Estou pensando seriamente em escrever um manual. Apenas ainda não decidi se será um manual de "coisas para fazer" ou "coisas para não fazer". Hein? Tendeu nada? Ok, explico.
Definitivamente, tem muito homem perdido no mundo. E não estou falando dos desaparecidos procurados pela família, nem dos fugitivos da polícia, nem de pretensos príncipes encantados que não aparecem nunca (estão em coma, certeza!) e nem do bando do Peter Pan. Não.
De acordo com o dicionário, perdido significa: disperso; sumido; extraviado; naufragado; apaixonado em extremo; devasso; louco; corrupto; gasto em vão; esquecido; condenado (por uma doença); coisa que se perdeu; pessoa corrompida, desgraçada.
Bem, eu ia usar um sentido mais coloquial, o popular "sem-noção", mas suponho que "desgraçado condenado" possa servir.
A coisa é a seguinte: outro dia eu falei aqui sobre o email "oi, quer tc?" que eu recebi. E acho que todo mundo concorda que esse tipo de mensagem só serve pra rir ou pra sentir dó. É ruim? Certamente. Mas não é nem de longe o pior tipo de mensagem que se pode receber. Quer um exemplo?
Ontem me chegou um email dizendo que eu esqueci de mencionar na descrição do meu perfil - advogada, blogueira compulsiva e mal humorada crônica - a palavra "gostosa". É, isso mesmo. Alguém chegou a essa conclusão olhando pruma foto de resolução ruim. E, como se não bastasse, completou: "adoro mulher chata, mal educada e compulsiva, geralmente é falta de um bom trato, aí é que eu chego junto pra da um geito, estou aqui? bjommmmmmmmm..........."
Eu já li isso algumas vezes, porque primeiro eu tava tentando entender e depois acreditar no que eu tava lendo. E mesmo assim, ainda consegue me chocar quando colo a mensagem aqui e formato. Não que eu seja extremamente sensível e tenha me ofendido com algo que o cara tenha dito, longe disso. O que me choca é ele achar que ISSO é uma aproximação aceitável e talvez desejável.
E calma, dá pra piorar. Eu nem tinha me refeito do susto, quando o remetente resolveu complementar a mensagem inicial.
"Só não me peça danos morais, sou sincero e direto, e pode me chamar do vc quiser, mas não tome nenhuma conclusão antes de me conhecer na alma, na cama e no trabalho, sou chato para ser livre e encontrar assim o ponto mais alto do prazer onde ninguém mais alcança comigo, talvez só vc, mas precisaria saber, hoje estou completamente louco, amanhã quero estar mais ainda, me deixem viver no meu lixo, nas minhas ruas escuras, mas não me tirem a liberdade, por isso não me prendo nem mesmo aos meus desejos, como estou sentindo agora por vc só te digo TE DESEJO, o resto não sei.............................."
(suspiro) Parece muito estranho eu dizer que isso me entristece? Claro, como alguns gênios provavelmente dirão, se eu disponibilizo meu email no perfil, estou sujeita a esse tipo de coisa. Ou, que se eu não quisesse receber esse tipo de coisa, não devia publicar na internet, porque fazendo isso eu me exponho automaticamente. E por favor, se puderem me poupar desses lugares comuns, eu agradeço.
O que realmente me entristece é saber o quanto expressões como "bom gosto", "sutileza" e "respeito" passam longe do vocabulário de algumas pessoas. Veja bem, eu aposto que ALGUMA mulher adoraria receber esse tipo de mensagem "direta", "urgente", "virulenta", "impetuosa". Alguma, com certeza gostaria. Mas não eu. E o que me deixa perplexa é que, como um leitor me disse essa semana, do jeito mais delicado, sutil e agradável possível, ler as coisas que eu escrevo dá uma sensação de intimidade e dá perfeitamente pra saber como eu sou e como eu penso.
Mas pelo visto, não são todos que conseguem ver, ou eu receberia mais mensagem inteligentes, estimulantes, sutis, engraçadas e elogiosas, e menos manifestações de truculência e mediocridade. E perceba que o cara não quer me agredir, ele pretende posar de grande sedutor com o que disse. Um ser livre, intenso, às vezes sórdido e que poderia representar pra mim um acontecimento em termos de prazer. Uau, como eu posso deixar de me deixar envolver por um furacão desses? ¬¬
Olha, eu não estou procurando por nada disso. Ao contrário. Obrigada por tentar, mas acredite: você precisa de umas dicas pra dosar melhor essa sua "liberdade".
E é exatamente por essas e outras que eu to pensando em escrever um manual. Só não sei ainda se será "Coisas que uma mulher não espera ouvir de maneira nenhuma e que só vão queimar o seu filme" ou "Como abrir a boca e dizer coisas que poderão agradar a uma mulher que seja no mínimo inteligente".
Talvez eu deva fazer uma enquete. Qual das duas abordagens seria mais proveitosa, hein?
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Caso Verídico
O cliente entra no escritório e anuncia à secretária que quer falar com o advogado. Ela estende a mão e interfona:
- Doutor Fulano, seu cliente, Zaphod Beeblebrox* está aqui pra falar com o senhor.
O Doutor Fulano responde, espantado:
- O QUÊ?
A secretária reafirma:
- É. Seu cliente, Zaphod Beeblebrox, está aqui.
O Doutor Fulano retruca, em tom de brincadeira:
- Uai, então pode começar a rezar...
A secretária fica confusa:
- Hein? Por quê?
O Doutor Fulano afirma:
- Esse homem morreu, Dona Secretária!
A secretária arregala os olhos, espia por cima do balcão, analisa o cliente, um velhinho todo enrugado e sussurra no telefone:
- Ai, Doutor, como assim? O homem tá aqui na minha frente, falando e andando!
O Doutor Fulano parece intrigado:
- É um velhinho?
A secretária, já encolhida na cadeira, responde:
- É!
O Doutor Fulano coça a cabeça:
- Esse mesmo. Mortinho da silva.
A secretária, quase chorosa:
- E o quê que eu faço???
O Doutor Fulano, muito sério:
- Bom, dizem que quando os fantasmas aparecem assim, a melhor coisa a fazer é saber o que eles querem.
A secretária, perdendo a fleuma:
- Mas ele já disse o que ele quer! Falar com o senhor!
O Doutor Fulano não parece muito animado com a idéia:
- Ahnn...tem certeza?
A secretária, irredutível:
- Absoluta.
O Doutor Fulano, procurando uma saída pela tangente:
- Ah, fala que eu não to aqui agora...
A secretária, com cara de poucos amigos:
- Ele está me vendo conversar com o senhor esse tempão todo, Doutor.
O Doutor Fulano, se dando por vencido:
- Ah, ta bom. Mas pergunta aí pra ele que assunto é, eu não tô lembrando se eu fiz algo pra ele querer se vingar de mim agora.
A secretária, muito profissional:
- Sim, só um minuto.
(...)
- Doutor, ele disse que ficou faltando fazer um pagamento de honorários...
O Doutor Fulano, se animando:
- Opa! Então por que não falou logo? Pode mandar entrar!
A secretária, aliviada:
- Sim, senhor.
O Doutor Fulano se lembra a tempo:
- Ah, Dona Secretária! Aproveita e pergunta pra ele se fantasma toma café. Se tomar, manda a Maria passar um quentinho.
* nome fictício para preservar o real, que é feio e único, mas que a discrição da dona do blog não permite divulgar.
- Doutor Fulano, seu cliente, Zaphod Beeblebrox* está aqui pra falar com o senhor.
O Doutor Fulano responde, espantado:
- O QUÊ?
A secretária reafirma:
- É. Seu cliente, Zaphod Beeblebrox, está aqui.
O Doutor Fulano retruca, em tom de brincadeira:
- Uai, então pode começar a rezar...
A secretária fica confusa:
- Hein? Por quê?
O Doutor Fulano afirma:
- Esse homem morreu, Dona Secretária!
A secretária arregala os olhos, espia por cima do balcão, analisa o cliente, um velhinho todo enrugado e sussurra no telefone:
- Ai, Doutor, como assim? O homem tá aqui na minha frente, falando e andando!
O Doutor Fulano parece intrigado:
- É um velhinho?
A secretária, já encolhida na cadeira, responde:
- É!
O Doutor Fulano coça a cabeça:
- Esse mesmo. Mortinho da silva.
A secretária, quase chorosa:
- E o quê que eu faço???
O Doutor Fulano, muito sério:
- Bom, dizem que quando os fantasmas aparecem assim, a melhor coisa a fazer é saber o que eles querem.
A secretária, perdendo a fleuma:
- Mas ele já disse o que ele quer! Falar com o senhor!
O Doutor Fulano não parece muito animado com a idéia:
- Ahnn...tem certeza?
A secretária, irredutível:
- Absoluta.
O Doutor Fulano, procurando uma saída pela tangente:
- Ah, fala que eu não to aqui agora...
A secretária, com cara de poucos amigos:
- Ele está me vendo conversar com o senhor esse tempão todo, Doutor.
O Doutor Fulano, se dando por vencido:
- Ah, ta bom. Mas pergunta aí pra ele que assunto é, eu não tô lembrando se eu fiz algo pra ele querer se vingar de mim agora.
A secretária, muito profissional:
- Sim, só um minuto.
(...)
- Doutor, ele disse que ficou faltando fazer um pagamento de honorários...
O Doutor Fulano, se animando:
- Opa! Então por que não falou logo? Pode mandar entrar!
A secretária, aliviada:
- Sim, senhor.
O Doutor Fulano se lembra a tempo:
- Ah, Dona Secretária! Aproveita e pergunta pra ele se fantasma toma café. Se tomar, manda a Maria passar um quentinho.
* nome fictício para preservar o real, que é feio e único, mas que a discrição da dona do blog não permite divulgar.
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Emails Divertidos
Todo mundo que bloga, em algum momento, fez menção aos benditos e-mails pra "deixá-la louca na cama" ou "aumentar o tamanho do seu pênis". E até quem não bloga também. Uma amiga um dia me fez engasgar de tanto rir quando disse que tinha recebido tantos emails falando do pênis dela num dia só, que ela tinha até ido no banheiro conferir se tinha mesmo um e se era mesmo tão pequeno quando diziam.
Mas, afinal, não é desses emails que eu quero falar. É de uns que são ainda mais engraçados e não, não são de gente que pergunta se eu quero "tc". Apesar de esses serem mesmo muuito legais.
Esse povo que manda emails ilegítimos tentando me fazer clicar num link qualquer que vai rodar um arquivo .exe no meu computador é o mais hilariante de todos. Lembra de quando eles diziam "Não queria te contar, mas você está sendo traído! Veja as fotos AQUI. Assinado: um amigo"?? Ah, esse era ótimo, claro, porque eu só tinha notícia que tinha chegado pra gente solteira. Risco quase zero (temos que considerar tudo possível nesse mundão de meodeos, né?) de clicar no tal do link. Aí inventaram um outro que também sempre me fazia rir. O das fotos comprometedoras da festa. Ah, cara, esse é tão bom que merece colagem, xo ver se eu guardei...pô, não guardei. Blogueira incauta, imprevidente!
(se estapeia em penitência)
...Mas, enfim. Esse é o seguinte: uma pretensa amiga escrevendo pra outra dizendo "Nooooossa, Juuuu!!! você ficou muito doida na festa ontem!! eu nem acreditei quando te vi fazendo tudo aquilo, amigaaaa!! Olha AQUI as fotos que os meninos tiraram, o "fulano" já ta mandando pra todo mundo!!!" ¬¬ Err... bom, só pelo amor à argumentação:
1. meu nome pode no máximo ser abreviado pra "Li".
2. eu não bebo e quando bebo, nunca passa de duas - latinhas, taças de vinho, etc.
3. tenho como premissa de vida nunca nunca nunca dar vexames em festas.
4. tenho como premissa de vida nunca nunca ter amigas que me deixariam dar vexame na festa.
Olha, "amiga", bateu na porta errada. Mas torci muito pra nenhuma Ju ter ficado mucholoca numa festa qualquer e ter clicado no fatídico link. E torci muito pra que pessoas interessadas na desgraça alheia tenham clicado no link aos montes, só pra vingar as "Jus" que existem por aí.
Em todo o caso, comecei esse post pra falar de dois emails específicos que me chegaram no sábado. Um deles era "Investigação Pessoal", tinha exatamente o .exe e o remetente se auto intitulava "Detetive Antônio". Saca só o caô do cara:
INVESTIGAÇÃO PESSOAL
Fomos contratados para realizarmos uma investigação sobre você.
Devido ao fato de a contratante não ter honrado sua parte, estamos eviando algumas imagens.Se houver interesse da sua parte em saber sobre a contratante, nas imagens consta nosso contato.
anexo: FOTOS
Atenciosamente,
Antonio Soares
Detetive Particular
Cara, eu vou fazer o que, né? Chorar? É, só chorando mesmo. De rir. Eu fico pensando: será que tem gente que cai nessa? Bom, ta certo, eu sou solteira, não tô traindo ninguém, não tô prestando concurso pra nenhum cargo importante que requeira investigação de vida pregressa (como magistratura), não tenho sequer segredos cabeludos que eu possa temer que alguém descubra. Claro, pra mim vai soar ridículo mesmo, a consciência ta tranqüila. Além disso, acho que ele deu azar, porque não dá pra levar o português dele a sério nem fazendo muita força. E mais: "nosso contato está nas imagens"???? Pooooorra, aí é subestimar mesmo a capacidade intelectiva do pobre destinatário do email. Mas, enfim...tem gente pra tudo mesmo.
Por fim, um email curioso. De Fernando de Noronha. Hein? Fernando de Noronha é um lugar e não uma pessoa? Juuura? Pois ele resolveu criar pernas. Ou pelo menos dedos, porque me mandou um email. Confirmando o pagamento de um boleto, porque eu to indo pra lá, supostamente (nesse ponto eu me rasgo de inveja do real destinatário do email). Ó só, vê se você também não morre de inveja:
Prezado LIVIA SANTANA E SANTANA VAZ,
Esta mensagem confirma que recebemos o seu pagamento do boleto 00000000XXXXX referente à Taxa de Preservação Ambiental.Lembramos que tanto você como seus acompanhantes devem levar para Noronha o Formulário de Controle Migratório e as guias de identificação (uma para cada pessoa) impressos, junto com o boleto pago.
Atenciosamente,
Administração do Arquipélago de Fernando de Noronha
¬¬
Maldito seja quem está indo pra Fernando de Noronha enquanto eu e os outros mortais trabalhamos. Tomara que alguém mande umas fotos da festa pra eles verem.
Mas, afinal, não é desses emails que eu quero falar. É de uns que são ainda mais engraçados e não, não são de gente que pergunta se eu quero "tc". Apesar de esses serem mesmo muuito legais.
Esse povo que manda emails ilegítimos tentando me fazer clicar num link qualquer que vai rodar um arquivo .exe no meu computador é o mais hilariante de todos. Lembra de quando eles diziam "Não queria te contar, mas você está sendo traído! Veja as fotos AQUI. Assinado: um amigo"?? Ah, esse era ótimo, claro, porque eu só tinha notícia que tinha chegado pra gente solteira. Risco quase zero (temos que considerar tudo possível nesse mundão de meodeos, né?) de clicar no tal do link. Aí inventaram um outro que também sempre me fazia rir. O das fotos comprometedoras da festa. Ah, cara, esse é tão bom que merece colagem, xo ver se eu guardei...pô, não guardei. Blogueira incauta, imprevidente!
(se estapeia em penitência)
...Mas, enfim. Esse é o seguinte: uma pretensa amiga escrevendo pra outra dizendo "Nooooossa, Juuuu!!! você ficou muito doida na festa ontem!! eu nem acreditei quando te vi fazendo tudo aquilo, amigaaaa!! Olha AQUI as fotos que os meninos tiraram, o "fulano" já ta mandando pra todo mundo!!!" ¬¬ Err... bom, só pelo amor à argumentação:
1. meu nome pode no máximo ser abreviado pra "Li".
2. eu não bebo e quando bebo, nunca passa de duas - latinhas, taças de vinho, etc.
3. tenho como premissa de vida nunca nunca nunca dar vexames em festas.
4. tenho como premissa de vida nunca nunca ter amigas que me deixariam dar vexame na festa.
Olha, "amiga", bateu na porta errada. Mas torci muito pra nenhuma Ju ter ficado mucholoca numa festa qualquer e ter clicado no fatídico link. E torci muito pra que pessoas interessadas na desgraça alheia tenham clicado no link aos montes, só pra vingar as "Jus" que existem por aí.
Em todo o caso, comecei esse post pra falar de dois emails específicos que me chegaram no sábado. Um deles era "Investigação Pessoal", tinha exatamente o .exe e o remetente se auto intitulava "Detetive Antônio". Saca só o caô do cara:
INVESTIGAÇÃO PESSOAL
Fomos contratados para realizarmos uma investigação sobre você.
Devido ao fato de a contratante não ter honrado sua parte, estamos eviando algumas imagens.Se houver interesse da sua parte em saber sobre a contratante, nas imagens consta nosso contato.
anexo: FOTOS
Atenciosamente,
Antonio Soares
Detetive Particular
Cara, eu vou fazer o que, né? Chorar? É, só chorando mesmo. De rir. Eu fico pensando: será que tem gente que cai nessa? Bom, ta certo, eu sou solteira, não tô traindo ninguém, não tô prestando concurso pra nenhum cargo importante que requeira investigação de vida pregressa (como magistratura), não tenho sequer segredos cabeludos que eu possa temer que alguém descubra. Claro, pra mim vai soar ridículo mesmo, a consciência ta tranqüila. Além disso, acho que ele deu azar, porque não dá pra levar o português dele a sério nem fazendo muita força. E mais: "nosso contato está nas imagens"???? Pooooorra, aí é subestimar mesmo a capacidade intelectiva do pobre destinatário do email. Mas, enfim...tem gente pra tudo mesmo.
Por fim, um email curioso. De Fernando de Noronha. Hein? Fernando de Noronha é um lugar e não uma pessoa? Juuura? Pois ele resolveu criar pernas. Ou pelo menos dedos, porque me mandou um email. Confirmando o pagamento de um boleto, porque eu to indo pra lá, supostamente (nesse ponto eu me rasgo de inveja do real destinatário do email). Ó só, vê se você também não morre de inveja:
Prezado LIVIA SANTANA E SANTANA VAZ,
Esta mensagem confirma que recebemos o seu pagamento do boleto 00000000XXXXX referente à Taxa de Preservação Ambiental.Lembramos que tanto você como seus acompanhantes devem levar para Noronha o Formulário de Controle Migratório e as guias de identificação (uma para cada pessoa) impressos, junto com o boleto pago.
Atenciosamente,
Administração do Arquipélago de Fernando de Noronha
¬¬
Maldito seja quem está indo pra Fernando de Noronha enquanto eu e os outros mortais trabalhamos. Tomara que alguém mande umas fotos da festa pra eles verem.
domingo, fevereiro 17, 2008
Conversas Insólitas III
Lívia diz:
Vai entrar um filme em cartaz que deve ser mó derrota, mas que eu quero ver, cara.
Nayra diz:
Qual?
Lívia diz:
É um filme do Morgan Freeman com o Jack Nicholson, na história de dois velhos que resolvem fazer umas coisas antes de morrer...comédia com fundo sentimental, sabe?
Nayra diz:
Adoro!!!!!!!! e tome caixa de lenço!
Lívia diz:
Aí eu tava pensando ontem...meu, eu tenho o espírito mais velho desterrado do mundo. Sexta foi aniversário da minha mãe e ontem o povo veio pra cá... lá pelas tantas um carinha pegou o violão e anunciou presunçosamente que as músicas que ele ia tocar eram pra pessoas com mais de trinta.
Nayra diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Lívia diz:
Saiu de "essa noite eu quero te ter", continuou com "a dois passos do paraíso", tacou um "Camilla" e depois disso descambou prum pop rock nojento e inaceitável...Alguém que toque Capital Inicial merece respeito?
Nayra diz:
Ai minha nossa senhora!
Lívia diz:
Eu me senti veeeeelha, querendo que ele cantasse "Andança", "Detalhes", "Trem das Onze", "As Rosas Não Falam"...aí eu vi o trailler do filme dos velhos e pensei: EU VOU. Foi quando me veio o pensamento: você é velha. Aliás, mais que velha, você é moribunda...sabe qual é o filme de amor mais romântico do mundo pra mim? Alguém Tem que Ceder...VELHOS! Porra, nada me comove mais que velhice e solidão e pelanca e desesperança...Pô, vou escrever isso no blog antes que eu esqueça!
Nayra diz:
Corre...não vou nem comentar pra não interromper a inspiraçao súbita!
Lívia diz:
ah...vai ser agora não. Não posso blogar com a Cautelar me olhando, é que nem trepar na frente do pai
Nayra diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Vai entrar um filme em cartaz que deve ser mó derrota, mas que eu quero ver, cara.
Nayra diz:
Qual?
Lívia diz:
É um filme do Morgan Freeman com o Jack Nicholson, na história de dois velhos que resolvem fazer umas coisas antes de morrer...comédia com fundo sentimental, sabe?
Nayra diz:
Adoro!!!!!!!! e tome caixa de lenço!
Lívia diz:
Aí eu tava pensando ontem...meu, eu tenho o espírito mais velho desterrado do mundo. Sexta foi aniversário da minha mãe e ontem o povo veio pra cá... lá pelas tantas um carinha pegou o violão e anunciou presunçosamente que as músicas que ele ia tocar eram pra pessoas com mais de trinta.
Nayra diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Lívia diz:
Saiu de "essa noite eu quero te ter", continuou com "a dois passos do paraíso", tacou um "Camilla" e depois disso descambou prum pop rock nojento e inaceitável...Alguém que toque Capital Inicial merece respeito?
Nayra diz:
Ai minha nossa senhora!
Lívia diz:
Eu me senti veeeeelha, querendo que ele cantasse "Andança", "Detalhes", "Trem das Onze", "As Rosas Não Falam"...aí eu vi o trailler do filme dos velhos e pensei: EU VOU. Foi quando me veio o pensamento: você é velha. Aliás, mais que velha, você é moribunda...sabe qual é o filme de amor mais romântico do mundo pra mim? Alguém Tem que Ceder...VELHOS! Porra, nada me comove mais que velhice e solidão e pelanca e desesperança...Pô, vou escrever isso no blog antes que eu esqueça!
Nayra diz:
Corre...não vou nem comentar pra não interromper a inspiraçao súbita!
Lívia diz:
ah...vai ser agora não. Não posso blogar com a Cautelar me olhando, é que nem trepar na frente do pai
Nayra diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Uma maldita letra de música
do maldito Chico Buarque.
Sem Açúcar
Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmanche o vestido
Ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
Na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
Sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira
E nem me adivinha os desejos
Eu de noite sou seu cavalo
Eu rolo sozinha na esteira
Sem Açúcar
Todo dia ele faz diferente
Não sei se ele volta da rua
Não sei se me traz um presente
Não sei se ele fica na sua
Talvez ele chegue sentido
Quem sabe me cobre de beijos
Ou nem me desmanche o vestido
Ou nem me adivinha os desejos
Dia ímpar tem chocolate
Dia par eu vivo de brisa
Dia útil ele me bate
Dia santo ele me alisa
Longe dele eu tremo de amor
Na presença dele me calo
Eu de dia sou sua flor
Eu de noite sou seu cavalo
A cerveja dele é sagrada
A vontade dele é a mais justa
A minha paixão é piada
Sua risada me assusta
Sua boca é um cadeado
E meu corpo é uma fogueira
Enquanto ele dorme pesado
Eu rolo sozinha na esteira
E nem me adivinha os desejos
Eu de noite sou seu cavalo
Eu rolo sozinha na esteira
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
Enquanto isso, no escritório...
Tô que nem maluca aqui elaborando uma petição de Medida Cautelar que tem que ser ajuizada até amanhã. Correria louca. Agora há pouco, parei um pouco, esfreguei os olhos e me dei conta de que a última vez que eu tinha feito xixi tinha sido na hora que eu acordei, às sete da manhã. Aproveitei o ensejo.
Estava eu no lavabo, ao lado da minha sala, quando ouço passos subindo as escadas, uma batidinha delicada na minha porta e a frase:
- Uai, cadê ela? Será que pulou a janela?
No segundo andar. Só se fosse pra cair dentro da piscina de roupa, que nem filme do Stallone com a Sharon Stone.
A Benícia é uma figuraça. Nem se eu parasse de trabalhar e ficasse aqui tentando descrevê-la ia chegar nem no dedinho do pé dela, então, já que o meu recreio será só de dez minutos, digo que ela é debochada pra caramba e vai ter que servir.
- Eita, num sei.
A Aline é um amor. Também não dá tempo de descrever, mas basta dizer que ela faz tudo o que eu peço, o que a torna uma das minhas pessoas favoritas no mundo inteiro...rs
Nesse ponto, dei a descarga - excesso de informação? - lavei as mãos e saí, enxugando as ditas na toalha de papel. A porta da minha sala tava aberta e as duas visitantes sentadinhas nas cadeiras em frente à minha mesa. Junto com elas, uma bandeja com uma pamonha picada num prato, uma torradinha de pão integral num pires ao lado, um guardanapo amarelo e uma xícara de café florida. Mas nada de bule de café.
Assim que me viu, a Benícia atacou:
- Ahá! A gente fica lá embaixo pensando que cê tá aqui em cima trabalhando e na verdade cê fica "morcegando", né?
- Morcegando???
- É, uai. Fazendo de conta!
- Ah, sei, até parece. Não se pode nem mijar em paz mais nesse escritório.
A Aline só ria. A Benícia quis saber:
- Que é que cê tanto ri, menina?
- Uai, Bê, cê trouxe a xícara e o café ficou?
Rimos todas. E as duas ainda tiraram no par ou ímpar quem ia na cozinha buscar o bendito café. Perdeu a Aline, e a Benícia ainda beliscou a pamonha dela enquanto ela não voltava.
Cara, eu adoro isso aqui.
Estava eu no lavabo, ao lado da minha sala, quando ouço passos subindo as escadas, uma batidinha delicada na minha porta e a frase:
- Uai, cadê ela? Será que pulou a janela?
No segundo andar. Só se fosse pra cair dentro da piscina de roupa, que nem filme do Stallone com a Sharon Stone.
A Benícia é uma figuraça. Nem se eu parasse de trabalhar e ficasse aqui tentando descrevê-la ia chegar nem no dedinho do pé dela, então, já que o meu recreio será só de dez minutos, digo que ela é debochada pra caramba e vai ter que servir.
- Eita, num sei.
A Aline é um amor. Também não dá tempo de descrever, mas basta dizer que ela faz tudo o que eu peço, o que a torna uma das minhas pessoas favoritas no mundo inteiro...rs
Nesse ponto, dei a descarga - excesso de informação? - lavei as mãos e saí, enxugando as ditas na toalha de papel. A porta da minha sala tava aberta e as duas visitantes sentadinhas nas cadeiras em frente à minha mesa. Junto com elas, uma bandeja com uma pamonha picada num prato, uma torradinha de pão integral num pires ao lado, um guardanapo amarelo e uma xícara de café florida. Mas nada de bule de café.
Assim que me viu, a Benícia atacou:
- Ahá! A gente fica lá embaixo pensando que cê tá aqui em cima trabalhando e na verdade cê fica "morcegando", né?
- Morcegando???
- É, uai. Fazendo de conta!
- Ah, sei, até parece. Não se pode nem mijar em paz mais nesse escritório.
A Aline só ria. A Benícia quis saber:
- Que é que cê tanto ri, menina?
- Uai, Bê, cê trouxe a xícara e o café ficou?
Rimos todas. E as duas ainda tiraram no par ou ímpar quem ia na cozinha buscar o bendito café. Perdeu a Aline, e a Benícia ainda beliscou a pamonha dela enquanto ela não voltava.
Cara, eu adoro isso aqui.
status quo
Hoje: Valentine's Day.
Nos ouvidos: Don't Make Me Wait, do Seal.
Na cabeça: adultério, contestação, plano de saúde, medida cautelar.
Nos pés: o chão, até que se prove o contrário.
No corpo: o espírito. De porco.
Na boca: um sorriso diplomático.
Nas mãos: uma tonelada de papel com palavrório jurídico.
Na manga: o Zap!
Na pauta: riscando o que me chateia.
Na ponta da língua: a letra de Summertime, que tá tocando agora.
Na frente: trabalho.
No msn: um monte de gente ocupada.
Na hora: de tomar água, antes que eu vire um figo seco.
Na noite: teatro, "Sobre mentiras e segredos".
No fundo, no fundo: aliviada, animada e saudosa.
Nos ouvidos: Don't Make Me Wait, do Seal.
Na cabeça: adultério, contestação, plano de saúde, medida cautelar.
Nos pés: o chão, até que se prove o contrário.
No corpo: o espírito. De porco.
Na boca: um sorriso diplomático.
Nas mãos: uma tonelada de papel com palavrório jurídico.
Na manga: o Zap!
Na pauta: riscando o que me chateia.
Na ponta da língua: a letra de Summertime, que tá tocando agora.
Na frente: trabalho.
No msn: um monte de gente ocupada.
Na hora: de tomar água, antes que eu vire um figo seco.
Na noite: teatro, "Sobre mentiras e segredos".
No fundo, no fundo: aliviada, animada e saudosa.
quarta-feira, fevereiro 13, 2008
Miscelânea
Eu to trabalhando pra caralho. Acho que vou mover um processo de danos morais e materiais contra um certo banco aí. Acabei de escolher que pós graduação eu vou fazer, por um sistema altamente científico de listagem de prós e contras. O inglês deve começar no mês que vem. E tive uma idéia genial ontem e nem é um blog novo, dessa vez envolve ganhos financeiros e não, não tem a ver com o adsense.
O mais difícil de idéias geniais é convencer os cúmplices de que são geniais. Aliás, os gênios sempre são incompreendidos, é foda. Tenho certeza de que o Einstein era tão descabelado porque repuxava os cabelos de frustração por não acreditarem nele. E isso sem falar do Van Gogh que cortou a própria orelha, né? Eu, por minha vez, mordo os dedos, o que é ainda mais grave, óóóóbvio. Quem liga pruma advogada sem orelha? Ninguém! Ninguém nem vê que tá faltando algo embaixo do cabelo. Agora quando os dedos estão todos mordidos, machucados, faltando ou sobrando pele, as unhas sem fazer e tudo sujo de tanto manusear processos imundos, aí sim, todo mundo repara. Inferno.
Mas voltando. Sabe aquele filme com o Ben Stiller e o Jack Black - ok, ok, referência péssima, mas não me enche - chamado, se não me engano, Inveja? (...) Aí, pronto, fui pesquisar no Google. Aqui não se dão informações pelas metades. O filme é "A Inveja Mata", originalmente, apenas "Envy". Então. O filme é bem besta, mas o que me fez lembrar dele no presente assunto é o fato do Ben Stiller morrer de inveja do Jack Black porque ele teve uma idéia aparentemente estúpida, investiu na idéia e ficou extremamente rico da noite pro dia. E o cara não acreditou nele, achou que era besteira. E o que aconteceu? Teve que enfiar a viola no saco e pedir arrego pro cara depois. E convenhamos, pedir arrego pro Jack Black é quase tão ruim quanto elogiar o Diogo Mainardi pessoalmente. Cruzes.
Da mesma forma acontecia com o lendário Cebolinha. Ele usava a poderosa mente do mal para bolar planos elaborados, maquiavélicos e infalíveis para derrotar a Mônica, mas o Cascão nunca acreditava nele e acabava ferrando tudo. Aliás, se eu fosse um pouquinho mais doente mental, poderia dizer que "O Segredo" (ahahahaahahahahah) explica muito bem o que acontecia com eles. Afinal, cara, o Cascão tinha pensamento negativo!!! Era ele o responsável pela conspiração do Universo que fazia com a Mônica sempre descobrisse o plano e descesse o cacete neles. Certeza! Tudo culpa do descrédito, da falta de fé das pessoas na genialidade alheia!
Que droga, viu. Pelo jeito ainda vou gastar o maior latim pra convencer as cúmplices do quanto a idéia é original, visionária, produtiva e rentável. Mas pelo menos alguém me faz jus. O Roberval, depois de ouvir a minha idéia, me disse agora há pouco que eu sou uma mulher empreendedora que enxerga longe.
Ok, quando você chega no blog do Roberval, você encontra concentradas todas as besteiras que circulam por email, as bizarrices do youtube e muito mais coisas toscas impensáveis. E aí, pensa: o que a opinião de um cara desses conta? E eu te respondo: conta e muito! Porque esse gosto por tosquices não é nem a ponta do iceberg. Já viu aquela propaganda da Brastemp que fala de Lado A e Lado B das personalidades? Ok, esse negócio de lado A e B é definitivamente gay, acho que todo mundo deve lembrar da marchinha de carnaval "Maria Sapatão, sapatão, sapatão/De dia é Maria, de noite é João" quando escuta isso. Mas o conceito é válido: por trás de um bem sucedido homem de negócios, tem um cara que faz mergulho submarino, que dança tango, que salta de pára quedas, que ensina pintura pra crianças carentes, etc. Esse é o Roberval. Um cara que no lado A trabalha horrores, é bom pra caralho no que faz e nunca consegue dormir antes da meia noite, porque continua trabalhando madrugada afora muitas vezes até sem perceber. E no lado B, é chegado numa bizarrice. Mas quem não é, né, Biscoito?
(...) Parei agora e reli o post. COMO eu consegui misturar Van Gogh, Cebolinha e marchinha de carnaval num post só???? Misericórdia!
Bom, não faz mal. Todos os posts que eu comecei nos últimos dias não foram pra frente. E pelo menos eu consegui atualizar o blog sem fazer post sombrio, sem contar a minha idéia genial pra alguém plagiar antes de eu conseguir executar, sem fazer nenhuma lista e nem postar letra de música, porque sinceramente, letra de música é o fim. Não tem nada mais frustrante, porque deixa margem prum monte de interpretações e não diz porra nenhuma no final das contas. E se tem uma coisa que eu odeio é não poder ir além das suposições. Odeio.
O mais difícil de idéias geniais é convencer os cúmplices de que são geniais. Aliás, os gênios sempre são incompreendidos, é foda. Tenho certeza de que o Einstein era tão descabelado porque repuxava os cabelos de frustração por não acreditarem nele. E isso sem falar do Van Gogh que cortou a própria orelha, né? Eu, por minha vez, mordo os dedos, o que é ainda mais grave, óóóóbvio. Quem liga pruma advogada sem orelha? Ninguém! Ninguém nem vê que tá faltando algo embaixo do cabelo. Agora quando os dedos estão todos mordidos, machucados, faltando ou sobrando pele, as unhas sem fazer e tudo sujo de tanto manusear processos imundos, aí sim, todo mundo repara. Inferno.
Mas voltando. Sabe aquele filme com o Ben Stiller e o Jack Black - ok, ok, referência péssima, mas não me enche - chamado, se não me engano, Inveja? (...) Aí, pronto, fui pesquisar no Google. Aqui não se dão informações pelas metades. O filme é "A Inveja Mata", originalmente, apenas "Envy". Então. O filme é bem besta, mas o que me fez lembrar dele no presente assunto é o fato do Ben Stiller morrer de inveja do Jack Black porque ele teve uma idéia aparentemente estúpida, investiu na idéia e ficou extremamente rico da noite pro dia. E o cara não acreditou nele, achou que era besteira. E o que aconteceu? Teve que enfiar a viola no saco e pedir arrego pro cara depois. E convenhamos, pedir arrego pro Jack Black é quase tão ruim quanto elogiar o Diogo Mainardi pessoalmente. Cruzes.
Da mesma forma acontecia com o lendário Cebolinha. Ele usava a poderosa mente do mal para bolar planos elaborados, maquiavélicos e infalíveis para derrotar a Mônica, mas o Cascão nunca acreditava nele e acabava ferrando tudo. Aliás, se eu fosse um pouquinho mais doente mental, poderia dizer que "O Segredo" (ahahahaahahahahah) explica muito bem o que acontecia com eles. Afinal, cara, o Cascão tinha pensamento negativo!!! Era ele o responsável pela conspiração do Universo que fazia com a Mônica sempre descobrisse o plano e descesse o cacete neles. Certeza! Tudo culpa do descrédito, da falta de fé das pessoas na genialidade alheia!
Que droga, viu. Pelo jeito ainda vou gastar o maior latim pra convencer as cúmplices do quanto a idéia é original, visionária, produtiva e rentável. Mas pelo menos alguém me faz jus. O Roberval, depois de ouvir a minha idéia, me disse agora há pouco que eu sou uma mulher empreendedora que enxerga longe.
Ok, quando você chega no blog do Roberval, você encontra concentradas todas as besteiras que circulam por email, as bizarrices do youtube e muito mais coisas toscas impensáveis. E aí, pensa: o que a opinião de um cara desses conta? E eu te respondo: conta e muito! Porque esse gosto por tosquices não é nem a ponta do iceberg. Já viu aquela propaganda da Brastemp que fala de Lado A e Lado B das personalidades? Ok, esse negócio de lado A e B é definitivamente gay, acho que todo mundo deve lembrar da marchinha de carnaval "Maria Sapatão, sapatão, sapatão/De dia é Maria, de noite é João" quando escuta isso. Mas o conceito é válido: por trás de um bem sucedido homem de negócios, tem um cara que faz mergulho submarino, que dança tango, que salta de pára quedas, que ensina pintura pra crianças carentes, etc. Esse é o Roberval. Um cara que no lado A trabalha horrores, é bom pra caralho no que faz e nunca consegue dormir antes da meia noite, porque continua trabalhando madrugada afora muitas vezes até sem perceber. E no lado B, é chegado numa bizarrice. Mas quem não é, né, Biscoito?
(...) Parei agora e reli o post. COMO eu consegui misturar Van Gogh, Cebolinha e marchinha de carnaval num post só???? Misericórdia!
Bom, não faz mal. Todos os posts que eu comecei nos últimos dias não foram pra frente. E pelo menos eu consegui atualizar o blog sem fazer post sombrio, sem contar a minha idéia genial pra alguém plagiar antes de eu conseguir executar, sem fazer nenhuma lista e nem postar letra de música, porque sinceramente, letra de música é o fim. Não tem nada mais frustrante, porque deixa margem prum monte de interpretações e não diz porra nenhuma no final das contas. E se tem uma coisa que eu odeio é não poder ir além das suposições. Odeio.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
LOL LOL LOL
Definitivamente eu acho que as pessoas subestimam meu mau humor.
Veja bem, por mais que a Dehynha diga que eu sou garota enxaqueca, que odeio tudo e que sou chata "bagarái", eu até tolero muita coisa. Mas convenhamos, né? Tem limite.
Hoje eu recebi um email assim:
de "Fulano de Tal que nunca vi mais gordo" às 11:05 a.m.
Oi gata me passa seu msn beijos
Nobre e prezado leitor, seja sincero. O que você pensaria ao ler semelhante mensagem? Use a caixa de comentários pra me esclarecer, por favor (em vez de usá-la pra concordar que eu sou chata). Confesso que ainda estou meio atordoada. Por agora, direi o que eu pensei na hora.
1. HEIN?
2. Fulano de tal WHO?
3. Não respeito gente que me chama de "gata".
4. Não respeito quem não usa vírgulas, a não ser que seja literatura expressa.
5. "Beijo" é o caralho, véi, que conversa é essa?
Então, movida por uma mórbida curiosidade e sendo muito mais legal do que deveria, respondi o cara:
Lívia
QUEM é você?
Simpaticíssima, por suposto. E pelo jeito o interlocutor também achou, porque recebi OUTRO email. Este, com o seguinte texto:
de "Fulano de Tal que nunca vi mais gordo" às 12:08 a.m.
Peguei seu blog de que lugar vc tc gata??
Ok, vamos lá (respira fundo e invoca todos os espíritos do mal pra transformarem essa forma decadente em Mumm-Ra - o de vida eterna).
E agora, o que eu digo? Responder o que prum cara desses? Só se encarnar uma daquelas telefonistas eletrônicas que não entendem nada do que a gente fala: Não entendi! Fale novamente! Ou então, posso gritar: AHÁ, EU TÔ NA PEGADINHA! \o/ Ou, como me sugeriu o Eric, "Cara, você saiu do chat UOL?". Se bem que fico tentada a perguntar: Ah, já sei, seu nome é Amaury, né?* Certeza que sim.
Ô, vida. Olha, uma dica, ta? Não me chame de gata. Nunca, ever. E não diga “tc”, cara, isso depõe contra qualquer ser humano, ainda mais um a quem eu não conheço e não tenho por que perdoar uma coisa dessas. Diz aí, por que você quis falar comigo? Pela foto? Não vá por aí, fotos são enganadoras, acredite em mim. E pelo que eu entendi, você é leitor do blog, ainda que esporádico, né? Ok. Se bem que não deve mais vir aqui depois disso, porque vai terminar de ler este post e ir direto costurar o meu nome e o do blog na boca do sapo cururu. Certo, eu posso entender isso. Mas isso é justo? Coitado do sapo, afinal, vai ficar escrito "bunda" na boca dele, você não tem coração?
*piada interna, para maiores informações, favor consultar o Júlio.
Veja bem, por mais que a Dehynha diga que eu sou garota enxaqueca, que odeio tudo e que sou chata "bagarái", eu até tolero muita coisa. Mas convenhamos, né? Tem limite.
Hoje eu recebi um email assim:
de "Fulano de Tal que nunca vi mais gordo" às 11:05 a.m.
Oi gata me passa seu msn beijos
Nobre e prezado leitor, seja sincero. O que você pensaria ao ler semelhante mensagem? Use a caixa de comentários pra me esclarecer, por favor (em vez de usá-la pra concordar que eu sou chata). Confesso que ainda estou meio atordoada. Por agora, direi o que eu pensei na hora.
1. HEIN?
2. Fulano de tal WHO?
3. Não respeito gente que me chama de "gata".
4. Não respeito quem não usa vírgulas, a não ser que seja literatura expressa.
5. "Beijo" é o caralho, véi, que conversa é essa?
Então, movida por uma mórbida curiosidade e sendo muito mais legal do que deveria, respondi o cara:
Lívia
QUEM é você?
Simpaticíssima, por suposto. E pelo jeito o interlocutor também achou, porque recebi OUTRO email. Este, com o seguinte texto:
de "Fulano de Tal que nunca vi mais gordo" às 12:08 a.m.
Peguei seu blog de que lugar vc tc gata??
Ok, vamos lá (respira fundo e invoca todos os espíritos do mal pra transformarem essa forma decadente em Mumm-Ra - o de vida eterna).
E agora, o que eu digo? Responder o que prum cara desses? Só se encarnar uma daquelas telefonistas eletrônicas que não entendem nada do que a gente fala: Não entendi! Fale novamente! Ou então, posso gritar: AHÁ, EU TÔ NA PEGADINHA! \o/ Ou, como me sugeriu o Eric, "Cara, você saiu do chat UOL?". Se bem que fico tentada a perguntar: Ah, já sei, seu nome é Amaury, né?* Certeza que sim.
Ô, vida. Olha, uma dica, ta? Não me chame de gata. Nunca, ever. E não diga “tc”, cara, isso depõe contra qualquer ser humano, ainda mais um a quem eu não conheço e não tenho por que perdoar uma coisa dessas. Diz aí, por que você quis falar comigo? Pela foto? Não vá por aí, fotos são enganadoras, acredite em mim. E pelo que eu entendi, você é leitor do blog, ainda que esporádico, né? Ok. Se bem que não deve mais vir aqui depois disso, porque vai terminar de ler este post e ir direto costurar o meu nome e o do blog na boca do sapo cururu. Certo, eu posso entender isso. Mas isso é justo? Coitado do sapo, afinal, vai ficar escrito "bunda" na boca dele, você não tem coração?
*piada interna, para maiores informações, favor consultar o Júlio.
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Sexo. Ou não.
Eu sempre fui da opinião de que Carnaval era uma coisa estranha. Via de regra ruim. E este não fugiu à regra. Aliás, carnaval-exceção foi o do ano passado, mas se tem uma coisa com a qual eu preciso me acostumar é que as coisas boas acabam com uma rapidez espantosa. Por mais que me doa, essa parece ser a regra.
Este carnaval eu passei sozinha, calada e na minha. Novidade, né? Mas até que foi sim. Choveu o tempo todo e quase não tirei o moleton. E enquanto eu me aninhava no sofá feito gato, o mundo lá fora sacudia, biritava, excretava e secretava. Sim, mesmo com o meu auto isolamento, não fiquei alheia do que tava rolando. Cheguei mesmo a declinar alguns convites, apesar do pensamento de que uma companhia sob o edredon seria mais que agradável.
Sim, este é o cerne deste post. Sexo. Ou motivos para não fazê-lo.
Há dois anos, eu escrevi um texto sobre sexo, movida pela declaração bombástica feita por uma mulher de que "sexo era sujo" e que por isso ela vivia muito bem sem isso. Hein? É, foi isso mesmo. Existe gente louca pra tudo nesse mundo, cada vez mais eu me convenço. O engraçado da coisa é que agora chegou a minha vez de resolver não fazer sexo, embora por motivos muito diversos.
Depois de declinar dos convites que me foram feitos nesse carnaval, parei pra pensar a respeito do porquê. Sabe, não sou romântica e ingênua a ponto de achar que sexo e amor devem andar juntos, longe disso. Bem sei que tesão tem vida própria e já tive boas experiências nesse sentido. Mas, mesmo desconsiderando o amor na equação, cheguei à conclusão de que sexo pra mim se tornou algo delicado de uns tempos pra cá. Ah, calma, eu explico. O que acontece é que simplesmente ficou complicado de me contentar com qualquer coisa. Como se eu tivesse estabelecido um recorde de salto em altura e não houvesse quem o quebrasse, o que infelizmente constatei. E o pior: atletas que porventura tentem o feito, sofrem e sofrerão o tenebroso crivo da comparação desleal. É triste, mas é assim.
Por isso, resolvi dar um tempo dessa coisa. To cansada de corroborarem sempre aquilo que eu já sei, obrigada. Hein? Doida, eu? É, pode até ser. Mas me conhecendo, acho melhor não envolver mais ninguém nisso. Porque eu vou sair insatisfeita e podem querer meter o tal do amor no meio. E, convenhamos: se zerar as sensações físicas já está difícil, o coração então, nem se fala.
Ah, um PS: amigos, ao que me consta, não dão em cima ao menor sinal de fragilidade, ok? Aliás, da onde eu venho, respeito é pressuposto de amizade. E se não tem isso, por favor, não venha de nhémnhémnhém pro meu lado não, que eu perco a paciência fácil.
Este carnaval eu passei sozinha, calada e na minha. Novidade, né? Mas até que foi sim. Choveu o tempo todo e quase não tirei o moleton. E enquanto eu me aninhava no sofá feito gato, o mundo lá fora sacudia, biritava, excretava e secretava. Sim, mesmo com o meu auto isolamento, não fiquei alheia do que tava rolando. Cheguei mesmo a declinar alguns convites, apesar do pensamento de que uma companhia sob o edredon seria mais que agradável.
Sim, este é o cerne deste post. Sexo. Ou motivos para não fazê-lo.
Há dois anos, eu escrevi um texto sobre sexo, movida pela declaração bombástica feita por uma mulher de que "sexo era sujo" e que por isso ela vivia muito bem sem isso. Hein? É, foi isso mesmo. Existe gente louca pra tudo nesse mundo, cada vez mais eu me convenço. O engraçado da coisa é que agora chegou a minha vez de resolver não fazer sexo, embora por motivos muito diversos.
Depois de declinar dos convites que me foram feitos nesse carnaval, parei pra pensar a respeito do porquê. Sabe, não sou romântica e ingênua a ponto de achar que sexo e amor devem andar juntos, longe disso. Bem sei que tesão tem vida própria e já tive boas experiências nesse sentido. Mas, mesmo desconsiderando o amor na equação, cheguei à conclusão de que sexo pra mim se tornou algo delicado de uns tempos pra cá. Ah, calma, eu explico. O que acontece é que simplesmente ficou complicado de me contentar com qualquer coisa. Como se eu tivesse estabelecido um recorde de salto em altura e não houvesse quem o quebrasse, o que infelizmente constatei. E o pior: atletas que porventura tentem o feito, sofrem e sofrerão o tenebroso crivo da comparação desleal. É triste, mas é assim.
Por isso, resolvi dar um tempo dessa coisa. To cansada de corroborarem sempre aquilo que eu já sei, obrigada. Hein? Doida, eu? É, pode até ser. Mas me conhecendo, acho melhor não envolver mais ninguém nisso. Porque eu vou sair insatisfeita e podem querer meter o tal do amor no meio. E, convenhamos: se zerar as sensações físicas já está difícil, o coração então, nem se fala.
Ah, um PS: amigos, ao que me consta, não dão em cima ao menor sinal de fragilidade, ok? Aliás, da onde eu venho, respeito é pressuposto de amizade. E se não tem isso, por favor, não venha de nhémnhémnhém pro meu lado não, que eu perco a paciência fácil.
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
Papo trash
A - vc ta bem, querida?
B - to de boa... e vc que manda nesse carnaval? em casa por que?
A - pq eu não gosto de carnaval. e porque o meu cotovelo anda doendo mais que nunca
B - literal?
A - antes fosse, pra dor literal eu tomava um analgésico. mas no figurado, só dá pra tomar cicuta
B - menina, que pasa?
A - nada de novo, só o de sempre.
B - ah entendo... é neguinha, o barato é louco... sabe o que descobri? no brasil eu escrevo! o que mais fiz desde que cheguei foi escrever!
A - opa... acho que to precisando ir pra europa também. travei legal ultimamente.
B - travou o que? na escrita?
A- sim
B - impossívellllllll
A - impossível nadaaaaaaa...travadaça.
B - ah, dearest!!! tem fases que so consigo pensar sobre amor acabado, aí paro de escrever mesmo, porque nunca curti sertaneja de corno...
A - ahahahaahah...exato! e nem sangrar eu to podendo, porque já enjoou, sabe? então eu to muda.
B - sim enjoa. até demais...
A - outro dia uma mulé escreveu assim no twitter: "preciso urgentemente parar de chorar antes que eu perca todos os meus amigos". e é exatamente o que eu sinto...rs... to preferindo ficar calada pra não aborrecer as pessoas...sem falar que não aguento mais nenhum sermão estilo "esquece isso, foque sua energia em você e blá blá blá".
B - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... ah comigo vc pode chorar vice? o quanto quiser! também pode escrever textos melados, amargos. moda de viola e sertaneja braba...
A - ahahahahaahah...
B - mas por favor: pode escrever sertaneja, mas nao canta, ok?
A - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... juro! (cruza dos dedos e beija)
B - então chora
A - nah, hoje não. na próxima crise eu te grito, prometo.
B - certo!!!
B - to de boa... e vc que manda nesse carnaval? em casa por que?
A - pq eu não gosto de carnaval. e porque o meu cotovelo anda doendo mais que nunca
B - literal?
A - antes fosse, pra dor literal eu tomava um analgésico. mas no figurado, só dá pra tomar cicuta
B - menina, que pasa?
A - nada de novo, só o de sempre.
B - ah entendo... é neguinha, o barato é louco... sabe o que descobri? no brasil eu escrevo! o que mais fiz desde que cheguei foi escrever!
A - opa... acho que to precisando ir pra europa também. travei legal ultimamente.
B - travou o que? na escrita?
A- sim
B - impossívellllllll
A - impossível nadaaaaaaa...travadaça.
B - ah, dearest!!! tem fases que so consigo pensar sobre amor acabado, aí paro de escrever mesmo, porque nunca curti sertaneja de corno...
A - ahahahaahah...exato! e nem sangrar eu to podendo, porque já enjoou, sabe? então eu to muda.
B - sim enjoa. até demais...
A - outro dia uma mulé escreveu assim no twitter: "preciso urgentemente parar de chorar antes que eu perca todos os meus amigos". e é exatamente o que eu sinto...rs... to preferindo ficar calada pra não aborrecer as pessoas...sem falar que não aguento mais nenhum sermão estilo "esquece isso, foque sua energia em você e blá blá blá".
B - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... ah comigo vc pode chorar vice? o quanto quiser! também pode escrever textos melados, amargos. moda de viola e sertaneja braba...
A - ahahahahaahah...
B - mas por favor: pode escrever sertaneja, mas nao canta, ok?
A - kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk... juro! (cruza dos dedos e beija)
B - então chora
A - nah, hoje não. na próxima crise eu te grito, prometo.
B - certo!!!
domingo, janeiro 27, 2008
A Bolsa ou a Vida
"- O que eu perdi, acho eu, foi uma outra vida inteira.
- Acontece com todos nós. A cada momento de cada dia. Cada decisão que tomamos, cada vez que respiramos, abre algumas portas e fecha várias outras. Não percebemos a maioria, mas notamos algumas. Acho que você percebeu uma delas.
- Ah, sim, e como — respondeu Tricia. — Vamos lá, eu vou contar. É muito simples. Há vários anos eu conheci um cara em uma festa. Ele disse que era de outro planeta e perguntou se eu queria ir embora com ele. Eu disse tá, tudo bem. Era uma senhora festa. Pedi pra ele esperar um pouquinho enquanto eu ia buscar minha bolsa, depois iria com ele numa boa para outro planeta. Ele disse que eu não ia precisar da bolsa. Respondi que ele com certeza devia vir de um lugar muito atrasado ou então saberia que uma mulher sempre precisa carregar sua bolsa. Ele ficou meio impaciente, mas eu não ia me fazer de fácil só porque ele tinha dito que era de outro planeta. Fui até o segundo andar. Demorei um tempo para encontrar a bolsa e depois o banheiro estava ocupado. Quando desci, ele tinha ido embora. - Tricia fez uma pausa.
- E...? — perguntou Gail.
- A porta do jardim estava aberta. Fui lá fora. Havia umas luzes, uma coisa brilhante. Cheguei a tempo de vê-la levantar vôo, partir silenciosa pelas nuvens e desaparecer. E foi isso. Fim da história. Fim de uma vida, início de outra. Mas não passo um minuto desta vida sem imaginar como teria sido a outra Tricia. A que não teria voltado para apanhar a bolsa. Fico achando que ela está lá fora, em algum lugar, e que sou apenas a sua sombra".
Trecho de "Praticamente Inofensiva", a quinta parte do Mochileiro das Galáxias de Douglas Adams.
Analogias válidas.
Contingências?
Resignação?
E por que será que não me convenço?
sexta-feira, janeiro 25, 2008
Old Love
Para ouvir, clique em Play
When I'm lying in my bed
There's too much confusion
Going around through my head
And it makes me so angry
To know that the flame still burns
Lord, why can't I get over?
Man when will I ever learn?
Old love, leave me alone
Old love, just go on home
I can see your face
But I know that it ain´t real
Just an illusion
Caused by how I used to feel
And it's making me so angry
I know that the flame will always burn (flame will always burn)
I ain't never gonna get over
I know now that I'll never learn (never learn)
Old love, leave me alone
Old love, just go on home
quarta-feira, janeiro 23, 2008
That's Death
Quando me conectei hoje cedo, levei um susto: o Ego, aquele site deprimente de fofocas, tinha me adicionado no Twitter. Eu, hein? Aí, quando fui lá conferir se era aquela merda mesmo, li que o Heath Ledger tinha morrido - susto parte II. Chocante, um cara tão novo, tão bonito, tão vivo. E nem se trata de comoção, nem é por ser ele, nem é aquela questão ridícula de "morreu e virou santo, vamos falar bem dele". Apenas acho triste tamanho desperdício de vida, seja dele ou de qualquer outro.
Aí, estávamos eu e a Jo falando sobre isso no msn, quando abri o email e li um texto do Zander que me doeu. Aliás, o Zander é mestre em me enfiar a faca com as coisas que ele escreve. E, na verdade, eu deveria falar um pouco sobre esses dois personagens, mesmo que o tema do post seja meio esquisito pra isso. Jo me chegou através de um cara que não vale absolutamente a pena, caiu de pára-quedas no meio da lona do meu circo se dizendo minha fã e o resultado é que hoje eu sou apaixonada por ela. Uma pessoa de sensibilidade, inteligência e senso de humor raros. Nem sei se ela se dá conta, mas o fato dela gostar do que eu escrevo é um elogio gigante que prescinde de palavras, porque eu a tenho na mais alta conta. Zander, por outro lado, é uma farsa. Ou isso é o que ele gostaria que as pessoas pensassem. Ele é meu Amigo e quem é fã nesse caso sou eu porque ele consegue dizer umas coisas fantásticas de um jeito todo particular. Mas isso só nas crônicas fodas que ele escreve que acabam com a minha vida, porque no msn ele é monossilábico, nos comentários dos blogs alheios é um chato de galocha, por email ele pede votos pro IBest e na mesa do bar diz coisas absurdas como, por exemplo, ter um "anjinho barroco". Anyway.
Voltando à vaca fria. Ou morta. Estava eu conversando com a Jo, mostrei pra ela o texto do Zander e ela me chamou a atenção sobre como ele também era sobre morte. Mortes estúpidas das pessoas que já fomos, de pedaços nossos que ficaram pra trás, de situações que mudaram, momentos que se perderam. E eu fiquei pensando nisso. Na verdade eu me conformo menos com situações que morrem do que com pessoas, as primeiras me deixam maior pesar e maior saudade que as segundas. Sei lá, morte em si é pra mim um negócio menos mau que pra maioria das pessoas, eu acho. Talvez porque não ache que é o fim de tudo e tals. Claro, ainda acho estranho quem tatua a imagem dela no braço, mas em se tratando de quem é, não poderia esperar nada mais...singular.
A Morte a la Sandman*
Eu tenho a maior pena de algumas coisas da minha vida que morreram. E também das coisas que estão morrendo agora, enquanto eu digito. Minhas esperanças e sonhos, meus amigos, minhas células e idéias, meu tempo. Este último morre o tempo todo, sem menções honrosas ou desonrosas, e muito me angustia que ele morra, porque a sensação de desperdício é ainda maior. Gigantesca na verdade, intolerável. E quando me ponho a refletir sobre a morte do tempo - ou da bezerra, como diria a minha mãe - é inevitável que eu lamente tudo o mais que foi junto com ele e que ainda vai. As Lívias que eu já fui, as risadas que elas deram, os abraços que receberam, as oportunidades que se foram. Morreram e agora só existem na memória - na minha e na das pessoas que estavam lá naquele momento.
Mas o papo com a Jo nunca é linear e nunca pára na superfície. Conversando, chegamos no ponto em que ambas admitimos já termos tido as idéias mórbidas que se têm quando pensamos: "e se eu morrer de repente?" Eu disse que vou elaborar uma lista das pessoas a serem avisadas, pra não serem pegas de surpresa "O QUE? A Lívia morreu?? Mas eu falei com ela ontem!". Ela disse que já escolheu a música do funeral dela - que, diga-se de passagem é um sarro e está no vídeo aí embaixo - e, portanto, pessoas, não copiem a idéia da Jo, escolham suas próprias músicas fúnebres.
That's Death - Letra AQUI
Eu não sei qual das duas é pior. Por via das dúvidas, internem ambas.
Em todo o caso, se você é meu amigo, eu morrer de repente e ninguém te avisar, tenha a certeza: a culpa é da minha mãe, ok? Porque EU certamente lembrei de colocar seu nome na lista.
*desenho de Fábio Yabu, emprestado do blog da Marisa Toma.
Aí, estávamos eu e a Jo falando sobre isso no msn, quando abri o email e li um texto do Zander que me doeu. Aliás, o Zander é mestre em me enfiar a faca com as coisas que ele escreve. E, na verdade, eu deveria falar um pouco sobre esses dois personagens, mesmo que o tema do post seja meio esquisito pra isso. Jo me chegou através de um cara que não vale absolutamente a pena, caiu de pára-quedas no meio da lona do meu circo se dizendo minha fã e o resultado é que hoje eu sou apaixonada por ela. Uma pessoa de sensibilidade, inteligência e senso de humor raros. Nem sei se ela se dá conta, mas o fato dela gostar do que eu escrevo é um elogio gigante que prescinde de palavras, porque eu a tenho na mais alta conta. Zander, por outro lado, é uma farsa. Ou isso é o que ele gostaria que as pessoas pensassem. Ele é meu Amigo e quem é fã nesse caso sou eu porque ele consegue dizer umas coisas fantásticas de um jeito todo particular. Mas isso só nas crônicas fodas que ele escreve que acabam com a minha vida, porque no msn ele é monossilábico, nos comentários dos blogs alheios é um chato de galocha, por email ele pede votos pro IBest e na mesa do bar diz coisas absurdas como, por exemplo, ter um "anjinho barroco". Anyway.
Voltando à vaca fria. Ou morta. Estava eu conversando com a Jo, mostrei pra ela o texto do Zander e ela me chamou a atenção sobre como ele também era sobre morte. Mortes estúpidas das pessoas que já fomos, de pedaços nossos que ficaram pra trás, de situações que mudaram, momentos que se perderam. E eu fiquei pensando nisso. Na verdade eu me conformo menos com situações que morrem do que com pessoas, as primeiras me deixam maior pesar e maior saudade que as segundas. Sei lá, morte em si é pra mim um negócio menos mau que pra maioria das pessoas, eu acho. Talvez porque não ache que é o fim de tudo e tals. Claro, ainda acho estranho quem tatua a imagem dela no braço, mas em se tratando de quem é, não poderia esperar nada mais...singular.
Eu tenho a maior pena de algumas coisas da minha vida que morreram. E também das coisas que estão morrendo agora, enquanto eu digito. Minhas esperanças e sonhos, meus amigos, minhas células e idéias, meu tempo. Este último morre o tempo todo, sem menções honrosas ou desonrosas, e muito me angustia que ele morra, porque a sensação de desperdício é ainda maior. Gigantesca na verdade, intolerável. E quando me ponho a refletir sobre a morte do tempo - ou da bezerra, como diria a minha mãe - é inevitável que eu lamente tudo o mais que foi junto com ele e que ainda vai. As Lívias que eu já fui, as risadas que elas deram, os abraços que receberam, as oportunidades que se foram. Morreram e agora só existem na memória - na minha e na das pessoas que estavam lá naquele momento.
Mas o papo com a Jo nunca é linear e nunca pára na superfície. Conversando, chegamos no ponto em que ambas admitimos já termos tido as idéias mórbidas que se têm quando pensamos: "e se eu morrer de repente?" Eu disse que vou elaborar uma lista das pessoas a serem avisadas, pra não serem pegas de surpresa "O QUE? A Lívia morreu?? Mas eu falei com ela ontem!". Ela disse que já escolheu a música do funeral dela - que, diga-se de passagem é um sarro e está no vídeo aí embaixo - e, portanto, pessoas, não copiem a idéia da Jo, escolham suas próprias músicas fúnebres.
Eu não sei qual das duas é pior. Por via das dúvidas, internem ambas.
Em todo o caso, se você é meu amigo, eu morrer de repente e ninguém te avisar, tenha a certeza: a culpa é da minha mãe, ok? Porque EU certamente lembrei de colocar seu nome na lista.
*desenho de Fábio Yabu, emprestado do blog da Marisa Toma.
segunda-feira, janeiro 21, 2008
Altas Doses de Estrogênio
Esse fim de semana foi introspectivo e solitário. Não que isso seja novidade, mas é que a Nayra viajou na quinta feira e aí a coisa foi mais parada que de costume, um saco. Nem sei como eu vou me virar quando a bichinha mudar de vez pro Rio...Aliás, olha a ironia: eu nunca não quis tanto ir pro Rio como hoje e, no entanto, em breve, três das minhas melhores amigas estarão morando lá. Ainda bem que a ponte aérea só demora cinqüenta minutos!
Aí, aproveitando o excesso de ócio causado pela chuva - ah, tem mais essa! Em Uberlândia faz calor que nem o porão do inferno, com o agravante que é abafado, nem ventar nessa joça venta. Então, durante a semana cozinhamos, tentando não suar aos borbotões dentro de roupas sérias e escritórios fechados, e pensamos: oba, vou tomar um sol no fim de semana, porque bronzeada a gente parece mais magra e tal. Adivinha?
Na sexta à noite começa a ventania, folhas rodopiando pra todo lado e não se vê uma estrela no céu. De madrugada, a fulana acorda por cinco segundos e pensa ter ouvido chuva do lado de fora, mas nem dá tempo de processar a informação e já está capotada babando no travesseiro de novo. Abre os olhos no sábado de manhã e constata: é, choveu o dilúvio, tá tudo cinza e sol nem pensar. O mesmo no domingo, com a diferença que, no cúmulo do requinte de crueldade, o sol abre no finalzinho da tarde, esquentando pra caralho, sem no entanto servir pra nada, a menos que fosse pra subir no telhado pra pegar pelo menos um restinho. Sem chance, né? Meus dias de mulher aranha se foram.
Aí, durante o excesso de ócio, eu zerei um jogo (a coisa menos feminina e mais Lívia que eu fiz), li meio livro da Martha Medeiros e assisti a duas temporadas de Sex and The City. Tanto o livro quanto os dvds me foram emprestados por um amigo, que disse: aqui, ó, eu alimento meu lado gay com isso.
E bota lado gay nisso. Martha Medeiros é a mais mulherzinha de todas. Não que eu não tenha gostado, ao contrário. O livro, Montanha Russa, contém cem crônicas engraçadas, sensíveis e interessantes, me peguei rindo e pensando em muita coisa enquanto lia. Mas sei lá. Eu me sinto meio masculinóide mesmo, às vezes. Excessivamente crítica, desconfortável com romantismos e ingenuidades, sem paciência com otimismo ou simplismo. Fazer o que, né? Uma pessoa cuja opinião eu respeito muito me disse outro dia: "antes cínico que simplório" e eu tive que concordar. Se bem que também ficam me dizendo que eu não sou cínica, que isso é só uma fase, etc. Anyway.
Sex and The City é divertidinho. Porque tem sexo - o tempo todo, como trepam aquelas mulheres! Até parece que a vida é fácil desse jeito mesmo! - e muitas situações engraçadas. Fetiches, tabus, pau grande, pau pequeno, transar no primeiro encontro, sexo tântrico, com sentimento ou sem sentimento, relacionamentos, problemas com relacionamentos, fins de relacionamentos, corações partidos. Ok. Reconheço, mulher fala de tudo isso mesmo. Mas nem é só disso, sabe? E eu me senti meio banalizada por ser retratada daquela forma tão...mulherzinha.
Quem, eu?
Ta certo, eu tenho as minhas manias e tal. Bem sei que já aborreci muita gente com elas e até decepcionei uns e outros por ser capaz de agir assim ou assado. Coisa que eu lamento profundamente, não gosto de ser neurótica, pode acreditar. E, via de regra, tenho horror de mulherzinha. Elas concentram tudo aquilo que eu desprezo nas minhas companheiras de sexo. Frescura, chiliques, ataques de ciúmes, invasão do espaço alheio, manipulação, jogos em vez de relacionamentos, conversas sobre vida alheia ou novela, filmes e livros água com açúcar, revistas e programas de televisão "voltados para o público feminino", essas coisas. As mulherzinhas são o estereótipo negativo feminino, tudo o que torna as mulheres desinteressantes e irritantes. E muito me incomoda ser rotulada com elas, como se fôssemos uma coisa só.
Enfim, andei me expondo demais esse fim de semana a calcinhas e estrogênio. Tô abastecida por meses inteiros. Acho até que tô precisando de antídoto! O jeito é começar hoje à noite o quarto Mochileiro das Galáxias e chamar meu irmão pra jogar Guitar Hero no PS2. ¬¬
Aí, aproveitando o excesso de ócio causado pela chuva - ah, tem mais essa! Em Uberlândia faz calor que nem o porão do inferno, com o agravante que é abafado, nem ventar nessa joça venta. Então, durante a semana cozinhamos, tentando não suar aos borbotões dentro de roupas sérias e escritórios fechados, e pensamos: oba, vou tomar um sol no fim de semana, porque bronzeada a gente parece mais magra e tal. Adivinha?
Na sexta à noite começa a ventania, folhas rodopiando pra todo lado e não se vê uma estrela no céu. De madrugada, a fulana acorda por cinco segundos e pensa ter ouvido chuva do lado de fora, mas nem dá tempo de processar a informação e já está capotada babando no travesseiro de novo. Abre os olhos no sábado de manhã e constata: é, choveu o dilúvio, tá tudo cinza e sol nem pensar. O mesmo no domingo, com a diferença que, no cúmulo do requinte de crueldade, o sol abre no finalzinho da tarde, esquentando pra caralho, sem no entanto servir pra nada, a menos que fosse pra subir no telhado pra pegar pelo menos um restinho. Sem chance, né? Meus dias de mulher aranha se foram.
Aí, durante o excesso de ócio, eu zerei um jogo (a coisa menos feminina e mais Lívia que eu fiz), li meio livro da Martha Medeiros e assisti a duas temporadas de Sex and The City. Tanto o livro quanto os dvds me foram emprestados por um amigo, que disse: aqui, ó, eu alimento meu lado gay com isso.
E bota lado gay nisso. Martha Medeiros é a mais mulherzinha de todas. Não que eu não tenha gostado, ao contrário. O livro, Montanha Russa, contém cem crônicas engraçadas, sensíveis e interessantes, me peguei rindo e pensando em muita coisa enquanto lia. Mas sei lá. Eu me sinto meio masculinóide mesmo, às vezes. Excessivamente crítica, desconfortável com romantismos e ingenuidades, sem paciência com otimismo ou simplismo. Fazer o que, né? Uma pessoa cuja opinião eu respeito muito me disse outro dia: "antes cínico que simplório" e eu tive que concordar. Se bem que também ficam me dizendo que eu não sou cínica, que isso é só uma fase, etc. Anyway.
Sex and The City é divertidinho. Porque tem sexo - o tempo todo, como trepam aquelas mulheres! Até parece que a vida é fácil desse jeito mesmo! - e muitas situações engraçadas. Fetiches, tabus, pau grande, pau pequeno, transar no primeiro encontro, sexo tântrico, com sentimento ou sem sentimento, relacionamentos, problemas com relacionamentos, fins de relacionamentos, corações partidos. Ok. Reconheço, mulher fala de tudo isso mesmo. Mas nem é só disso, sabe? E eu me senti meio banalizada por ser retratada daquela forma tão...mulherzinha.
Ta certo, eu tenho as minhas manias e tal. Bem sei que já aborreci muita gente com elas e até decepcionei uns e outros por ser capaz de agir assim ou assado. Coisa que eu lamento profundamente, não gosto de ser neurótica, pode acreditar. E, via de regra, tenho horror de mulherzinha. Elas concentram tudo aquilo que eu desprezo nas minhas companheiras de sexo. Frescura, chiliques, ataques de ciúmes, invasão do espaço alheio, manipulação, jogos em vez de relacionamentos, conversas sobre vida alheia ou novela, filmes e livros água com açúcar, revistas e programas de televisão "voltados para o público feminino", essas coisas. As mulherzinhas são o estereótipo negativo feminino, tudo o que torna as mulheres desinteressantes e irritantes. E muito me incomoda ser rotulada com elas, como se fôssemos uma coisa só.
Enfim, andei me expondo demais esse fim de semana a calcinhas e estrogênio. Tô abastecida por meses inteiros. Acho até que tô precisando de antídoto! O jeito é começar hoje à noite o quarto Mochileiro das Galáxias e chamar meu irmão pra jogar Guitar Hero no PS2. ¬¬
quinta-feira, janeiro 17, 2008
Teresinha
Ontem foi um dia foda. Com um espaço de algumas horas encontrei dois amigos de dez anos. Um, sempre presente na minha vida, é o mesmo a que me referi no "meu, seu, nosso". O outro é um que vejo esporadicamente e a última vez em que nos tínhamos encontrado foi no final de 2006, quando eu tava radiante e cheia de planos pro futuro.
Ambos importantes, cada qual a sua maneira. Cada um remete a uma Lívia e isso é algo interessante de se fazer - ao menos pra mim.
O primeiro me chegou (como quem chega do florista - rá, não reclame, esse é um blog referencista!) no fim da tarde, mancando por causa do joelho, sorrindo, mas com um papo sério pra levar. Aliás, um dos papos mais sérios que já levamos. Muros de tensão, raciocínios graves, verdades duras, enxurradas de sentimento. Algo como um pacto, uma aliança. E a maior declaração de confiança ever. São poucas as vezes em que a gente se dá conta de que ama alguém pra caralho, e essa foi uma delas. Foda.
Ele se foi e me deixou com os meus pensamentos, que me entretiveram até que tocou o telefone. Era o segundo, que (trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar) me chamou prum barzinho, onde sentamos e falamos da vida - desde quando não nos víamos e de tempos antes também. Boas risadas, histórias, impressões, lembranças, piadas. De todas as coisas interessantes que ouvi, destaco as seguintes:
"Todos precisamos de holofotes, mas é necessário discernir até que ponto é iluminação e a partir de onde é ofuscação".
"Não dá pra prescindir de um pouco de cinismo e ironia nessa vida".
"Eu não magôo pessoas, elas é que escolhem se sentir magoadas".
"Você faz parte do panteão feminino da minha vida" (Rá!)
Ah, como é bom conversar com gente que gosta de conversar e que tem coisa que preste pra dizer! :-P
Ambos importantes, cada qual a sua maneira. Cada um remete a uma Lívia e isso é algo interessante de se fazer - ao menos pra mim.
O primeiro me chegou (como quem chega do florista - rá, não reclame, esse é um blog referencista!) no fim da tarde, mancando por causa do joelho, sorrindo, mas com um papo sério pra levar. Aliás, um dos papos mais sérios que já levamos. Muros de tensão, raciocínios graves, verdades duras, enxurradas de sentimento. Algo como um pacto, uma aliança. E a maior declaração de confiança ever. São poucas as vezes em que a gente se dá conta de que ama alguém pra caralho, e essa foi uma delas. Foda.
Ele se foi e me deixou com os meus pensamentos, que me entretiveram até que tocou o telefone. Era o segundo, que (trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar) me chamou prum barzinho, onde sentamos e falamos da vida - desde quando não nos víamos e de tempos antes também. Boas risadas, histórias, impressões, lembranças, piadas. De todas as coisas interessantes que ouvi, destaco as seguintes:
"Todos precisamos de holofotes, mas é necessário discernir até que ponto é iluminação e a partir de onde é ofuscação".
"Não dá pra prescindir de um pouco de cinismo e ironia nessa vida".
"Eu não magôo pessoas, elas é que escolhem se sentir magoadas".
"Você faz parte do panteão feminino da minha vida" (Rá!)
Ah, como é bom conversar com gente que gosta de conversar e que tem coisa que preste pra dizer! :-P
quarta-feira, janeiro 16, 2008
Conversas Insólitas II
- Tem noção que nos últimos minutos você gargalhou E amaldiçoou o mundo?
- É, né?
- Cara, você é bicúspide.
- Hein?? Seu cretinoooooo! Eu não sou um molusco!!
- MOLUSCO?
- Putz, eu entendi bivalvo!
- ahahahahaahah...
- E por que você me chamou de bicúspide?
- Eu quis dizer bipolar...
- ... ¬¬
- É, né?
- Cara, você é bicúspide.
- Hein?? Seu cretinoooooo! Eu não sou um molusco!!
- MOLUSCO?
- Putz, eu entendi bivalvo!
- ahahahahaahah...
- E por que você me chamou de bicúspide?
- Eu quis dizer bipolar...
- ... ¬¬
segunda-feira, janeiro 14, 2008
Catarse cinematográfica
Eu to com um pequeno problema. Descobri sexta feira à noite que não estou conseguindo mais assistir a qualquer filme.
Eu sempre gostei de comédia romântica, por mais descartáveis que elas fossem, porque depois de algumas risadas, acabava tudo bem e, afinal de contas, muitas vezes é pra isso que serve o cinema - pra saciar, pelo menos um pouco, a nossa sede por finais felizes. Por outro lado, assistir a filmes cheios de desgraças em que o mocinho só se fode também era bom, porque, além das diversas reflexões que pudessem suscitar, despertavam um sentimento de "ufa, eu tô até bem!" quando subiam os créditos.
Mas isso agora já era. Eu vejo um filme besta que nem é Must Love Dogs, por exemplo, e fico com uma sensação muito ruim, com um puta gosto amargo na boca. Porque por mais que eu ache divertida a parte em que dá tudo errado, aquela sutil transição que ocorre em todo filme desse tipo, quando as coisas começam a melhorar, em que a trilha sonora muda e em que o personagem começa a ficar mais feliz, não me carrega junto mais. Eu assisto totalmente alheia à vida do cara, que era toda ferrada, se ajeitar. Ele fica com a mocinha e vive feliz pra sempre, e eu sequer consigo reclamar. Não, não tem problema nenhum, o roteiro é bom, os atores também (Diane Lane e John Cusack, por exemplo), o filme ficou bem feitinho, mas... não me toca. Aliás, minto, toca sim. A felicidade alheia - mesmo que de mentirinha - me chateia. Eu penso: cara, acho melhor eu me preparar pra virar a bruxa do João e Maria, vivendo sozinha no meio da floresta numa casa de doces e aprisionando crianças na gaiola pra assar no forno e comer.
E isso também rola com um filme cheio de desgraça que nem o o Mrs. Harris (com a Annete Benning), que eu assisti ontem, por exemplo. Um filme em que a mulher se apaixona pelo cara - aliás, pelo careca, baixinho e narigudo do Ben Kingsley, cruz credo! - que não é muito afeito a intimidades, os dois namoram, ele a pede em casamento, muda de idéia e ela fica os próximos quinze anos namorando o cara "sem exclusividade" e vivendo com ele sem estar realmente com ele. Fica paranóica, deprimida, solitária, infeliz e mal amada. Por fim, quando ela resolve se matar, vai até a casa dele pra se despedir, o tiro acaba pegando nele e o cara morre. Resultado: ela é julgada, condenada e fica presa até os 69 anos. Aí você me pergunta: o que isso tem a ver com você, criatura??? Bom... nada, eu provavelmente direi. Mas não é a coisa específica que me atinge, é a desgraça genérica - eu me identifico! Basta o sofrimento. To na merda!

Aí fodeu, né? Porque de filme de guerra eu não gosto - um dos poucos de que eu gostei foi o Círculo de Fogo (Enemy at the Gates) - filme de terror eu não assisto, filme de artes marciais eu abomino...acabam restando:
1. as comédias respeitáveis;
2. os besteiróis
3. as ficções científicas levando em conta que eu não gosto de Star Wars;
4. as nerdices tipo filmes inspirados em heróis de quadrinhos;
5. os filmes tipo The Departed em que morre todo mundo mesmo e pronto, acabou;
6. os musicais em que a estrela é a música e os dramas não passam de pano de fundo;
7. os thrillers de serial killer com o Morgan Freeman;
8. os desenhos animados da Pixar.
Ah, claro, isso tudo sem mencionar que outro dia, num arroubo de boa vontade e reverência com o cinema brasileiro, eu me sentei cinco minutos diante da televisão pra assistir "Ó Paí ó". Meus amigos, o que é aquilo, pelamordedeus??? Não há Lázaro Ramos e Wagner Moura, nem ufanismo pelo cinema nacional que compense uma porcaria daquele tamanho, misericórdia!
Aliás, preciso analisar se aqueles minutos não me deixaram mais sequelada do que eu já era!...rs
Eu sempre gostei de comédia romântica, por mais descartáveis que elas fossem, porque depois de algumas risadas, acabava tudo bem e, afinal de contas, muitas vezes é pra isso que serve o cinema - pra saciar, pelo menos um pouco, a nossa sede por finais felizes. Por outro lado, assistir a filmes cheios de desgraças em que o mocinho só se fode também era bom, porque, além das diversas reflexões que pudessem suscitar, despertavam um sentimento de "ufa, eu tô até bem!" quando subiam os créditos.
Mas isso agora já era. Eu vejo um filme besta que nem é Must Love Dogs, por exemplo, e fico com uma sensação muito ruim, com um puta gosto amargo na boca. Porque por mais que eu ache divertida a parte em que dá tudo errado, aquela sutil transição que ocorre em todo filme desse tipo, quando as coisas começam a melhorar, em que a trilha sonora muda e em que o personagem começa a ficar mais feliz, não me carrega junto mais. Eu assisto totalmente alheia à vida do cara, que era toda ferrada, se ajeitar. Ele fica com a mocinha e vive feliz pra sempre, e eu sequer consigo reclamar. Não, não tem problema nenhum, o roteiro é bom, os atores também (Diane Lane e John Cusack, por exemplo), o filme ficou bem feitinho, mas... não me toca. Aliás, minto, toca sim. A felicidade alheia - mesmo que de mentirinha - me chateia. Eu penso: cara, acho melhor eu me preparar pra virar a bruxa do João e Maria, vivendo sozinha no meio da floresta numa casa de doces e aprisionando crianças na gaiola pra assar no forno e comer.
E isso também rola com um filme cheio de desgraça que nem o o Mrs. Harris (com a Annete Benning), que eu assisti ontem, por exemplo. Um filme em que a mulher se apaixona pelo cara - aliás, pelo careca, baixinho e narigudo do Ben Kingsley, cruz credo! - que não é muito afeito a intimidades, os dois namoram, ele a pede em casamento, muda de idéia e ela fica os próximos quinze anos namorando o cara "sem exclusividade" e vivendo com ele sem estar realmente com ele. Fica paranóica, deprimida, solitária, infeliz e mal amada. Por fim, quando ela resolve se matar, vai até a casa dele pra se despedir, o tiro acaba pegando nele e o cara morre. Resultado: ela é julgada, condenada e fica presa até os 69 anos. Aí você me pergunta: o que isso tem a ver com você, criatura??? Bom... nada, eu provavelmente direi. Mas não é a coisa específica que me atinge, é a desgraça genérica - eu me identifico! Basta o sofrimento. To na merda!

Aí fodeu, né? Porque de filme de guerra eu não gosto - um dos poucos de que eu gostei foi o Círculo de Fogo (Enemy at the Gates) - filme de terror eu não assisto, filme de artes marciais eu abomino...acabam restando:
1. as comédias respeitáveis;
2. os besteiróis
3. as ficções científicas levando em conta que eu não gosto de Star Wars;
4. as nerdices tipo filmes inspirados em heróis de quadrinhos;
5. os filmes tipo The Departed em que morre todo mundo mesmo e pronto, acabou;
6. os musicais em que a estrela é a música e os dramas não passam de pano de fundo;
7. os thrillers de serial killer com o Morgan Freeman;
8. os desenhos animados da Pixar.
Ah, claro, isso tudo sem mencionar que outro dia, num arroubo de boa vontade e reverência com o cinema brasileiro, eu me sentei cinco minutos diante da televisão pra assistir "Ó Paí ó". Meus amigos, o que é aquilo, pelamordedeus??? Não há Lázaro Ramos e Wagner Moura, nem ufanismo pelo cinema nacional que compense uma porcaria daquele tamanho, misericórdia!
Aliás, preciso analisar se aqueles minutos não me deixaram mais sequelada do que eu já era!...rs
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Epifania
O dia em que encontrei esse poema numa prova antiga da UFRJ, meu coração até bateu mais rápido. Parecia que ele dizia o que eu estava tentando desencavar de algum lugar. Algo que circulava com o meu sangue e eu ficava tentando transformar em palavras.
DE MANHÃ
O hábito de estar aqui agora
aos poucos substitui a compulsão
de ser o tempo todo alguém ou algo.
Um belo dia – por algum motivo
é sempre dia claro nesses casos –
você abre a janela, ou abre um pote
de pêssegos em calda, ou mesmo um livro
que nunca há de ser lido até o fim
e então a idéia irrompe, clara e nítida.
É necessário? Não. Será possível?
De modo algum. Ao menos dá prazer?
Será prazer essa existência cega
e latejar na mente o tempo todo?
Então por quê?
E neste exato instante
você por fim entende, e refestela-se
a valer nessa poltrona, a mais cômoda
da casa, e pensa sem rancor:
Perdi o dia, mas ganhei o mundo.
(Mesmo que seja por trinta segundos.)
Paulo Henriques de Brito - As Três Epifanias.
DE MANHÃ
O hábito de estar aqui agora
aos poucos substitui a compulsão
de ser o tempo todo alguém ou algo.
Um belo dia – por algum motivo
é sempre dia claro nesses casos –
você abre a janela, ou abre um pote
de pêssegos em calda, ou mesmo um livro
que nunca há de ser lido até o fim
e então a idéia irrompe, clara e nítida.
É necessário? Não. Será possível?
De modo algum. Ao menos dá prazer?
Será prazer essa existência cega
e latejar na mente o tempo todo?
Então por quê?
E neste exato instante
você por fim entende, e refestela-se
a valer nessa poltrona, a mais cômoda
da casa, e pensa sem rancor:
Perdi o dia, mas ganhei o mundo.
(Mesmo que seja por trinta segundos.)
Paulo Henriques de Brito - As Três Epifanias.
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Teorias de boteco
Ontem eu ri como poucas vezes nos últimos tempos. Bons amigos numa mesa de boteco e bons amigos tocando música boa no palco. E aí rola muito papo furado, muita sacanagem, altas histórias cabeludas, algumas observações sérias e, principalmente, grandes teorias.
Uma das melhores seqüências da noite começou, como de costume, com um solo de guitarra excepcional. No palco, um dos meus amigos tocava meio em transe, de olhos fechados, o corpo acompanhando o movimento - frenético - dos dedos. Espectadores que éramos, fomos junto. Olhos, respiração, pulso. Acelerando. Até que ele tirou as mãos das cordas, agarrou o microfone e soltou um gemido rouco e sentido com a voz potente.
Um suspiro e minha amiga e eu trocamos olhares com a expressão em comum no rosto: Ai, caralho. E a declaração que deflagrou o papo:
- Ai, se ele fosse trinta centímetros mais alto!... - ela se abanou.
- TRINTA centímetros? PRA QUE você precisa disso tudo? - eu arregalei os olhos.
- Ah, cara, minha fase de baixinhos está encerrada oficialmente.
- Ai, senhor, dai-me forças...
- É verdade!... - voltou os olhos pro palco com uma expressão de "ai, que pena".
Os meninos entraram na conversa.
- Cara, isso é preconceito. - disse um.
- Eu não entendo essa onda! - atalhou o outro.
- Ah, mas isso é porque vocês dois são dois Oompa Loompas! - ela alfinetou.
Todo mundo caiu na risada, inclusive eles. Viraram a mira pro meu rumo:
- Ô Loka, diz aí...por onde passa esse negócio de mulher preferir homem alto?
- É, tem a ver com estética ou é aquele lance de se sentir protegida e etc...?
Pronto, sobrou pra mim. Até me endireitei na cadeira.
- Olha só... Só dá pra falar por mim, certo? - eles assentiram - Então. Eu já namorei homens altos e baixos, pra mim tanto faz isso. É fato que algumas observações podem ser feitas...cara, eu sou gordinha, ok? Eu luto com a balança e tenho consciência de que nunca vou ser miudinha...
- Ah, não! - eles tentaram interromper.
- Cala a boca, deixa eu falar, porra. - cortei. - Eu sou. E, por isso, sair com um cara alto, grande, é mais confortável porque faz eu me sentir menor, até mais magra.
- Poooorra!
- Espera, caralho, deixa eu falar!
- Ok, fala.
- Então. Por outro lado, não é todo cara baixo que faz a gente se sentir grande. Vocês dois, por exemplo, são baixos, mas...
- São dois Oompa Loompas! Dois mini-craques cabeçudos! - minha amiga provocou novas risadas e eles a mandaram prum lugar intranscritível. É incrível que a gente consiga levar qualquer conversa a cabo.
- MAS - olhei feio pra ela - o volume, a massa corporal de vocês faz parecerem maiores.
- Faz? - eles se surpreenderam. - Mas a gente é normal!
- Faz sim. Vocês não sabem como um homem da mesma altura de vocês, um pouco mais franzino, pode parecer menor... - fiz uma careta.
- Ah, mas aí também entra o espírito de Pincher! - ressaltou um.
- O QUE? - todo mundo caiu na risada de novo.
- É, ora. Se o cara SE SENTE pequeno, se fica intimidado com uma mulher de salto...
- É, todos os meus namorados baixinhos reclamaram dos saltos... - eu considerei.
- UNS BABACAS! - a indignação dos dois foi tanta que quase falaram em uníssono.
- ... e, principalmente, se o cara não tem postura de homem, claro que a garota vai olhar pra ele e ver um cachorro chato que late fininho pedindo colo! - meu amigo completou.
Depois das gargalhadas, meu outro amigo fez cara séria.
- Mas então, cara - olhando pra mim - isso de se sentir menor com um cara grande é neurose sua, né?
- Claro que é neurose minha. Assim como essa baboseira de "trinta centímetros mais alto" é neurose dela! - apontei pra minha amiga - Todo mundo tem as suas!
- Epa, epa, epa! Já viraram a metralhadora pra mim, é?
- Não, cala a boca, você é neurótica mesmo. - ele mostrou a língua tirando sarro dela e se virou pra mim de novo - Cara, eu vou te dizer, na boa, você me conhece, sabe que não tem nada a ver e tal. Mas não me conformo com essa conversa de gordinha. Eu sempre admirei a sua postura tranquila, sua segurança, seu charme. E nisso você deve concordar comigo - se virou pro outro, que assentiu com a cabeça - Você é bonita e consciente do seu corpo. Dá pra ver pelo jeito que você olha, que sorri, que se move e isso é muito sensual.
Eu estava desconsertada, mas ele continuava sério. Aliás, os dois estavam, parecia que meus amigos tinha tirado a noite pruma intervenção na minha auto-estima.
- E tudo isso combinado com a sua personalidade, faz com que você seja extremamente desejável pra qualquer homem. Então não se engane, cara, ao lado de qualquer um você vai parecer exatamente assim. Só precisa se cuidar pra fugir dos babacas...
- É, não perca tempo com espíritos de Pincher... - o outro riu.
Nesse momento a banda fez uma pausa e a minha amiga se levantou, sacudiu os cabelos e foi saindo.
- Ei, onde você vai? - eu quis saber.
Ela piscou pra mim:
- Vou ali descobrir de que cachorro é o espírito do guitarrista!
Uma das melhores seqüências da noite começou, como de costume, com um solo de guitarra excepcional. No palco, um dos meus amigos tocava meio em transe, de olhos fechados, o corpo acompanhando o movimento - frenético - dos dedos. Espectadores que éramos, fomos junto. Olhos, respiração, pulso. Acelerando. Até que ele tirou as mãos das cordas, agarrou o microfone e soltou um gemido rouco e sentido com a voz potente.
Um suspiro e minha amiga e eu trocamos olhares com a expressão em comum no rosto: Ai, caralho. E a declaração que deflagrou o papo:
- Ai, se ele fosse trinta centímetros mais alto!... - ela se abanou.
- TRINTA centímetros? PRA QUE você precisa disso tudo? - eu arregalei os olhos.
- Ah, cara, minha fase de baixinhos está encerrada oficialmente.
- Ai, senhor, dai-me forças...
- É verdade!... - voltou os olhos pro palco com uma expressão de "ai, que pena".
Os meninos entraram na conversa.
- Cara, isso é preconceito. - disse um.
- Eu não entendo essa onda! - atalhou o outro.
- Ah, mas isso é porque vocês dois são dois Oompa Loompas! - ela alfinetou.
Todo mundo caiu na risada, inclusive eles. Viraram a mira pro meu rumo:
- Ô Loka, diz aí...por onde passa esse negócio de mulher preferir homem alto?
- É, tem a ver com estética ou é aquele lance de se sentir protegida e etc...?
Pronto, sobrou pra mim. Até me endireitei na cadeira.
- Olha só... Só dá pra falar por mim, certo? - eles assentiram - Então. Eu já namorei homens altos e baixos, pra mim tanto faz isso. É fato que algumas observações podem ser feitas...cara, eu sou gordinha, ok? Eu luto com a balança e tenho consciência de que nunca vou ser miudinha...
- Ah, não! - eles tentaram interromper.
- Cala a boca, deixa eu falar, porra. - cortei. - Eu sou. E, por isso, sair com um cara alto, grande, é mais confortável porque faz eu me sentir menor, até mais magra.
- Poooorra!
- Espera, caralho, deixa eu falar!
- Ok, fala.
- Então. Por outro lado, não é todo cara baixo que faz a gente se sentir grande. Vocês dois, por exemplo, são baixos, mas...
- São dois Oompa Loompas! Dois mini-craques cabeçudos! - minha amiga provocou novas risadas e eles a mandaram prum lugar intranscritível. É incrível que a gente consiga levar qualquer conversa a cabo.
- MAS - olhei feio pra ela - o volume, a massa corporal de vocês faz parecerem maiores.
- Faz? - eles se surpreenderam. - Mas a gente é normal!
- Faz sim. Vocês não sabem como um homem da mesma altura de vocês, um pouco mais franzino, pode parecer menor... - fiz uma careta.
- Ah, mas aí também entra o espírito de Pincher! - ressaltou um.
- O QUE? - todo mundo caiu na risada de novo.
- É, ora. Se o cara SE SENTE pequeno, se fica intimidado com uma mulher de salto...
- É, todos os meus namorados baixinhos reclamaram dos saltos... - eu considerei.
- UNS BABACAS! - a indignação dos dois foi tanta que quase falaram em uníssono.
- ... e, principalmente, se o cara não tem postura de homem, claro que a garota vai olhar pra ele e ver um cachorro chato que late fininho pedindo colo! - meu amigo completou.
Depois das gargalhadas, meu outro amigo fez cara séria.
- Mas então, cara - olhando pra mim - isso de se sentir menor com um cara grande é neurose sua, né?
- Claro que é neurose minha. Assim como essa baboseira de "trinta centímetros mais alto" é neurose dela! - apontei pra minha amiga - Todo mundo tem as suas!
- Epa, epa, epa! Já viraram a metralhadora pra mim, é?
- Não, cala a boca, você é neurótica mesmo. - ele mostrou a língua tirando sarro dela e se virou pra mim de novo - Cara, eu vou te dizer, na boa, você me conhece, sabe que não tem nada a ver e tal. Mas não me conformo com essa conversa de gordinha. Eu sempre admirei a sua postura tranquila, sua segurança, seu charme. E nisso você deve concordar comigo - se virou pro outro, que assentiu com a cabeça - Você é bonita e consciente do seu corpo. Dá pra ver pelo jeito que você olha, que sorri, que se move e isso é muito sensual.
Eu estava desconsertada, mas ele continuava sério. Aliás, os dois estavam, parecia que meus amigos tinha tirado a noite pruma intervenção na minha auto-estima.
- E tudo isso combinado com a sua personalidade, faz com que você seja extremamente desejável pra qualquer homem. Então não se engane, cara, ao lado de qualquer um você vai parecer exatamente assim. Só precisa se cuidar pra fugir dos babacas...
- É, não perca tempo com espíritos de Pincher... - o outro riu.
Nesse momento a banda fez uma pausa e a minha amiga se levantou, sacudiu os cabelos e foi saindo.
- Ei, onde você vai? - eu quis saber.
Ela piscou pra mim:
- Vou ali descobrir de que cachorro é o espírito do guitarrista!
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Hoje
Hoje é mais ou menos o primeiro dia útil do ano. O que não significa que esteja livre de preguiças e de gente dizendo que ainda falta o carnaval - né, Eric? - pro ano efetivamente começar. Hoje o Zoei Grandão voltou à ativa, porque o Cabeça voltou pra casa e por isso a Mônica deve estar morrendo de saudades dele. Hoje o dia foi puxado pra alguns no trabalho e tem gente que vai fazer serão. Hoje o Zander está de volta da terra de Catarina e Alê Félix está de volta ao Brasil. Hoje a Rach resolveu ser borboleta na próxima vida e a Jo me disse uma coisa que me fez rir muito sobre imbecis e tiros pela culatra. Hoje a Dri veio bater papo comigo lá de Roma pra matar a saudade e me deu uma super idéia. Conto depois.
Hoje é aniversário do Gilberto (parabéns, querido!), mas não posso ligar pra ele porque o danadinho ta em Israel (lindas as fotos, viu? Falamos quando você voltar, então!) Hoje a Gabi insinuou que eu não tenho jeito pra aprender a fazer "pole dance" - Ruiva, me dá um crédito, pô! Hoje o Reginaldo foi extremamente solidário com uma coisa nojenta que contei pra ele. Hoje a Lilhoca começou oficialmente a morar sozinha, acho que vou fazer uma serenata com "Mr. Lonely" do Akon pra ela (ok, ok, é brincadeira, não precisa desse boneco de vodu). Ela me chamou pra fazer uma pós graduação lindona e se eu tivesse qualquer emprego, topava no ato, mas do jeito que as coisas estão, só se eu aderir às "casas de massagem" com "altos ganhos". Foda.
Hoje a Andréa não deu as caras o dia inteiro, a Carla e eu tivemos uma conversa séria sobre um assunto indigesto e choveu às píncaras em Uberlândia, o que não impediu de o sol abrir com a corda toda agora à tarde e já estar quente pra caralho de novo. Hoje a Roberta teve que ir à delegacia e eu sinto muito por ela. Hoje a Nayra me disse que não conseguiu comentar o último post porque se embananou com as letras de verificação e que o Gui pergunta sempre pra ela se ela tem certeza de que foi alfabetizada. Eu até acreditaria nisso se a mente jurídica dessa senhorita não fosse tão ágil e se não fosse uma das pessoas mais geniais que eu conheço (serve de retratação, amiga?).
Hoje meu pai acordou doente, não se sabe o que ele tem. Gripe, dengue, indigestão, ziquizira, sei lá. E sempre que ele fica doente, aqui fica tudo bagunçado, o povo fica meio sem rumo. Minha mãe parece uma galinha acuada no ninho. Hoje eu passei a tarde fuçando na legislação federal e municipal, no INSS e na Receita Federal porque preciso que o meu pai seja reconhecido como deficiente físico. Ele ta detestando isso, mas reconhecer as nossas limitações também é parte da coisa toda, né?
Hoje eu teminei o dia pensando num monte de gente, sentindo saudade, relembrando tantas passagens, tantas particularidades. Certamente um monte de gente ficou de fora do post, eu falei com poucas pessoas hoje. Em todo o caso, o post que eu comecei a escrever mais cedo era sobre como eu não gosto de gente e como amo apaixonadamente os meus amigos. Acho, que no fim das contas, esse acabou ficando melhor.
É isso. Beijo pra quem é de beijo e nada pra quem é de nada.
Hoje é aniversário do Gilberto (parabéns, querido!), mas não posso ligar pra ele porque o danadinho ta em Israel (lindas as fotos, viu? Falamos quando você voltar, então!) Hoje a Gabi insinuou que eu não tenho jeito pra aprender a fazer "pole dance" - Ruiva, me dá um crédito, pô! Hoje o Reginaldo foi extremamente solidário com uma coisa nojenta que contei pra ele. Hoje a Lilhoca começou oficialmente a morar sozinha, acho que vou fazer uma serenata com "Mr. Lonely" do Akon pra ela (ok, ok, é brincadeira, não precisa desse boneco de vodu). Ela me chamou pra fazer uma pós graduação lindona e se eu tivesse qualquer emprego, topava no ato, mas do jeito que as coisas estão, só se eu aderir às "casas de massagem" com "altos ganhos". Foda.
Hoje a Andréa não deu as caras o dia inteiro, a Carla e eu tivemos uma conversa séria sobre um assunto indigesto e choveu às píncaras em Uberlândia, o que não impediu de o sol abrir com a corda toda agora à tarde e já estar quente pra caralho de novo. Hoje a Roberta teve que ir à delegacia e eu sinto muito por ela. Hoje a Nayra me disse que não conseguiu comentar o último post porque se embananou com as letras de verificação e que o Gui pergunta sempre pra ela se ela tem certeza de que foi alfabetizada. Eu até acreditaria nisso se a mente jurídica dessa senhorita não fosse tão ágil e se não fosse uma das pessoas mais geniais que eu conheço (serve de retratação, amiga?).
Hoje meu pai acordou doente, não se sabe o que ele tem. Gripe, dengue, indigestão, ziquizira, sei lá. E sempre que ele fica doente, aqui fica tudo bagunçado, o povo fica meio sem rumo. Minha mãe parece uma galinha acuada no ninho. Hoje eu passei a tarde fuçando na legislação federal e municipal, no INSS e na Receita Federal porque preciso que o meu pai seja reconhecido como deficiente físico. Ele ta detestando isso, mas reconhecer as nossas limitações também é parte da coisa toda, né?
Hoje eu teminei o dia pensando num monte de gente, sentindo saudade, relembrando tantas passagens, tantas particularidades. Certamente um monte de gente ficou de fora do post, eu falei com poucas pessoas hoje. Em todo o caso, o post que eu comecei a escrever mais cedo era sobre como eu não gosto de gente e como amo apaixonadamente os meus amigos. Acho, que no fim das contas, esse acabou ficando melhor.
domingo, janeiro 06, 2008
Conversas Insólitas I
Toca o telefone.
Eu: - Alô?
Ela: - Amiga, eu tô passada!
Eu: - Oi! O que foi?
Ela: - Cara, a Eliana só pode estar colocando botox com o mesmo médico da Hebe!
Eu: - Hein?
Ela: - Só pode! A cara dela já ta ficando meio quadradona daquele jeito!
Eu: Eliana? A dos dedinhos? Parecida com a Hebe Camargo?
Ela: É! Aí, até os olhos já tão ficando apertadinhos!
Eu: Ué, vai ver é fetiche.
Ela: Eu to horrorizada! Afinal, Ivo Pitanguy já disse: gente, pelo menos ALGUMA ruga um rosto tem que ter pra manter a dignidade!
Eu: (risos)
Ela: Se ela começar a dizer "grassssssinha" realmente vai ser o fim!
Eu: Aí você vai descobrir que além do médico, elas têm o mesmo dentista...
Eu: - Alô?
Ela: - Amiga, eu tô passada!
Eu: - Oi! O que foi?
Ela: - Cara, a Eliana só pode estar colocando botox com o mesmo médico da Hebe!
Eu: - Hein?
Ela: - Só pode! A cara dela já ta ficando meio quadradona daquele jeito!
Eu: Eliana? A dos dedinhos? Parecida com a Hebe Camargo?
Ela: É! Aí, até os olhos já tão ficando apertadinhos!
Eu: Ué, vai ver é fetiche.
Ela: Eu to horrorizada! Afinal, Ivo Pitanguy já disse: gente, pelo menos ALGUMA ruga um rosto tem que ter pra manter a dignidade!
Eu: (risos)
Ela: Se ela começar a dizer "grassssssinha" realmente vai ser o fim!
Eu: Aí você vai descobrir que além do médico, elas têm o mesmo dentista...
quinta-feira, janeiro 03, 2008
Meu, Seu, Nosso
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E saiu uma discussão interessante sobre namoros de longo prazo, objetivos em relacionamentos, divisão de espaço, medo de compromisso, essas coisas. Ele defendia que a idéia de um namoro precisar "evoluir", ter algum "objetivo" é uma idéia feminina. Note-se que EU não penso isso, mas como ele mesmo observou: "você tem o cérebro meio masculinóide, né?", então, não sirvo de base. Por minha vez, eu defendia que relacionamento é querer fazer planos juntos, mesmo que seja "vamos pedir uma pizza hoje à noite depois do trabalho?".
Ele argumentava que tecer relacionamentos que sejam estáveis, que envolvam planos e que impliquem em dividir as coisas é complicado porque é necessário o indivíduo abrir mão do SEU espaço em prol de um espaço compartilhado, em que tudo é NOSSO e nada é MEU. E que essa é uma concessão dolorosa.
Eu rebatia dizendo que isso não é absoluto e que decorre necessariamente da experiência pessoal e da maturidade de cada um. Ele, por exemplo, é um cara que teve seu espaço pessoal invadido pelos pais, irmãos, cachorro, vovó, titia e papagaio desde sempre, e que por isso anseia desesperadamente por construir um que seja APENAS seu e onde seja o senhor absoluto. Por outro lado, eu lhe disse, há pessoas (dei o meu exemplo concreto recorrente, ah, os parâmetros!) que conquistaram seu próprio espaço há muito tempo, já passaram por muitas coisas sozinhas, sabem se virar, sabem como se viram e logo não precisam mais se testar perante as coisas que acontecem. Essas pessoas já experimentaram o espaço individual, são senhores dele e da própria vida e concluíram que alguém pra compartilhar esse espaço é algo desejável e factível. Simples assim. E ele teve que concordar comigo.
Eu nunca tive um espaço meu, a não ser este virtual dentro do meu cérebro, onde as idéias se sucedem incessantemente sem censura e frequentemente sem interrupções. Uma pena que no meu espaço mental não dê pra andar só de calcinha, tomar água no gargalo da garrafa da geladeira se eu quiser, desligar o telefone se estiver sem saco pra atender, adotar um gato e convidar alguém pra passar a noite, se me der vontade.
Ok, aqui também não tenho que pagar contas (ao menos não as que se paga em dinheiro), fazer supermercado, lavar a louça, a roupa, o banheiro. Mas nada disso me incomoda. Ainda mais se a idéia for: se eu não fizer, ninguém vai fazer por mim, ao menos não sem eu pagar uma diária, uma vez por semana. Essa perspectiva é ótima, na verdade. Nesse caso, eu tenho o poder absoluto até de viver num chiqueiro, se me convier (BLARGH!).
Por outro lado, o fato de tem sempre tido meu espaço invadido não me torna radical a esse respeito, como quem sustenta discursos inflamados contra casamento, filhos, e etc. Na verdade, eu andava meio em pânico com essa conversa, porque meus relacionamentos andaram se rompendo muito facilmente nos últimos tempos. Então, eu morria de medo de me tornar uma Elizabeth Taylor, cheia de maridos descartáveis. Também ficava apavorada com a perspectiva de ter filhos e nem era pelo fato de que uma vez colocado no mundo, nunca mais aquele moleque me daria sossego. Não, nada disso. A minha parca maturidade só me permitia ir até a perspectiva do parto, da dor excruciante, do quão violento me parecia a idéia de passar uma melancia pelo buraco onde cabe uma laranja.
E dia desses isso mudou, a idéia me pareceu maravilhosa, tanto de dividir meu espaço e meus planos com alguém, como de formar o caráter de uma criança e vê-la crescer. Claro, a idéia me parece boa, mas remota, porque despertar confiança suficiente pra querer isso não é papel pra qualquer um. Não basta querer brincar de casinha. E o momento em que o pacote (casamento + filhos) mudou de figura se foi e não sei se voltará.
E por falar nisso, o meu amigo mencionou que mulheres são condicionadas a brincar de casinha desde cedo. Engraçado, eu brinquei de casinha, sim. Aí raspei a cabeça de todas as bonecas, amarrei um rabo de cavalo e fui correr na rua pra ralar o joelho...
Meu, Seu, Nosso. O que importa mesmo, acabamos concluindo na tal conversa, é que o imprescindível em qualquer relacionamento, da profundidade que for, é a emoção. A capacidade de olhar pro outro e sentir enternecimento, apesar de ele ter deixado a toalha molhada em cima da cama, apesar dela não tirar os cabelos do sabonete. O que conta mesmo, no fim das contas, é a intimidade, o carinho e a admiraçao. O resto é resto.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Virada
20:00 - tomo sorvete.
20:30 - chegam dois torpedos.
21:00 - Bruce All Might.
21:30 - troco pra Sex And The City.
23:55 - envio o único torpedo da noite.
00:00 - tomo um longo banho morno.
00:15 - chegam mais torpedos.
00:30 - Meu Vizinho Mafioso II.
02:30 - muitas risadas depois, vou pra cama.
Acordei sem ressaca, de bom humor (APOCALIPSE!), cheia de planos e já fiz meu ano andar hoje. :-)
2008 que me aguarde.
20:30 - chegam dois torpedos.
21:00 - Bruce All Might.
21:30 - troco pra Sex And The City.
23:55 - envio o único torpedo da noite.
00:00 - tomo um longo banho morno.
00:15 - chegam mais torpedos.
00:30 - Meu Vizinho Mafioso II.
02:30 - muitas risadas depois, vou pra cama.
Acordei sem ressaca, de bom humor (APOCALIPSE!), cheia de planos e já fiz meu ano andar hoje. :-)
2008 que me aguarde.
sábado, dezembro 29, 2007
Que venha 2008.
E quem diria que o último post do ano seria letra de música?
Credo, que prognóstico daqui pra diante!...(risada)
Boa festa pra todo mundo, que a ressaca do dia primeiro seja leve.
E cheers!
WASTED TIME
Eagles
Well baby, there you stand
With your little head, down in your hand
Oh, my God, you can't believe it's happening again
Your baby's gone, and you're all alone
and it looks like the end.
And you're back out on the street.
And you're tryin' to remember.
How will you start it over?
You don't know what became.
You don't care much for a stranger's touch,
But you can't hold your man.
You never thought you'd be alone this far down the line
And I know what's been on your mind
You're afraid it's all been wasted time
The autumn leaves have got you thinking
about the first time that you fell
You didn't love the boy too much, no, no
you just loved the boy to well, Farewell
So you live from day to day,
and you dream about tomorrow, oh.
And the hours go by like minutes
and the shadows come to stay
So you take a little something to make them go away
And I could have done so many things, baby
If I could only stop my mind from wondrin' what
I left behind and from worrying 'bout this wasted time
Ooh, another love has come and gone
Ooh, and the years keep rushing on
I remember what you told me before you went out on your own:
"Sometimes to keep it together, we got to leave it alone."
So you can get on with your search, baby, and I can get on with mine
And maybe someday we will find, that it wasn't really
wasted time
Credo, que prognóstico daqui pra diante!...(risada)
Boa festa pra todo mundo, que a ressaca do dia primeiro seja leve.
E cheers!
WASTED TIME
Eagles
Well baby, there you stand
With your little head, down in your hand
Oh, my God, you can't believe it's happening again
Your baby's gone, and you're all alone
and it looks like the end.
And you're back out on the street.
And you're tryin' to remember.
How will you start it over?
You don't know what became.
You don't care much for a stranger's touch,
But you can't hold your man.
You never thought you'd be alone this far down the line
And I know what's been on your mind
You're afraid it's all been wasted time
The autumn leaves have got you thinking
about the first time that you fell
You didn't love the boy too much, no, no
you just loved the boy to well, Farewell
So you live from day to day,
and you dream about tomorrow, oh.
And the hours go by like minutes
and the shadows come to stay
So you take a little something to make them go away
And I could have done so many things, baby
If I could only stop my mind from wondrin' what
I left behind and from worrying 'bout this wasted time
Ooh, another love has come and gone
Ooh, and the years keep rushing on
I remember what you told me before you went out on your own:
"Sometimes to keep it together, we got to leave it alone."
So you can get on with your search, baby, and I can get on with mine
And maybe someday we will find, that it wasn't really
wasted time
domingo, dezembro 23, 2007
2007
Este foi, sem sombra de dúvidas, o pior ano da minha vida. Ganhou de quando os meus pais se divorciaram (11), ganhou de quando meu namorado cometeu suicídio (18), ganhou dos meus anos de angústia surda e muda dentro do Direito (17-24).
Apesar de sempre ter sido uma criança e uma adolescente calada, na minha, mais adepta de livros que da companhia de pessoas, melancólica, eu nunca tinha entrado de fato em depressão, o que aconteceu. Eu quis morrer tantas vezes esse ano que até me assusto olhando em retrospecto. Tomei remédio, entrei na terapia, me afastei das pessoas, infernizei a vida de quem eu mais amava. E perdi. Muita coisa.
Outro dia, na terapia, eu me peguei dizendo que se eu pudesse escolher um ponto dessa trajetória pra voltar, eu escolheria - olha a ironia - o dia em que eu cortei o pé, no Natal do ano passado, e que foi justamente quando eu decidi começar esse blog. Pudesse eu voltar àquele dia e talvez nada do que está escrito aqui hoje, fosse o mesmo. Talvez eu fizesse diferente, talvez conseguisse até fazer mais coisas certas. Por mais patético que pareça.
Engraçado...o ano passado terminou de um jeito tão promissor! E acabou dando tudo tão errado... Eu sinto como se naquele ponto eu estivesse começando uma fase nova do jogo, que tinha muito pra aprender sobre os segredos da história e muito a ganhar pras próximas fases. Mas eu não dei conta de jogar, morri e agora não tem mais botão de continue. Agora o jeito é arrumar outro jogo e tentar esquecer como aquele era bom e como eu gostava de jogar aquele. E talvez por isso eu esteja meio cética com o próximo ano...acho que eu desaprendi a jogar e me preocupo com quantas vezes ainda vou morrer por absoluta falta de habilidade. Acho que finalmente me vi que nem o Sr. Burns descobrindo que durante a vida dele toda era o Smithers o responsável pelo seu sucesso no golfe.
(...)
Na verdade, 2007 foi um ano recheado de incongruências. Cometi erros, magoei gente, perdi e reencontrei amigos, conheci alguns novos, fui acolhida por quem eu não esperava, passei alguns momentos muito felizes. Tomei algumas boas decisões, também. Mas sem promessa de ano novo, melhor deixar em off.
O que eu tiro desse ano?
A noção de que esperança morre, ressuscita e morre de novo. E ressuscita. E morre.
A consciência de que um parâmetro pode ser a essência de toda a infelicidade.
A certeza de que não terei saudades dos meus 24 anos.
E a vontade de aprender a jogar direito qualquer dia desses.
Apesar de sempre ter sido uma criança e uma adolescente calada, na minha, mais adepta de livros que da companhia de pessoas, melancólica, eu nunca tinha entrado de fato em depressão, o que aconteceu. Eu quis morrer tantas vezes esse ano que até me assusto olhando em retrospecto. Tomei remédio, entrei na terapia, me afastei das pessoas, infernizei a vida de quem eu mais amava. E perdi. Muita coisa.
Outro dia, na terapia, eu me peguei dizendo que se eu pudesse escolher um ponto dessa trajetória pra voltar, eu escolheria - olha a ironia - o dia em que eu cortei o pé, no Natal do ano passado, e que foi justamente quando eu decidi começar esse blog. Pudesse eu voltar àquele dia e talvez nada do que está escrito aqui hoje, fosse o mesmo. Talvez eu fizesse diferente, talvez conseguisse até fazer mais coisas certas. Por mais patético que pareça.
Engraçado...o ano passado terminou de um jeito tão promissor! E acabou dando tudo tão errado... Eu sinto como se naquele ponto eu estivesse começando uma fase nova do jogo, que tinha muito pra aprender sobre os segredos da história e muito a ganhar pras próximas fases. Mas eu não dei conta de jogar, morri e agora não tem mais botão de continue. Agora o jeito é arrumar outro jogo e tentar esquecer como aquele era bom e como eu gostava de jogar aquele. E talvez por isso eu esteja meio cética com o próximo ano...acho que eu desaprendi a jogar e me preocupo com quantas vezes ainda vou morrer por absoluta falta de habilidade. Acho que finalmente me vi que nem o Sr. Burns descobrindo que durante a vida dele toda era o Smithers o responsável pelo seu sucesso no golfe.
(...)
Na verdade, 2007 foi um ano recheado de incongruências. Cometi erros, magoei gente, perdi e reencontrei amigos, conheci alguns novos, fui acolhida por quem eu não esperava, passei alguns momentos muito felizes. Tomei algumas boas decisões, também. Mas sem promessa de ano novo, melhor deixar em off.
O que eu tiro desse ano?
A noção de que esperança morre, ressuscita e morre de novo. E ressuscita. E morre.
A consciência de que um parâmetro pode ser a essência de toda a infelicidade.
A certeza de que não terei saudades dos meus 24 anos.
E a vontade de aprender a jogar direito qualquer dia desses.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Tô bege
Eu nunca postei duas coisas num dia só. Mas hoje eu PRECISO. Tô passaaaaaaaaaaaaada!
Como homens e mulheres são diferentes, puta que pariu! Mais que isso, como homens e mulheres FERIDOS e PRETERIDOS são diferentes! Enquanto umas choram, se descabelam, querem morrer e escrevem páginas e páginas de textos depressivos, lamentando o fim e desejando que pudesse ter sido diferente, outros ODEIAM. Apenas isso. Escrevem quilômetros de textos ofensivos, ultrajantes, venenosos, perversos e lascivos, o que é pior. Vão além! Criam blogs pretos escritos em dourado dedicados a amaldiçoar o que acabou e quem se foi.
Engraçado, fiquei muito tempo sem visitar um determinado lugar da minha lista de blogs e quando finalmente caí lá, fiquei abismada com a produção furiosa com que o tal blog tem sido alimentado. E fiquei ainda mais abismada com o ódio, entremeado de mortes, putas, sangue, rabos e coisas do tipo. Choque.
Eu fico pensando: como nos enganamos! E continuo chocada.
Como homens e mulheres são diferentes, puta que pariu! Mais que isso, como homens e mulheres FERIDOS e PRETERIDOS são diferentes! Enquanto umas choram, se descabelam, querem morrer e escrevem páginas e páginas de textos depressivos, lamentando o fim e desejando que pudesse ter sido diferente, outros ODEIAM. Apenas isso. Escrevem quilômetros de textos ofensivos, ultrajantes, venenosos, perversos e lascivos, o que é pior. Vão além! Criam blogs pretos escritos em dourado dedicados a amaldiçoar o que acabou e quem se foi.
Engraçado, fiquei muito tempo sem visitar um determinado lugar da minha lista de blogs e quando finalmente caí lá, fiquei abismada com a produção furiosa com que o tal blog tem sido alimentado. E fiquei ainda mais abismada com o ódio, entremeado de mortes, putas, sangue, rabos e coisas do tipo. Choque.
Eu fico pensando: como nos enganamos! E continuo chocada.
Bom humor nojento e intolerável

Hoje quando acordei estava chovendo, daquelas chuvas que murmuram: fique aí entre as cobertas mais um pouco, pode deixar que estou mantendo o mundo aqui fora bem parado enquanto você dorme...
Quando finalmente levantei, eu ainda tava no ritmo da chuva caindo...meio lânguida. Andei pela casa de cabelos desalinhados, envolta num roupão amarelo, arrastando meus chinelos. E tinha algo de estranho no ar, parecia mesmo que o mundo estava em suspensão enquanto eu dormia. E foi aí que eu lembrei: o fórum entrou de férias HOJE. Oh, dia glorioso!
Escritório fechado, pai de bermuda andando de um lado pro outro, irmão jogando video game...que beleza. Aí lembrei do aniversário de um amigo querido e liguei pra desejar felicidades e dizer bom dia. Pena que era pro Rio e consumiu boa parte dos meus créditos, mas ok, valeu a pena.
Hoje eu acordei foi com vontade de abraçar as pessoas que eu amo e estão longe. Já que não dava, pelo menos chamei no msn, disse bom dia e desejei bom trabalho, dei um beijo. Essas coisas paliativas que só dão mais vontade de estar junto, mas que pelo menos servem pra dizer: eu pensei em você, me importo e sinto sua falta. Mesmo que não seja recíproco, não importa. Na verdade, eu não ando muito preocupada com o que os outros sentem a meu respeito, estou mais absorta em mim mesma, no que eu tenho, sinto e tenho pra dar. E isso tem me feito bem.
O humor tá tão bom hoje, que até criar uma cidadezinha num emulador on line eu criei...mas agora preciso de acessos pra aumentar a minha população e pra isso eu preciso que cliquem no link dela. Cara, é muito mico, né não? Mas clica aí, vai, num custa nada! Sem atingir a população necessária eu não posso jogar! http://livilandia.myminicity.com/ Mas vê se depois não tira onda da minha cara, porque eu apelo. :-P
quinta-feira, dezembro 13, 2007
Um dia produtivo
Não, eu não fiquei à toa o dia inteiro, eu TRABALHEI de verdade - ô! E como tem advogado burro nesse mundo meu santo Deus. Como sai filho-de-vó-que-dorme-de-meia dessas faculdades de Direito, cruz credo!
Bom, e quando o trabalho acabou, eu resolvi fazer mensagens de natal...ho ho ho.
Fiz quatro vídeos. Aí embaixo tem dois, os outros dois estão na BLOGAGI.
Estrelando: Dehynha, Lívia, Rodrigo, Carla e Outsider. Feliz Natal!
Estrelando: Júlio, Gabi, Junior, Lílian e Eric. Feliz Natal!
Comentários ofensivos, por favor, por email. :-P
Bom, e quando o trabalho acabou, eu resolvi fazer mensagens de natal...ho ho ho.
Fiz quatro vídeos. Aí embaixo tem dois, os outros dois estão na BLOGAGI.
Estrelando: Dehynha, Lívia, Rodrigo, Carla e Outsider. Feliz Natal!
Don't send a lame Starring You! eCard. Try JibJab Sendables!
Estrelando: Júlio, Gabi, Junior, Lílian e Eric. Feliz Natal!
Comentários ofensivos, por favor, por email. :-P
Don't send a lame Starring You! eCard. Try JibJab Sendables!
quarta-feira, dezembro 12, 2007
Caminho e Destino

Dia desses, aqui mesmo nesse blog, alguém condescendentemente chamou minha depressão de limerência. Noutra ocasião, me disseram impiedosamente que sou instável porque eu não encontrei ainda uma meta específica. Ontem me disseram que eu não sei o que eu quero da vida porque vivo mudando de idéia. (suspiro)
Eu fico abismada com a capacidade das pessoas me dizerem essas coisas. Talvez a errada seja mesmo eu que procuro um jeito delicado de dizer as coisas aos outros e que procuro me calar quando não tenho nada de bom pra dizer, afinal, estou longe de deter a sabedoria absoluta que me permita dizer qualquer merda que me venha à cabeça. Talvez seja esse mais um reflexo da deficiência que citei dois posts abaixo, essa maldita necessidade de aprovação, essa dificuldade de dizer não apenas não, dizer: "você é chato(a)", "dá pra calar a boca?" ou simplesmente, "vai tomar no cu".
Cara, eu não sou instável. Eu mudo muito de humor? Sem dúvidas, porque sou receptiva e sensível ao que me rodeia. Mas isso não significa que as coisas que eu quero, que eu acredito e que preciso mudem. Eu sei muito bem o que eu não quero, já é algo muito gratificante, poder dizer: "opa, pode parar, isso aí nem fudendo!". Já é um passo pra se saber o que se quer. Aliás, eu sei o que eu quero, porra! Só preciso encontrar qual será a MINHA forma de chegar lá, que não terá a ver com nenhuma fórmula milagrosa que alguém possa tentar me dar. Eu odeio oráculos, donos da verdade e gente que quer me ensinar a viver! Eu lá sou convencional??? Eu tenho que abrir o meu caminho sozinha, mesmo que isso envolva grandes cabeçadas, caramba!
Afinal, já diria o grande sábio Paulo Coelho em seu maravilhoso Diário de Um Mago (ahahahahahaahahahahahahahahahaha...cof cof...gasp...ahahahahahaahhaahahhhahahahaha), o caminho é mais importante do que o destino, porque é no processo que se aprende as coisas. Profundo, né? (CATAPLOFT)
Deixando a imitação de escritor de lado e falando sério, realmente o caminho vai fazer diferença, porque as variáveis que envolvem as minhas metas serão determinadas pelas pequenas curvas que eu fizer. E as pessoas que estarão ao meu lado quando eu chegar lá, também serão definidas enquanto eu caminho. Eu gostaria de encontrar algum SamWise Gamgee pra me acompanhar. E, quem sabe, sendo muito otimista, podia encontrar um Gregory House que me chamasse de Wilson. :-P
Em suma, me dá um tempo. Eu já tô vendo a luz no fim do túnel. Quem puder ter um pouco de paciência pode achar que valeu a pena.
***A música "I'll Cover You" é da trilha sonora da ópera-rock "RENT" e na minha opinião é uma das declarações de amor mais bonitas que eu já ouvi. Pelo menos é a que eu gostaria de ouvir. Veja AQUI a letra e AQUI o vídeo da versão que eu mais gosto.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Férias
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Amargo

Existe um tipo de deficiência que afeta a muitos, é encarada com desdém por quem não sofre dela e causa grande mal estar aos portadores. É a incapacidade de dizer não. Essa maldita necessidade de aprovação que faz com que você sempre tente dar um jeito, independente de a situação ser legítima ou de não ter salvação. Assim, se torna vítima dos que pedem mil e um favores, dos que abusam da boa vontade alheia, dos que cometem sempre o mesmo erro, juram que não vai mais acontecer e pedem outra chance.
E, nas vezes em que, cansados de apanhar e orientados pelo senso de auto-preservação, este ente desprezado, você reúne forças e pronuncia a fatídica palavra - NÃO - o gosto amargo que se instala na boca faz o fel parecer doce. A razão, o bom senso e a lucidez dizem que a decisão foi acertada, mas ainda aí a deficiência continua a agir. O desconforto por ter causado decepção, ainda que justificada, aguilhoa feito ferrão venenoso.
Arrependimento? Não. Você sabe que faria outra vez caso a ocasião se apresentasse. Ainda mais considerando a reação daquele que foi rechaçado, sempre a pior possível. É até um motivo a mais. Mas não deixa de doer. Amargo e latejante.
terça-feira, dezembro 04, 2007
Ih, só pedindo pra sair!
No Blog do Capitão Nascimento tem um teste pra saber "Quem é você na guerra?"...

E eu me fodi literalmente no resultado, porque até se num tivesse tomado um teco de doze na cara, o tal do Baiano ia ficar com o cadáver feio, fala sério!
E eu me fodi literalmente no resultado, porque até se num tivesse tomado um teco de doze na cara, o tal do Baiano ia ficar com o cadáver feio, fala sério!
segunda-feira, dezembro 03, 2007
Relatividade
Impressionante como as pessoas enxergam o mundo de formas particulares e peculiares. Incrível como os parâmetros do que é razoável, aceitável, desejável e inadmissível variam de um pra outro. Abismante é a falta de noção de uns e outros.
quarta-feira, novembro 28, 2007
sexta-feira, outubro 19, 2007
Sistema operacional
Coração, memória, imaginação, raciocínio, pensamento. Sinônimos de uma coisa só, ou melhor, partes de uma coisa só. Aquela coisa que realiza sinapses e dá piruetas, nuns mais, noutros menos. E que em mim, descobri, é extremamente fértil, sem excesso algum.
O (meu) coração é um mundo. Frenético, pulsante, quente. Capaz de se expandir e se retrair quilômetros em meros segundos, capaz de cultivar e matar com a mesma predisposição, bastando para isso a semente ou as primeiras horas de sol causticante. Capaz também de se recuperar de hecatombes com uma firmeza insuspeita, por se mostrar tão frágil em alguns momentos. Capaz de amar com loucura e de se declarar exausto com a mesma intensidade. Capaz de guardar em si uma tonelada de momentos e sensações.
A memória é autista. Guarda momentos inusitados, bons e ruins. Em determinadas situações, apenas o bons - com uma dose extra de saudade - e noutras, apenas os ruins - com um gosto amargo que não sai nem esfregando. Lembra o nome do personagem coadjuvante daquele filme que estava passando naquele dia com aquela fala daquele momento, mas esquece o cardápio do almoço de hoje. E funciona com conectivos insuspeitos, faz as ligações mais improváveis, associa as coisas mais díspares. E quando repassa alguns momentos, provoca ora suspiros e estremecimentos, ora caretas e alívio por aquilo não existir mais a não ser em seus próprios arquivos.
A imaginação é gigantesca e poderosa a ponto de plasmar concretamente criações nascidas do raciocínio, do pensamento e do coração. Capaz de criar mundos inteiros e personagens detalhados, até mesmo pra substituir os reais. Capaz de, partindo de uma palavra ou um som, produzir um show pirotécnico.
O raciocínio é rápido pra algumas coisas. Pra piadas infames e teorias mirabolantes, na maioria das vezes. (rá rá rá) E isso se explica pela sobrecarga provocada pelo coraçao e pela imaginação no sistema. Dois programinhas meio pesados, quando um está funcionando, o outro fica meio atordoado.
Por fim, o pensamento. Um vadio, que às vezes é acometido por idéias fixas.
(...)
To aqui imaginando uma cpu que caiba tudo isso. (hum)
O (meu) coração é um mundo. Frenético, pulsante, quente. Capaz de se expandir e se retrair quilômetros em meros segundos, capaz de cultivar e matar com a mesma predisposição, bastando para isso a semente ou as primeiras horas de sol causticante. Capaz também de se recuperar de hecatombes com uma firmeza insuspeita, por se mostrar tão frágil em alguns momentos. Capaz de amar com loucura e de se declarar exausto com a mesma intensidade. Capaz de guardar em si uma tonelada de momentos e sensações.
A memória é autista. Guarda momentos inusitados, bons e ruins. Em determinadas situações, apenas o bons - com uma dose extra de saudade - e noutras, apenas os ruins - com um gosto amargo que não sai nem esfregando. Lembra o nome do personagem coadjuvante daquele filme que estava passando naquele dia com aquela fala daquele momento, mas esquece o cardápio do almoço de hoje. E funciona com conectivos insuspeitos, faz as ligações mais improváveis, associa as coisas mais díspares. E quando repassa alguns momentos, provoca ora suspiros e estremecimentos, ora caretas e alívio por aquilo não existir mais a não ser em seus próprios arquivos.
A imaginação é gigantesca e poderosa a ponto de plasmar concretamente criações nascidas do raciocínio, do pensamento e do coração. Capaz de criar mundos inteiros e personagens detalhados, até mesmo pra substituir os reais. Capaz de, partindo de uma palavra ou um som, produzir um show pirotécnico.
O raciocínio é rápido pra algumas coisas. Pra piadas infames e teorias mirabolantes, na maioria das vezes. (rá rá rá) E isso se explica pela sobrecarga provocada pelo coraçao e pela imaginação no sistema. Dois programinhas meio pesados, quando um está funcionando, o outro fica meio atordoado.
Por fim, o pensamento. Um vadio, que às vezes é acometido por idéias fixas.
(...)
To aqui imaginando uma cpu que caiba tudo isso. (hum)
terça-feira, outubro 16, 2007
Ingrid
Morrer um filho deve ser uma coisa absurda.
Morreu minha enteada felina e meu coração ta partido.
:-(
Morreu minha enteada felina e meu coração ta partido.
:-(
segunda-feira, outubro 15, 2007
Notícias do Front
Eu tô com o saco TÃO cheio que tô quase acreditando que tenho um!
*atira em alguém*
Aí abri o email agora e dei de cara com o trânsito astral do Personare pra mim:
Com problemas de ordem fútil!
15/10 (hoje) às 15h12 a 31/10 às 9h13
Vênus em oposição à Lua natal
Entre os dias 15/10 (hoje) às 15h12 e 31/10 às 9h13, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Lívia. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Lívia. Auto-observação aqui é tudo, sobretudo porque os seres humanos costumam se observar muito pouco...
Emocionante, né? Será que isso significa que se eu tocar fogo em alguém nesse período serei acusada de homicídio qualificado por motivo FÚTIL??? ¬¬
*atira em alguém*
Aí abri o email agora e dei de cara com o trânsito astral do Personare pra mim:
Com problemas de ordem fútil!
15/10 (hoje) às 15h12 a 31/10 às 9h13
Vênus em oposição à Lua natal
Entre os dias 15/10 (hoje) às 15h12 e 31/10 às 9h13, uma desarmonia entre o planeta Vênus no céu e a Lua do seu mapa de nascimento poderão sinalizar um período de prejuízos sociais, Lívia. A tendência é que ocorram brigas e conflitos por motivos absolutamente fúteis, discussões com pessoas queridas por questões que não exigiriam tamanho exagero, e até mesmo uma tendência a fazer gastos tolos e excessivos, comprando futilidades. Obviamente, a idéia aqui é a de que você possa transformar este período, tomando consciência dele antes. Sabendo que existem estas tendências, elas não precisam ocorrer, mas você precisará ter uma atenção redobrada no que diz respeito a esta predisposição a conflitos por razões tolas. O presságio de impopularidade associado a este período de conflitos entre Vênus e a Lua pode revelar você "queimando seu filme" por alguma bobagem. No final das contas, é tudo uma questão de você ter o máximo de atenção e evitar dizer e fazer bobagens neste período, Lívia. Auto-observação aqui é tudo, sobretudo porque os seres humanos costumam se observar muito pouco...
Emocionante, né? Será que isso significa que se eu tocar fogo em alguém nesse período serei acusada de homicídio qualificado por motivo FÚTIL??? ¬¬
sexta-feira, outubro 05, 2007
Pouso

POUSO
Tornou-se recorrente
pousar os olhos em lugar nenhum
pra ver a imagem do seu rosto
que emana de não sei onde.
Talvez esteja gravada no fundo
da minha retina.
Ou quem sabe
meus olhos tenham aprendido a
desprezar espaço e tempo
à procura do seu sorriso.
O fato é que agora,
em todo lugar que eu olhe
existe um halo que não sei explicar,
embora reconheça muito bem:
é a mesma luz que vejo quando vejo
o seu olhar pousar em mim.
Lívia Santana.
quinta-feira, setembro 27, 2007
Observações vestibulísticas
Hey, pessoas!
Primeiramente, pra quem andou perguntando, eu to prestando Comunicação Social (com habilitação em editoria), que já ta mais que na hora de eu mudar oficialmente de área e não ficar apenas suspirando pela mudança.
Segundamente, tenho alguns comentários a fazer:
1. Minhas antipatias germânica e norte americana aumentaram 500% depois dos últimos dias de estudo.
2. Incrível como estudar história é algo cinematográfico - ta bom, eu não sirvo de base, quando me mandam "pensar numa luz" nalgum exercício de meditação, eu imagino a luz sim, na ponta do dedo do ET. Mas, tirando o meu semi-autismo, impresionante como eu vou lendo, lendo e vão se sucedendo na minha cabeça o Rambo amarrando a faixa vermelha (ridícula) na cabeça, o Jude Law atirando na cabeça do Ed Harris (soviético X alemão) em Círculo de Fogo, o George Berger marchando com o exército americano rumo ao Vietnã e Let The Sunshine In em Hair, o Indiana Jones vestido de explorador com aquela roupinha tão ridícula quanto a faixa do Rambo, coordenando os trabalhadores hindus. Caaaaaaaara, a minha vida sempre esteve lotada de referências históricas e eu nunca me dei conta! Até o abominável Pearl Harbor das Neves, que eu FIZ QUESTÃO de nunca ver, me veio na cabeça, com as parcas chamadas que eu assisti!
3. Sabiam que os grandes nomes da literatura lusitana e brasileira eram todos bacharéis em Direito??? ahahahahahaha...que horror! Aliás, pasme: até o GANDHI ERA ADVOGADO!!! Affe, carambolas atômicas, esse mundo é torto demais!
4. Em 1956 Guimarães Rosa lançou o Grande Sertão Veredas, certo? Certo. Uma grande obra prima, inovações linguísticas, etc etc etc. O que eu não sabia e me pergunto se alguém já reparou nisso, é que no mesmo ano de 1956, Albert Camus publicou A QUEDA, um livro em que o interlocutor narra a história de sua vida e suas idéias em primeira pessoa, entabulando um diálogo com um interlocutor oculto, que não participa da história - só sabemos dele pelas referências que o narrador faz à ele e pelas perguntas subentendidas no texto. E o que tem isso? Tem que o Grande Sertão Veredas emprega EXATAMENTE o mesmo sistema narrativo, que até então era inédito. Explicação? Ah, o anjo da guarda do Camus e o do Guimarães Rosa deviam ser "mó trutas" e frequentar as mesmas festas, daí acabaram inspirando nos caras, na mesma época, a mesma idéia genial. (...) De quem será que o meu anjo da guarda é "mano", hein? (surta e toma remédio)
5. Acabou o intervalo de cinco minutos, volto agora para o meu quarto e os meus livros...ah, tem mais uma piada boa. Já viram um episódio de Seinfeld (referências, referências!!) em que o Geroge leva um livro gigante de arte pro banheiro numa livraria pra dar uma cagada, e na volta o livro ta marcado como "livro da bunda" pelos funcionários e ele tem que comprar o livro, caríssimo?? Alguém quer comprar as minhas 214.256 apostilas? Eu vendo baratinho. (heh)
6. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra um alguém, e esse alguém sabe quem... (não, não fiquei doida, vai ouvir Pedra Letícia, vai... O Meu Sangue Ferve Por Vocêeee!...Olé!)
PS acrescentado depois de uma leitura do acima redigido: nossa, alguém me interne e me esterilize pra num passar pra frente essa desgraça. ¬¬
Primeiramente, pra quem andou perguntando, eu to prestando Comunicação Social (com habilitação em editoria), que já ta mais que na hora de eu mudar oficialmente de área e não ficar apenas suspirando pela mudança.
Segundamente, tenho alguns comentários a fazer:
1. Minhas antipatias germânica e norte americana aumentaram 500% depois dos últimos dias de estudo.
2. Incrível como estudar história é algo cinematográfico - ta bom, eu não sirvo de base, quando me mandam "pensar numa luz" nalgum exercício de meditação, eu imagino a luz sim, na ponta do dedo do ET. Mas, tirando o meu semi-autismo, impresionante como eu vou lendo, lendo e vão se sucedendo na minha cabeça o Rambo amarrando a faixa vermelha (ridícula) na cabeça, o Jude Law atirando na cabeça do Ed Harris (soviético X alemão) em Círculo de Fogo, o George Berger marchando com o exército americano rumo ao Vietnã e Let The Sunshine In em Hair, o Indiana Jones vestido de explorador com aquela roupinha tão ridícula quanto a faixa do Rambo, coordenando os trabalhadores hindus. Caaaaaaaara, a minha vida sempre esteve lotada de referências históricas e eu nunca me dei conta! Até o abominável Pearl Harbor das Neves, que eu FIZ QUESTÃO de nunca ver, me veio na cabeça, com as parcas chamadas que eu assisti!
3. Sabiam que os grandes nomes da literatura lusitana e brasileira eram todos bacharéis em Direito??? ahahahahahaha...que horror! Aliás, pasme: até o GANDHI ERA ADVOGADO!!! Affe, carambolas atômicas, esse mundo é torto demais!
4. Em 1956 Guimarães Rosa lançou o Grande Sertão Veredas, certo? Certo. Uma grande obra prima, inovações linguísticas, etc etc etc. O que eu não sabia e me pergunto se alguém já reparou nisso, é que no mesmo ano de 1956, Albert Camus publicou A QUEDA, um livro em que o interlocutor narra a história de sua vida e suas idéias em primeira pessoa, entabulando um diálogo com um interlocutor oculto, que não participa da história - só sabemos dele pelas referências que o narrador faz à ele e pelas perguntas subentendidas no texto. E o que tem isso? Tem que o Grande Sertão Veredas emprega EXATAMENTE o mesmo sistema narrativo, que até então era inédito. Explicação? Ah, o anjo da guarda do Camus e o do Guimarães Rosa deviam ser "mó trutas" e frequentar as mesmas festas, daí acabaram inspirando nos caras, na mesma época, a mesma idéia genial. (...) De quem será que o meu anjo da guarda é "mano", hein? (surta e toma remédio)
5. Acabou o intervalo de cinco minutos, volto agora para o meu quarto e os meus livros...ah, tem mais uma piada boa. Já viram um episódio de Seinfeld (referências, referências!!) em que o Geroge leva um livro gigante de arte pro banheiro numa livraria pra dar uma cagada, e na volta o livro ta marcado como "livro da bunda" pelos funcionários e ele tem que comprar o livro, caríssimo?? Alguém quer comprar as minhas 214.256 apostilas? Eu vendo baratinho. (heh)
6. Um beijo pra minha mãe, pro meu pai e pra um alguém, e esse alguém sabe quem... (não, não fiquei doida, vai ouvir Pedra Letícia, vai... O Meu Sangue Ferve Por Vocêeee!...Olé!)
PS acrescentado depois de uma leitura do acima redigido: nossa, alguém me interne e me esterilize pra num passar pra frente essa desgraça. ¬¬
quarta-feira, setembro 12, 2007
Vestibular
Cara, nem acredito que sou eu. Se me contassem há algum tempo que aos vinte e quatro anos e o saco cheio de uma faculdade eu estaria ralando a bunda na cadeira pra prestar vestibular de novo, eu juraria que era piada.
Mas é fato. Eu, que até poucos dias estava às voltas com impostos e licitações, cá estou lendo sobre Revolução Francesa, Reino Monera, operações com potências, movimento circular, ligações covalentes, Romantismo, bacias hidrográficas, etc e tal.
Se por um lado biologia me dá sono e matemática me dá uma surra - afinal, advogado só sabe calcular 10% e 20%, que é o honorário, ora bolas! - estou amando estudar História e Literatura. Interessante como faz diferença o olhar do adolescente pro olhar do adulto quando se trata de aprender as coisas...naquela época - 15, 16, 17 - as coisas nos eram impingidas, por mais senso crítico que lutássemos pra desenvolver. E agora, tendo contato de novo com coisas deixadas há muito tempo, os pensamentos que me vêm à mente são cheios de contexto, claros, lógicos.
Engraçado, hoje eu até mesmo ouvi a voz de um professor de História que eu tive no colegial, perdida nos recônditos bifurcados (aqui uma expressão pra não aparecer nunca em nenhuma busca do google!...ahahahaha) da minha memória, recitando os filósofos do Iluminismo...nossa, que coisa espantosa, a nitidez com que ouvi. Acho que isso é sinal de que eu to ficando velha...os fantasmas já estão me visitando de corpo presente!! ahahahahahaha
Então até logo. No próximo post eu já estarei neurótica. Aqui jaz, etc etc etc.
Mas é fato. Eu, que até poucos dias estava às voltas com impostos e licitações, cá estou lendo sobre Revolução Francesa, Reino Monera, operações com potências, movimento circular, ligações covalentes, Romantismo, bacias hidrográficas, etc e tal.
Se por um lado biologia me dá sono e matemática me dá uma surra - afinal, advogado só sabe calcular 10% e 20%, que é o honorário, ora bolas! - estou amando estudar História e Literatura. Interessante como faz diferença o olhar do adolescente pro olhar do adulto quando se trata de aprender as coisas...naquela época - 15, 16, 17 - as coisas nos eram impingidas, por mais senso crítico que lutássemos pra desenvolver. E agora, tendo contato de novo com coisas deixadas há muito tempo, os pensamentos que me vêm à mente são cheios de contexto, claros, lógicos.
Engraçado, hoje eu até mesmo ouvi a voz de um professor de História que eu tive no colegial, perdida nos recônditos bifurcados (aqui uma expressão pra não aparecer nunca em nenhuma busca do google!...ahahahaha) da minha memória, recitando os filósofos do Iluminismo...nossa, que coisa espantosa, a nitidez com que ouvi. Acho que isso é sinal de que eu to ficando velha...os fantasmas já estão me visitando de corpo presente!! ahahahahahaha
Então até logo. No próximo post eu já estarei neurótica. Aqui jaz, etc etc etc.
sábado, agosto 18, 2007
Depois da loucura

Uuuufa!
Então, pessoas. Botei a revista no ar e agora respiro fundo durante um momento antes de começar a correr de novo. Querem saber da minha vida? Bem, mesmo que não queiram, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. :-P
Eu sarei da depressão. Sim, sarei mesmo. Depois de todos os estágios possíveis. Quis morrer, fiquei catatônica, chorei dias a fio, achei que eu não valia mais nada, me senti ridícula, um lixo, senti vergonha de tudo, lamentei a perda de tempo, senti raiva, fiquei amargurada, cínica, cética, insensível. Arrumei outra coisa pra fazer, porque eu precisava demais de algo que me fizesse sentir algum orgulho de mim. Precisava me sentir boa em alguma coisa, precisava criar. E foi aí que a revista entrou, ela foi meu instrumento de cura, de cauterização. Principalmente quando a terapeuta resolve sair de férias.
Agora já não me importa tanto. Eu continuo um pouco amarga e um tanto cética, mas esse é o meu normal, já há alguns anos. E eu to feliz com os desafios que me propus e também com as decisões que eu tomei nessas últimas duas semanas pra minha vida. Profissionais, acadêmicas e geográficas. Mas isso é só pra constar, deixa quieto. Conto quando estiver concretizado.
Eu tô legal. De verdade. Sinto saudades de algumas pessoas e de outras não. Penso mesmo que há pessoas que entram na vida da gente porque a gente procura encrenca de propósito. Sabe aquele tipo de coisa que se pensa assim, depois: "Eu precisava ter passado por isso?" e a resposta é um retumbante NÃO? Acho que é bem o caso. Mas, erros servem pra gente ir errar de outro jeito, né? Eu custo a tolerar figurinha repetida, que dirá erro repetido. Foi-se.
Agora eu quero no-vi-da-des. Que me agreguem algo em vez de me fazer buracos. Chega dessa coisa de ser queijo.
segunda-feira, agosto 13, 2007
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