as histórias que já nos contamos mil vezes - isso, sim, faz bem para a pele. Para a alma, então, nem se fala. Ao menos uma vez por mês, deixe o marido ou o namorado em casa, prometa-se que não vai ligar para ele nem uma vez (desligue o celular, se for preciso) e desfrute os prazeres que só uma boa amizade consegue proporcionar.
E, já que falamos em desligar o celular, incorpore ao seu vocabulário duas palavras que têm estado ausentes do cotidiano feminino: PAUSA e SILÊNCIO. Aprenda a parar, nem que seja por cinco minutos, três vezes por semana, duas vezes por mês, ou uma vez por dia - não importa - e a ficar em silêncio. Essas pausas silenciosas nos permitem refletir, contar até 100 antes de uma decisão importante, entender melhor os próprios sentimentos, reencontrar a serenidade e o equilíbrio quando é preciso.
Também abra espaço, no vocabulário e no cotidiano, para o verbo RIR. Não há creme anti-idade nem botox que salve a expressão de uma mulher mal-humorada. Azedume e amargura são palavras que devem ser banidas do nosso dia a dia. Se for preciso, pegue uma comédia na locadora, preste atenção na conversa de duas crianças, marque um encontro com aquela amiga engraçada - faça qualquer coisa, mas ria. O riso nos salva de nós mesmas, cura nossas angústias e nos reconcilia com a vida.
Quanto à palavra dieta, cuidado: mulheres que falam em regime o tempo todo costumam ser péssimas companhias. Deixe para discutir carboidratos e afins no banheiro feminino ou no consultório do endocrinologista. Nas mesas de restaurantes, nem pensar. Se for para ficar contando calorias, descrevendo a própria culpa e olhando para a sobremesa do companheiro de mesa com reprovação e inveja, melhor ficar em casa e desfrutar sua salada de alface e seu chá verde sozinha.
Uma sugestão? Tente trocar a obsessão pela dieta por outra palavra que, essa sim, deveria guiar nossos atos 24 horas por dia: GENTILEZA. Ter classe não é usar roupas de grife: é ser delicada. Saber se comportar é infinitamente mais importante do que saber se vestir. Resgate aquele velho exercício que anda esquecido: aprenda a se colocar no lugar do outro, e trate-o como você gostaria de ser tratada, seja no trânsito, na fila do banco, na empresa onde trabalha, em casa, no supermercado, na academia.
E, para encerrar, não deixe de conjugar dois verbos que deveriam ser indissociáveis da vida: SONHAR e RECOMEÇAR. Sonhe com aquela viagem ao exterior, aquele fim de semana na praia, o curso que você ainda vai fazer, a promoção que vai conquistar um dia, aquele homem que um dia (quem sabe?) ainda vai ser seu, sonhe que está beijando o Richard Gere... sonhar é quase fazer acontecer. Sonhe até que aconteça. E recomece, sempre que for preciso: seja na carreira, na vida amorosa, nos relacionamentos familiares. A vida nos dá um espaço de manobra: use-o para reinventar a si mesma.
E, por último (agora, sim, encerrando), risque do seu Aurélio a palavra perfeição. O dicionário das mulheres interessantes inclui fragilidades, inseguranças, limites. Pare de brigar com você mesma para ser a mãe perfeita, a dona de casa impecável, a profissional que sabe tudo, a esposa nota mil. Acima de tudo, elimine de sua vida o desgaste que é tentar ter coxas sem celulite, rosto sem rugas, cabelos que não arrepiam, bumbum que encara qualquer biquíni. Mulheres reais são mulheres imperfeitas. E mulheres que se aceitam como imperfeitas são mulheres livres. Viver não é (e nunca foi) fácil, mas, quando se elimina o excesso de peso da bagagem (e a busca da perfeição pesa toneladas), a tão sonhada felicidade fica muito mais possível.
Leila Ferreira
domingo, março 20, 2011
A segunda sessão
Como o fim de semana foi chuvoso aqui em Brasília, a segunda sessão do F.F.F.F. acabou rolando hoje mesmo. Como estávamos na maior preguiça do mundo inteiro (inclusive de pensar), escolhemos COMO TREINAR O SEU DRAGÃO da Dreamworks, até porque nós dois somos fãs da série de livros da Cressida Cowell, como eu já bem disse neste post aqui. Aliás, acho que cabe transcrever o que eu disse lá sobre a história:
Desde o lançamento de Shrek (o primeiro), que eu não vejo um texto dirigido ao público infanto-juvenil tão irônico, inteligente, debochado e excelente assim. Soluço Spantosicus Estrondus III é um anti-herói da tribo vicking dos Hooligans Cabeludos. O dragão dele é um safado preguiçoso, egoísta, autoindulgente, subornável, nada assustador e simplesmente hilariante. Dois livros maravilhosos, baratos (R$ 15,92 na Livraria Cultura - cada um) e eu to ansiosa para ler os próximos livros da série!
Parecia promissor, não? Pois é. Ainda mais que depois dos dois primeiros já saíram (e já lemos) Como Falar Dragonês e Como Quebrar a Maldição do Dragão, com a autora, Cressida Cowell, se superando a cada livro e matando a gente de rir. Aí nós pegamos o filme e...

Imagine um lixo. Imagine uma sala cheia de executivos decidindo que vão fazer um filme de animação baseado num livro de grande sucesso e um dos espertos decide fazer um monte de "sugestões": E que tal se em vez de terem dragões-mascotes, eles lutassem com os dragões? E se tivesse meninas e romance na história? E se o dragão não fosse minúsculo e sim grande, preto e com cara de Pokémon? E se o dragão não falasse e ficasse só fazendo caretas? E se o Soluço pilotasse o dragão? E se em vez de ser um dragão de verdade ele fosse uma mistura de gato e cachorro - leal, amoroso e bonitinho? E se o vilão da história não fosse malvado, fosse idiota? E SE TODO O HUMOR, TODA A ORIGINALIDADE E TODO O VALOR DA HISTÓRIA FOSSE JOGADO FORA, QUE TAL????
Pois foi exatamente isso que aconteceu. Eu, que sempre achei os Harry Potters super mal adaptados, que quase vomitei com a atuação da Nicole Kidman na Bússola de Ouro, que quase me levantei no cinema pra vaiar o Percy Jackson e o Ladrão de Raios, achei um vencedor. Os caras não apenas MUDARAM A HISTÓRIA INTEIRA na adaptação do livro pro roteiro, mas criaram uma MERDA de história cheia de clichês e paspalhices pra colocar no lugar. O filme não tem graça, é mega-batido, o que era pra ser engraçado não é, o que era pra ser emocionante não é, o que era pra ser fofo NÃO É.
Ou seja: LIXO. O Fabrício, que costuma assistir aos filmes caladinho, resmungou o filme inteirinho. E olha que nem de Matadores de Vampiras Lésbicas ele reclamou antes de acabar, hein. Gravíssimo. Um apelo: AUTORES, não deixem Hollywood espancar as histórias, os personagens e os fãs desse jeito! CUIDEM do que vocês criam, cáspita! Senão vamos continuar vendo merdas que nem essas:
sábado, março 19, 2011
A Estréia do F.F.F.F.
- Fabrício, vamos fazer um trato?
- Qual?
- Vamos montar uma sessão de cinema aqui em casa? Duas vezes por semana, cada dia um escolhe o filme!
- Ok, gostei. Vai se chamar Morena Ferreira Film Festival!
- ahahaha... o MFFF!
- MFFF? ...Morena, vamos mudar o nome do Festival!
- Mas já?
- Já! Será FABRÍCIO Ferreira Film Festival! FF-FF!
- (revirar de olhos) ai ai ai...
E essa foi a conversa. Por definição, o FFFF tem um único objetivo: a exibição de filmes visando apenas e tão somente o prazer dos convidados. No caso, eu e o Fabrício. Originalmente era pra eu escolher um filme e ele escolher o seguinte, mas acabamos jogando vários nomes no ar e chegamos em consenso sobre o que assistir (pra nós isso sempre funciona melhor).
Bem, iniciamos o festival hoje, com Hancock, filme de Will Smith, o homem capaz de encenar um filme inteiro sozinho com um pastor alemão e cujo único fracasso de bilheteria até hoje foi As Aventuras de James West, a lindíssima Charlize Theron e Jason Bateman, que fez o bom moço como ninguém.
Hancock tem superpoderes, mas há oitenta anos ele sofreu uma lesão na cabeça e teve amnésia. Logo, ele é sozinho no mundo e não sabe da onde saiu. Por isso ele é deprimido, agressivinho e se comporta como um imbecil, de modo que toda Los Angeles o detesta e ninguém nunca agradece a ajuda dele. Aí um relações públicas bem intencionadinho resolve mudar o modo como as pessoas vêem o Hancock, depois que este salva a vida dele. A esposa loura e linda do relações públicas é super implicada com o herói do filme e só descobrimos por que, quando se revela que ela sabe direitinho qual é o passado de Hancock, do qual ele não consegue se lembrar.
Filme legal. Mas o interessante é que NÃO é melhor que Esquadrão Classe A e, enquanto o Esquadrão arrecadou apenas 170 milhões de dólares na bilheteria (o que inviabilizou a continuidade do filme por causa dos custos), o Hancock, simplesmente por causa do Will Smith, rendeu módicos 620 milhões. Mas isso é só uma observação minha e uma curiosidade sobre o filme, que tem seus momentos engraçados e que até vai bastante bem até o fim. Um filme LEGAL. E eu amo o Will Smith. (Fabrício, você ama o Will Smith??? - Não. Eu amo você.) Bem...o Fabrício gosta dele.
E a gente criou uma classificação pros filmes do Fabrício Ferreira Film Festival (ah, ele tá gritando aqui que encontrou mais dois Fs pra sigla: FOR FRIENDS, mas isso só em ocasiões especiais, assevero eu): os Rabbids. Rabbid feliz, Rabbid gritando, Rabbid correndo, Rabbid morrendo, Rabbid pulando, etc. Pra este, vai um....legal.

quarta-feira, março 09, 2011
Na saúde e na doença
O casal está ali no sofá, num momento romântico, abraçado e assistindo House. De repente ele se desenlaça e sai andando rumo ao banheiro.
Ela: Ei, você vai me abandonar?
Ele: Vou.
Ela: Mas você prometeu que ficaria comigo na saúde e na doença!
Ele se volta na porta do banheiro e diz: Se quiser, você pode vir comigo. Eu juro que seguro a sua mão!
Argh. Intimidade é uma merda.
domingo, fevereiro 13, 2011
Puro amor
Acordei com uma coceira danada no rosto hoje. Daquelas desesperadoras, que a gente coça, mas parece que não consegue alcançar o lugar que está coçando. Olhos, bochechas e, principalmente, o nariz. Já cocei tanto o nariz hoje, que já está correndo o risco de cair.
- Ai, socorro, meu nariz tá coçandooooo!!!
- Que foi, Morena? Onde você enfiou esse nariz?
- Fabrício, eu to sofrendo! Quer parar de tripudiar?
- Tripudiar?? EU? Imagiiina, Morena, eu só to preocupado com você...imagina só, eu tenho que levar você nesse estado deplorável pro hospital e o médico me pergunta: "onde ela enfiou o nariz?" e eu respondo: "onde ela não devia, com certeza"? Não dá, né, Morena, eu tenho que saber onde foi!
- Ah, então eu enfiei o nariz onde eu não devia?
- Ah, mas isso é claro como a minha pele nórdica...
- Algum lugar como a sua bunda, por exemplo?
- Ó, se você vai apelar, pode ir pro hospital sozinha, ta??
- QUE HOSPITAL, CRIATURA???
- Ah, não é caso de hospital, não? ENTÃO PÁRA DE RECLAMAR, CARAMBA!
- Morena...
- Que?
- Agora quem vai pro hospital sou eu...
- Eu te machuquei? (toda preocupada) Mas foi só um beliscão!...
- Isso você diz pro delegado quando você for prestar depoimento, ta?
- Fabrício, larga esse telefone!!!!
sexta-feira, fevereiro 11, 2011
Sinceridades
Fabrício e eu abraçados na cama, conversando:
F: Sabe, eu gosto de ouvir a sua voz quando você fala assim comigo...
L: É?
F: É. Sua voz me acalenta...fala mais, mesmo que seja mentira?
L: Como assim mentira? Eu só falo a verdade pra você.
F: Humm...sei não...fala que eu sou bonito!
L: Você é bonito.
F: Bonito e gostoso!
L: Bonito, gostoso e cheiroso.
F: E o que mais?
L: E divertido, inteligente e dança muito bem, parece uma pluma...
F: Oba, sou a última bolacha do pacote!
L: Mas você não sabe cantar.
F: QUE???
L: É, amor, sinto muito, mas não sabe.
F: Claro que eu sei cantar!
L: Não sabe, querido, você é desafinado.
F: Você tá mentindo pra mim! Minha mãe diz que eu canto que é uma belezinha!
L: Vai por mim: você é maravilhoso, mas NÃO sabe cantar.
F: Pois eu prefiro acreditar na minha Santa Mãezinha! Você só fala a verdade em algumas coisas!
L: Só no que te interessa, né? Então tá.
F: Quer ver, ó? (cantando) Índia seus cabeeeelos nos oooombros caííííííídooooosss....
L: PELAMORDEDEUS, ESSA MÚSICA NÃO!!!!
F: Vem cá, mulher, to fazendo uma serenata, ora! Morena! Pra quem você tá ligando, Morena?
L: PRA SUA MÃE!!! Aquela maldita me paga!!!
sábado, fevereiro 05, 2011
American Idol
Então eu to aqui bebendo vinho (um Don Román 2007, espanhol com excelente combinação de Tempranillo e Graciano) e assistindo American Idol. Pessoas, o que é a falta de noção, não é mesmo? Tem gorda com a barriga de fora, viadinho assassinando as músicas da Lady Gaga, branquelo vestido com farda completa da Guerra da Secessão (com direito a baioneta e tudo o mais), pseudo-cantoras líricas pentelhas, gordinhos nerds esquisitões de camisa xadrez com aquele bigode nojento que mais parece uma sujeira esquecida em cima da boca, divas arrogantes e grosseiras e todos JURAM que cantam mais que o Frank Sinatra. Por outro lado, tá acontecendo um fenômeno muito interessante: como o programa já tem dez anos e baixaram a idade mínima para 15 anos de idade, a MAIORIA das boas vozes que se encontra tem justamente esta idade - 15 ou 16 anos. Então, de repente, é como se todas as pessoas de mais de 25 dos Estados Unidos QUE SABEM CANTAR já tivesse participado ou pelo menos se inscrito em edições passadas e não tenha mais nenhum!! Virou quase um show da Xuxa isso, uma molecada do cacete, uma vibe de Justin Bieber inacreditável e desconcertante. Engraçado é que de todas as temporadas meu competidor (e vencedor) preferido chama-se TAYLOR HICKS, um cara de 33 anos, de cabelo cinza, de voz mega rouca, que o Simon Cowell jurou que parecia "o pai de alguém"e que não ia longe. O cara canta MUITO. Olha só:
Não tenho conclusão nenhuma a tirar por enquanto, mas deixo registrado que estou gostando muito da configuração nova do júri do Idol. Pra mim era inimaginável que a combinação Steven Tyler + Jennifer Lopez + Randy Jackson fosse dar um bom resultado, mas é forçoso admitir: o bocudo é FENOMENAL e nem dá pros outros dois estragarem. Ele canta, revira os olhos, fala palavrão, dá uma de tiozão da Sukita tirando casquinha das candidatas-fanzocas, mostra claramente que sabe do que está falando e se mantém simpático e adorável o tempo todo. A J-Lo faz uns comentários meio enrolados que lembram muito a Paula Abdull, mas é boa em fazer conexão com os candidatos e acaba passando. Sir Big Dog encontrou espaço para botar as garrinhas de fora (agora que não tem que fazer contraponto à crueldade do jurado inglês) e tem sido o mais malvado dos três em ação. To doida pra ver como será a próxima etapa, quando os candidatos cantam no teatro em Hollywood.
Um beijo, eu to meio bebadalalalalalalala...
sexta-feira, janeiro 28, 2011
Antes tarde do que nunca
Amados leitores: como vocês podem ver pela janelinha do meu twitter ali do lado, não, eu não morri. EU SÓ TO MORTA DE PREGUIÇA!!!!!! :-D
Vejam o estado lamentável que a criatura atinge: minha última atualização foi no dia 02 de dezembro, não fiz post de fim de ano e já estamos no fim do mês de janeiro e eu ainda não criei vergonha na cara pra atualizar o blog! Mas olha, tem atenuantes, ok? Eu juro que tem.
No dia 18 de dezembro de 2010 os tribunais fecharam para recesso e aí a gente aqui em casa fez as malas (gigantescas malas) e pegou um avião pra Vitória, pra visitar os sogrinhos. No dia 20 meus pais também desembarcaram por lá e fomos todos pra Guarapari, da onde voltamos apenas pra passar o Natal com o resto da família do Fabrício. Dia 28 voamos pra Uberlândia pra passar o ano novo com a minha família e de lá só voltamos pra Brasília no dia 06 de janeiro. Aí eu passei uma semana lavando e passando roupa - porque eu finalmente demiti a faxineira daqui de casa!!! - pra colocar de volta na mala, porque no dia 14 de janeiro, embarcamos de novo - pra Buenos Aires dessa vez. Depois de dez dias por lá, voltamos pra cá no dia 23, pra começar a trabalhar de novo no dia 24, segunda feira.
Incidentes:
1. excesso de bagagem. De Vitória pra Uberlândia de de Buenos Aires pra Brasília. Gente, decidi: vou comprar uma sapatilha crocs e uns dois vestidos de dry fit - NUNCA MAIS eu viajo carregando tanta coisa, ainda mais quando eu sei que vou me acabar de fazer compras!!!
2. horário de verão. Na Argentina NÃO TEM horário de verão, gente, então a gente voltou pro Brasil TODO DESCOMPENSADO, não consigo mais levantar da cama cedo no horário de Brasília!!!
3. gripe. Depois do stress que sofremos na volta pro Brasil (quatorze horas de viagem), o corpo fica todo estressado, né? O Fabrício voltou todo zicado, tadinho, e aí desde que voltamos estou fazendo canjas e sopas pra ele, mas ao menos ele já está bem melhor, embora ainda não cem por cento.
4. faxineira demitida. Bem, eu me livrei da pentelhação, mas estou com um tremendo pepino na mão: se não arrumar logo alguém pra limpar a casa e passar a roupa, estou literalmente ferrada, porque minha temporada de trabalho está agitadíssima e eu fico maluca: ler editais ou lavar o banheiro? Consultar processos ou lavar a louça? Ir pro tribunal ou lavar roupa? Gente, tá feia a coisa aqui.
Então, meus queridos leitores amados do coração (blargh), me perdoem o mutismo, eu prometo que vou atualizar o blog neste fim de semana, ok? Nem que seja pra meter o pau no American Idol - coisa que preciso MUITO fazer!
Beijo, people, volto logo.
quinta-feira, dezembro 02, 2010
A Mosca
Eu tenho ojeriza de moscas-mosquitos-e-afins. Me dá desespero ver essas coisas voando dentro de casa. Não, não é medo, não. E nem nojo, na verdade. É ultraje. Indignação. Eu tenho a sensação de que eles estão me difamando, sabe? Porque a gente costuma associar a presença desses nojentos seres voadores a sujeira e A MINHA CASA NÃO É SUJA, cáspita! Na nossa última casa raramente entrava algum mosquito/mosca voando pela janela, mas neste apartamento acontece algo estranho. Na verdade, eles ficam pousados NOS CARROS lá no pátio, como se estivessem numa convenção bizarra e diabólica, tramando contra todos nós. E cara, não nada cheirando mal em lugar nenhum. Eles simplesmente ficam lá, parecendo gatinhos que a gata pariu e fugiu. Ok, nada a ver com gatinhos, mas você entende a metáfora, certo?
Bom, estava eu cozinhando outro dia e o Fabrício sentado no sofá assistindo a televisão. E o mais revoltante de todos os tempos: entrou uma moscona verde-azulada voando pela janela da cozinha (certamente atraída pelo cheiro da panela), deu um rasante na cozinha e passou pra sala.
- Fabrícioooooooo! Olha o moscão que tá voando aí na sala!!!
Ele desviou o olho da TV e acompanhou com os olhos a mosca voando, vidrado. Mas foi só isso.
- Fabrício, faz alguma coisa!
- Uai, eu to fazendo!
- Não é pra olhar, é pra matar, Fabrício!
- Mas você mandou eu olhar, eu to olhando, Morena!
- Fabrício, olhar não adianta nada, você ainda não desenvolveu olhar de raio laser!
- Por isso mesmo, eu to treinando! Ó!
terça-feira, novembro 16, 2010
R.E.D.
Neste sábado levei o Fabrício ao cinema. Afinal de contas, não é porque a gente casou que tem que deixar de lado os programas de namorado, né? Então. Olhamos as opções em cartaz e escolhemos RED - Retired Extremely Dangerous. Na fila, eu catei um daqueles panfletinhos com pequenas resenhas dos filmes e me dispus a ler pra ele:
- Escuta só, menino: Frank, Joe, Marvin e Victoria costumavam ser os maiores agentes da Cia...
- Não precisa, Morena.
- Comassim, não precisa? Escuta! ...mas os segredos que eles guardam apenas serviu para tor...
- Já falei que não precisa ler isso, mulher! Pode parar!
- Mas por que?
- Porque não interessa qual é o roteiro do filme! Tem o Bruce Willis, não tem?
- Tem...
- E tem o Morgan Freeman, não tem?
- Tem...
- E tem um monte de explosões, não tem?
- Tem...
- Então pra que ler o enredo? O filme só pode ser bom, oras!
- Affe... - revirei os olhos.
PEQUENO PARÊNTESIS: o mais engraçado disso tudo é que o Fabrício não faz o protótipo cinematográfico masculino. Ok, ele gosta de um bom tiroteio? Gosta, na mesma medida que eu também gosto. Mas se você quer interessar o mocinho, acene na frente dele com algum documentário sobre vida selvagem, construção de grandes obras, investigações sobre como alguma coisa é feita, mitos e acontecimentos históricos. Os olhinhos da criança chegam a brilhar. Vai entender, né?
Mas então, o filme. Primeira observação relevante: CARAMBA, o Bruce Willis é o velho careca mais charmoso e mais enxuto do mundo inteiro. E tenho dito. Vai ser gatão daquele jeito lá na casa do chapéu, viu? Ufa.
Fala sério, né?
Ok, prossigamos. Além do charmosérrimo Bruce Willis, o filme ainda conta com o fenomenal John Malkovich (que é o cara mais foda do mundo, se me permitem a observação) que, longe de encarnar o galã, faz um velho maluco como ninguém. Ouviu, Christopher Lloyd? Malkovich é o cara.
Além deles, o magnífico Morgan Freeman também integra a saga interpretando um velho octogenário debochado que está com câncer esperando a morte numa casa de repouso. ATENÇÃO PARA O SPOILER (ouviu, Dona Dehynha??) Bom, aqui eu devo fazer uma outra observação: esta foi a única coisa no filme que eu não gostei. Por que tem sempre um velho morrendo de câncer que pode ser sacrificado no desenrolar das coisas? Sério, você assistiu a Space Cowboys? A trama, muito parecida, traz esse mesmo defeito de caráter: o Tommy Lee Jones tinha mesmo que morrer? Você acha isso, sinceramente? Ah, nem, credo. AQUI ACABA O SPOILER.
E, para arrematar o Dream Team, ninguém mais, ninguém menos do que Helen Mirren. Poderosa, vitaminada e absoluta. Gente, como dá pra ser elegante daquele jeito? Até pendurada numa metralhadora gigantesca a mulher não perde a majestade. É praticamente um James Bond de saias, merece aplausos e parabéns também pra quem a escalou para o papel. Impecável.

Eu mato todo mundo. Sem descer do salto e sem desarrumar a franja.
Junto ao elenco dos sonhos, a fofa Mary-Louise Parker faz a mocinha meio desajustada que faz par com o galã careca dos olhos verdes. Richard Dreyfuss é o vilão malvado da história e Julian McMahon faz uma pontinha deplorável e de cara inchada (Ah, ele já não é mais o mesmo dos tempos de Charmed!).
O filme é excelente. Ainda que a história dê uma forçadinha em alguns pontos, a atuação dos atores é ótima, o entrosamento entre eles é genial, os diálogos são engraçados e prendem o telespectador do começo ao fim e a trilha sonora é uma delícia. E, importantíssimo: ainda que o número de tiros disparados seja absurdo até para os padrões de Hollywood, não tem um monte de mortes aleatórias e nem explosões desnecessárias. VEJA O FILME, vale muito a pena e os mocinhos vencem no final. Opa, não era pra contar isso? Foi mal. ;-)
domingo, novembro 07, 2010
Considerações dominicais
Olá, pessoas. Acabo de baixar mais de cem e-books do http://livrosgratis.net (e ainda vou baixar outra centena antes do fim do dia) e cheguei a algumas conclusões:
1. EU QUERO UM LEITOR DIGITAL DE NATAAAAAALLLLLL!!!!!! Ouviu, Papai Noel?? Eu fui uma menina tão boazinha este ano! Eu não chutei o cachorro do vizinho, não gritei com a moça que trabalha aqui em casa, não mandei a mulher loura do meu ex-chefe pro inferno, disse "por favor" e "obrigado" mais de duzentas vezes ao longo do ano, pedi desculpas sempre que eu vi que tinha feito merda, não xinguei nordestino no twitter. Quer melhor que isso, cara??
2. A quantidade de livros cujo mote gira em torno de vampiros, lobisomens, demônios, anjos, criaturas das sombras genéricas e todas as variações possíveis é gigantesca, abissal, extraordinária e deprimente. E a quantidade de livros que relacionam os benditos seres míticos com amor, paixão, obsessão, desejo e fetichismo é ainda maior e ainda mais deprimente.
3. Essa Norah Roberts não pode ser uma pessoa. Ou é uma máquina, ou uma confraria, ou um complô, ou uma lenda que nem o Zorro. Cara, não é possível uma pessoa escrever TANTOS romancezinhos água com açúcar com nomes ridículos assim! Ela chega a ganhar do Sidney Sheldon, tem noção?? A capacidade dela de inventar combinações com amor-mistério-paixão-desejo-perigo-magia não acaba nunca?? E quantas Tiffannys, Stefhannys (Absoluta!!!), Daphnes e coisas parecidas podem existir no mundo antes que ele exploda?? Putistanga, como diria o meu amado marido!
4. A quantidade de livros em cujas capas estão homens de torso nu é CONSTRANGEDORA! Gente, onde vai a época em que os romances estilo Júlia e Sabrina eram contidos e suaves? Que tanto de gente pelada, suada, terrivelmente apaixonada e enlouquecida de desejo é essa??? CRUZ CREDO!!!

Fala se não parece capa de pornô gay?
Essa mulherada tá com problema, credo.
5. Eu tenho um puta preconceito dessas escritoras estrangeiras chamadas Barbara. Pode pesquisar: a maioria dos romances assinados por Barbaras (Delinsky, Cartland, Pease, etc) são um monte de bobagens ou água com áçucar e tem homens semi pelados na capa. Ah, e uma grande porcentagem deles tem amor, sonho, coração, desejo e coisas do gênero no título.
6. A Stephanie Meyer é uma vaca. Por nada, não, é só pra constar, mesmo. Na categoria verdades-absolutas-que-devem-ser-ditas-sempre-que-surgir-o-ensejo, sabe?
7. A memória do meu computador foi pro saco!! ahahahaha... Pô, vou fazer uma lista de natal completa, assim não pode, assim não dá.
segunda-feira, outubro 25, 2010
Sobre manias e raios vindos do céu
Primeira coisa: eu odeio textos cujo título começam com "Sobre sei lá o que". Por exemplo, Sobre Meninos e Lobos. Dizem que é um filmão, mas eu nunca consegui assistir, de pura aversão pelo nome. Outro: tinha uma mulher megachata no Multiply (aliás, ela ainda deve estar lá, eu é que sumi) que sempre publicava textos assim. Sobre sarampo e catapora. Sobre mau hálito e joanete. Sobre solidão e internet. Sobre Paulo Coelho e Agatha Christie. Sobre filhos e depressão pós parto. ARRE! Claro que eu deletei a filustreca em dois tempos. Menino, não dá pra descrever minha antipatia por esse troço. E por gente que usa isso, óficórsi. Mas como este é um texto de ressurreição (ou pelo menos esta é a intenção), resolvi me autoflagelar com este silício pra ver se sai algo que preste.
Então.
Eu nem quero falar muito sobre manias - por isso odeio esses textos que delimitam o tema logo de cara, que nem redação de vestibular - porque isso inclui fazer declarações óbvias como "todo mundo tem manias" ou "manias são coisas que a gente faz sem perceber" ou, outras menos óbvias como "as minhas manias beiram o TOC", mais ainda assim, todas muito indesejáveis. Ok, meu problema com manias - alheias, claro - é quando elas começam a me afetar. Veja bem, eu tenho manias chatas como cutucar a cutícula dos dedos da mão, não deixar o telefone tocar mais que duas vezes (porque mais do que isso a Terra explode, eu tenho certeza) e lavar as mãos com sabão por volta de quatro horas da tarde (senão eu entro em combustão espontânea, de acordo com as leis da física). São esquisitices, eu sei, mas não incomodam ninguém.
Quer saber de manias que incomodam?
O cachorro lulu do meu vizinho UIVA toda vez que, descendo a escada, passa pela porta do meu apartamento. Uma mulher que eu conheço fala "E aí, CHIQUE?" toda vez que te encontra, em vez de perguntar se está tudo bem. Minha mãe (e minhas tias) falam "quando é fé" quando contam um fato ocorrido. Meu pai (e o Fabrício) muda de canal que nem um possuído quando entra o intervalo daquele seriado importantíssimo (leia-se algo do naipe de Grey's Anatomy).
Mas tem coisa MUITO PIOR e hoje eu to com uma sanha assassina. A funcionária daqui de casa tem TODAS as manias que eu mais abomino no mundo. Ela me chama de "Lívia, minha filha", começa toda frase que me dirige dizendo "Desculpa perguntar" e "Que mal te pergunte" e, a pièce de resistance (to chic, benhê), ela suspira de trinta em trinta segundos e murmura "AI, SENHOR", que nem uma condenada à morte. E nem pense você que ela lava roupa prum batalhão na beira do rio ou que cria sete filhos (que nem a minha avó), ela simplesmente tem MANIA de gemer o tempo inteiro. PODE UMA COISA DESSAS???
Cara, hoje eu estive à beira de arrancar o fio do ferro de passar e dar uma surra nela. Já visualizei cinquenta mil jeitos de pular em cima dela e fazer ela calar a boca ou dizer como o meu pai dizia pra nós quando crianças (e fazíamos birra): "ah, você quer chorar? vem cá então que eu vou te dar um motivo pra chorar".

Motivo justo para gemer. Menos que isso, não.
E olha, people, eu APOSTO que o "SENHOR" tem pensado SERIAMENTE em mirar bem aqui na minha sala enquanto ela faz de conta que tira o pó de cima do rack, e jogar um raio a la Cavaleiros do Zodíaco no meio da cabeça dela pra ver se consegue ALGUM sossego nessa droga de vida.
PS: notem que uns meses afastada do blogue transforma qualquer mulher numa ranzinza de coração preto, peludo e espinhento. TO DE VOLTA!!! Beijos!
segunda-feira, outubro 11, 2010
A que ponto chegamos
- Fabrício, você ouviu esse barulho?
- Que barulho, Morena?
- Um barulho estranho, veio aí da cozinha...um som seco.
- Ah, mulher, estranho coisa nenhuma! Vai dizer que nunca ouviu um pum?
- O.o
terça-feira, outubro 05, 2010
Escarro eleitoral
"Você sabe o que faz um governador?
Eu também não sei, mas vote em mim que meu marido sabe".
Weslian Roriz,
A Tiririca Candanga
Que vergonha, meu Deus.
sábado, setembro 25, 2010
Audácia
Hoje de manhã tocou o telefone do Fabrício...espera, contextualizando. Sábado aqui em casa é dia de dormir até pelo menos nove horas, dia sagrado, sabe? Dia de desforra, tipo: "GRAÇAS A DEUS HOJE NÃO TEM NADA ME ESPERAAAAANDO!!!". Então, sempre que um espírito de porco liga aqui por volta dessa hora, nós atendemos um pouco ressentidos - a menos que sejam os pais da gente, afinal, pai e mãe sempre têm prioridade no telefone e só não são atendidos em duas ocasiões: quando ligam no meio do cocô número dois ou do sexo.
E hoje calhou do espírito de porco ser uma garota do seguro do Banco do Brasil. Nossa, o Fabrício ficou puto. E continuou puto quando uma hora depois elas ligaram de novo, mesmo depois dele ter dito que era pra ligar durante a semana. Aí ele pediu pra eu atender, mas a ligação caiu depois que eu falei "alô" duas vezes.
Pouco depois, ele estava trabalhando e ligou o Marcus, de quem eu já falei aqui, e ele pediu pra eu atender pra não interromper a linha de raciocínio. Atendi e de novo a linha caiu depois que eu falei "alô" duas vezes.
- Fabrício! Estou ficando complexada, ninguém está querendo falar comigo hoje!
- De novo?
- De novo! Eu falei "alô", "alô" e nada!
- Tem certeza que você colocou o telefone no ouvido certo??
- ...
- Ai, Morena! Ai! Moreeeeena!!! Ai, ai, aaaai!!!!
quinta-feira, setembro 09, 2010
Fabricices
Sabe, às vezes eu fico me perguntando se o Fabrício fugiu de algum filme do Adam Sandler. Cara, não dá, ninguém é tão naturalmente besta-safado-maluco-adorável desse jeito. TEM que ser roteiro.
Sexta passada, ele chegou puto do trabalho. P U T O D O I N F E R N O. E X P L O D I N D O D E N T R O D A S C A L Ç A S. Opa, isso pareceu coisa boa, né? (heh) Mas não foi. Tava chateado o bichinho, e isso é raro. Botei no colo, ouvi, consolei, fiz cafuné no cabelo. Por fim ele suspirou, me abraçou apertado e murmurou:
- Só com você eu posso desabafar...
- Ô, meu amor...estou aqui pra isso... Aliás, vou até começar a reclamar menos pra você poder reclamar mais, tá?
- É?
- É... afinal, o objetivo no nosso relacionamento é atingir um ponto de equilíbrio, né?
- Sei...e você vai ficar quantos anos sem reclamar pra gente atingir esse tal ponto de equilíbrio?
- FABRÍCIOOOO!!!
Outra. Hoje ele estava pesquisando programas de doutorado.
- Morena, que tal passar um ano no Canadá?
- Sei não. Muito frio, muito longe, meu inglês anda uma droga e o francês é praticamente inexistente.
- Ta... então que tal... Alemanha?
- Pirou?
- É. Muito mais frio até do que EU posso aguentar.
- Sem contar que alemão é uma língua do demônio falada por pessoas que só conhecem consoantes...
- Ok...então que tal a Turquia?
- Turquia??? Mas o que você...?? Turquia???
- Ué, qual o espanto? A Turquia é show...se der tudo errado eu vendo você pra fazer uma grana...
- E acha que eu to valendo bem no mercado turco?
- Ah, sei lá, pelo menos uns dois camelos eu acho que rende...
- ... (soc pow tum!)
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