sábado, agosto 18, 2007

Depois da loucura


Uuuufa!

Então, pessoas. Botei a revista no ar e agora respiro fundo durante um momento antes de começar a correr de novo. Querem saber da minha vida? Bem, mesmo que não queiram, o blog é meu e eu escrevo o que eu quiser. :-P

Eu sarei da depressão. Sim, sarei mesmo. Depois de todos os estágios possíveis. Quis morrer, fiquei catatônica, chorei dias a fio, achei que eu não valia mais nada, me senti ridícula, um lixo, senti vergonha de tudo, lamentei a perda de tempo, senti raiva, fiquei amargurada, cínica, cética, insensível. Arrumei outra coisa pra fazer, porque eu precisava demais de algo que me fizesse sentir algum orgulho de mim. Precisava me sentir boa em alguma coisa, precisava criar. E foi aí que a revista entrou, ela foi meu instrumento de cura, de cauterização. Principalmente quando a terapeuta resolve sair de férias.

Agora já não me importa tanto. Eu continuo um pouco amarga e um tanto cética, mas esse é o meu normal, já há alguns anos. E eu to feliz com os desafios que me propus e também com as decisões que eu tomei nessas últimas duas semanas pra minha vida. Profissionais, acadêmicas e geográficas. Mas isso é só pra constar, deixa quieto. Conto quando estiver concretizado.

Eu tô legal. De verdade. Sinto saudades de algumas pessoas e de outras não. Penso mesmo que há pessoas que entram na vida da gente porque a gente procura encrenca de propósito. Sabe aquele tipo de coisa que se pensa assim, depois: "Eu precisava ter passado por isso?" e a resposta é um retumbante NÃO? Acho que é bem o caso. Mas, erros servem pra gente ir errar de outro jeito, né? Eu custo a tolerar figurinha repetida, que dirá erro repetido. Foi-se.

Agora eu quero no-vi-da-des. Que me agreguem algo em vez de me fazer buracos. Chega dessa coisa de ser queijo.