sexta-feira, julho 06, 2007

Não Pise nos Mumerats

A quem porventura tenha essa dúvida ou essa esperança: não, eu não vou deletar o blog. E nem vou fazer censura nenhuma ao que está escrito aqui, porque eu que adoro criar personagen e contar suas histórias, não estou disposta a vestir um deles e escrever coisas pensadas cuidadosamente para entreter leitores. Aqui não. Esse aqui é MEU blog, pode ser uma bunda furada - como aliás, é - mas é meu. E fala de mim. E eu não sei não ser eu, não supitar de sentimentos, não rir com o corpo todo, não uivar de dor. Eu sou assim.

E eu to saindo da merda, aos poucos. Chega uma hora que a gente cansa de quem não gosta da gente, né? Cansa de remoer o que deu errado, cansa de sentir saudade dos momentos de êxtase que contribuem ainda mais pra gente se sentir ridículo, cansa de ter esperança. Cansa.

Mas também percebe que há muitas coisas que poderiam significar alívio, alegria e até salvação, e na verdade não são nada disso. Ontem, por exemplo, eu fui prum coquetel de formatura de um amigo muito querido, onde reencontrei minha turma de faculdade. Todas aquelas lembranças, piadas internas, intimidades foram fantásticas durante duas horas e meia. Depois disso eu voltei a me sentir deslocada, desconfortável, melancólica e louca pra ir pra casa. E fui.

A saída não está lá. Assim como não está nos pretensos amigos que se oferecem pra ajudar a superar, esquecer. Não está naquele confidente de todas as horas que acaba por falhar num determinado momento. Não está nesta internet - que foi em grande parte a causadora dos meus tormentos. Não está em lugar nenhum. E este é o ponto do raciocínio em que eu deveria dizer que a resposta esta dentro de mim mesma, que eu preciso encontrá-la. Mas não tenho essa ilusão. Já vasculhei aqui e não achei nada, só teias de aranha e coisas quebradas.

Diane Lane diz isso em Sob o Sol da Toscana:

- Sabe o que é mais surpreendente no divórcio? Ele não mata como uma bala no coração ou um acidente de carro. Deveria. Quando alguém que lhe jura ser fiel até que a morte os separe diz: "eu nunca te amei", isso devia matar na hora. Você não devia acordar dia após dia depois disso tentando entender como você não percebeu. A ficha não caiu, entende? Eu devia ter visto. É claro, mas eu tinha medo de dizer a verdade. E o medo nos torna idiotas.


Ai ai.

Quanto será que está custando uma passagem de ida pra Toscana, hein?


PS: alguém conhece a referência do título? Acho que vou fazer um concurso...rs

Um comentário:

Antônio disse...

Bom... é a terceira vez que eu abro essa merda de janela de comentários e dessa vez eu não vou recuar...

Venho publicamente pedir perdão pela minha incompreensão e pela minha falta de sensibilidade...

Mas uma coisa eu também quero deixar exposta aqui... toda vez que eu abro esse blog, algo me rasga o peito... e eu insisto em vir... eu preciso ler...

Eu sei que não dá prá entender...

Fique com Deus...

Por fim, meu nome não é Antônio, meu nome é Conrad Rose.